Por que não agimos nas redes sociais da mesma forma que agimos na vida real?


No meu condomínio tem um morador que transformou sua garagem numa varanda. Eu não concordo com ele, pois todas as fachadas das casas deveriam ser iguais e isso modifica a fachada da casa dele. Mas eu não fui lá bater na porta dele reclamar, não fui lá com o pé no peito, não disse a ele palavras agressivas. Eu simplesmente acho não tenho nada com isso e que, se o síndico perguntar a minha opinião, eu darei. Isso não me faz não ter opinião, isso não me torna omissa, isso simplesmente se chama educação.

Bem, mas as pessoas não costumam pensar assim quando estão na internet. Elas vêem uma postagem sua e acreditam que por ser uma postagem pública, elas têm o direito de expor grosseiramente suas opiniões contrárias. Veja bem, a varanda/garagem do meu vizinho também está do lado de fora, eu poderia dizer que se ele colocou lá para todos verem eu tenho o direito de opinar, não é verdade? Mas não, eu não tenho (pelo menos não grosseiramente). Se você tem uma opinião contrária à opinião de quem fez a postagem, você tem o direito de comentar educadamente o que você acha (ficar na sua também é uma opção...rs). Pode ser que a pessoa que postou não seja do tipo educada ou receptiva a comentários contrários, mas você fez a sua parte. Mas eu sinceramente acredito que quem chega em post alheio causando quer aparecer. Assim como os que querem te obrigar a aceitar a opinião deles e desistem de conversar quando não conseguem.

Algumas pessoas acham que, por estar atrás do celular, por não estar vendo quem está do outro lado, pode-se falar o que quiser, do jeito que quiser. Ainda mais porque muitos acham que sabem tudo da sua vida porque te seguem no Facebook ou no Instagram. Então, se eu sigo você nas redes sociais e "conheço tudo" da sua vida, então eu tenho todo o direito de dar pitaco do jeito que eu quiser, não é verdade? Gente, pode até parecer, mas internet não é terra de ninguém. Precisamos urgentemente aprender a agir nas redes sociais da mesma forma que agimos face a face. Da mesma forma que eu não vou lá ser grosseira com o meu vizinho, eu também não devo ser grosseira com as pessoas nas redes sociais. É uma equação simples, basta apenas aplicar.

Píppi Meialonga em versão para crianças pequenas


Eu sempre ouvi minhas amigas falarem muito bem da Píppi Meialonga, mas ainda não tinha lido os livros dela. Até que recebemos da Companhia das Letrinhas o novo livro "Você conhece a Píppi Meialonga?", li junto com a Alice e amamos!! Um dia fomos até a biblioteca e ela descobriu lá os livros originais, ficou radiante. Acontece que a versão original deste clássico da literatura infantil, publicada em 3 volumes, tem cerca de 150 páginas e por isso são lidos por crianças maiores, com a leitura mais desenvolvida. 

Então descobri que esta edição especial que recebemos da nossa parceira Companhia das Letrinhas foi lançada recentemente e tem o objetivo de apresentar a Píppi também às crianças menores, utilizando as ilustrações dos livros originais. Nosso veredicto? Completamente aprovado!

Sinopse: Quando Píppi Meialonga chega na Vila Vilekula, os irmãos Tom e Aninha ficam bastante felizes, pois queriam muito uma nova amiga. E eles têm uma grande surpresa ao descobrir que Píppi é uma menina diferente de qualquer outra: ela é tão forte que consegue carregar um cavalo sozinha e tão habilidosa que, ao mesmo tempo que faz tranças no cabelo, amarra os sapatos. 

Ficha técnica:
Autora: Astrid Lindgren
Ilustradora: Ingrid Nyman
Número de páginas: 32

Se você tem filhos maiores e se interessou pela versão original, aí vai a foto de dois deles, que pegamos na biblioteca Prof. Nelson Foot, em Jundiaí/SP:


Eu não sou uma mãe boazinha

Provavelmente você se assustou com o título desse post. Mas garanto que você não leu errado, é isso mesmo: eu não sou uma mãe boazinha. Na verdade já ouvi muito dos outros "nossa, como você é má" ou "você é muito brava". Sim, não sou uma mãe boazinha.

