Você acha que sabe tudo da vida das pessoas que segue nas redes sociais?

Fonte: Desáine

Recentemente eu