Eu deixo que meus filhos façam a mochila deles sozinhos. Sim, eventualmente eles esquecem estojos, cadernos e afins, mas eu não saio de casa no meio da tarde para levar nada disso se encontro por aqui (a não ser que seja algo muito importante). O pior que aconteceu até hoje foi ter que pedir um lápis emprestado para o colega, eles sobrevivem. E aprendem, porque comparativamente com os amiguinhos que as mães fazem tudo, esquecem mais do que os meus.

Eu não sou boazinha porque não arrumo a cama deles todos os dias, isso é tarefa deles. E por falar em tarefa, cada um deles tem uma lista a cumprir: dar comida para os gatos, limpar a caixa de areia, tirar o prato da mesa e lavar. Eventualmente eles também me ajudam com outras tarefas como estender roupas, varrer a casa, varrer a garagem, de acordo com o grau de desenvolvimento deles. Ah, também não tem café da manhã na mesa prontinho todos os dias. Eu ensinei os dois e juntos fazemos o que vamos comer. Se eu estou muito cansada ou doente e eles acordaram antes de mim, eles fazem sozinhos e nem me chamam.

Ainda não acabou, tem muito mais: eu não faço trabalho escolar para eles e não corrijo dever de casa. Na verdade, só sento para ajudar num dever de casa em casos muito esporádicos, o que significa que as vezes eles levam algum item errado. Aliás, esse é o pedido de todas as professoras que eles tiveram até hoje, mas mesmo assim ainda me olham com estranheza quando conto que faço isso. No escotismo, as especialidades que eles pediram para que eu avaliasse foram realmente avaliadas, com olhar de chefe. Eles realmente precisam cumprir os itens, eu ajudo no que for necessário, mas não faço por eles.

Eu não sou uma mãe boazinha, mas ensino a viver e estou sempre por perto para apoiar e ensinar quando eles erram. Não sou boazinha, mas abraço e beijo, estou sempre pronta para ajudar no que for preciso, principalmente quando vejo que eles realmente estão dispostos. Posso não ser boazinha, mas me considero uma boa mãe e eles já me disseram várias vezes que acham isso também. Então acho que estou no caminho certo.

Vamos ajudar? Campanha de financiamento coletivo de livro sobre criança com paralisia cerebral



Nina é uma menina que anda com a ajuda de uma cadeira de rodas e faz tratamento médico, em função de uma paralisia cerebral. Ela conhece Antônio, o Tony, de 9 anos, e os dois logo começam uma amizade muito especial porque ser cheia de aprendizado e descobertas. A história dessas duas crianças, que se encontraram nas suas semelhanças e diferenças, é contada pela escritora Marismar Borém no livro “Tony e Nina - Uma história de afeto”.

Para criar a Nina, a autora se inspirou nas crianças do Novo Céu, instituição filantrópica sem fins lucrativos que há 25 anos acolhe pessoas com paralisia cerebral em Contagem/MG. A instituição queria contar essa história de uma forma alegre e envolvente e foi aí que encontrou a Educore, um grupo de autores, educadores, pais e entusiastas da infância que trabalham em prol da educação de qualidade por meio da formação moral e ética das crianças.

O livro “Tony e Nina - Uma história de afeto”, que leva o selo Pedagogicamente Responsável da Educore, é fruto dessa parceria inédita e para que ele se torne realidade está sendo lançada uma campanha de financiamento coletivo.



Como contribuir

Para colaborar com a produção do livro é só acessar a plataforma infanciar.juntos.com.vc/novoceu  e escolher a melhor forma de apoio. Em cada faixa de valor doado são oferecidas diversas recompensas. Você também pode ajudar divulgando a campanha. O financiamento vai viabilizar a produção e impressão de três mil exemplares, que vão contribuir para uma educação mais cidadã de milhares de crianças. Além disso, toda a venda da obra será revertida para a manutenção da casa e melhorias na infraestrutura.

Campanha de arrecadação de livros - Jundiaí

Mora em Jundiaí? Tem livros em casa e não vai ler mais? Não sabe o que fazer com eles? Então aproveite a última semana de arrecadação da campanha do meu filho, que é escoteiro no Grupo Escoteiro Jundiá. Os detalhes dos locais de arrecadação estão abaixo:


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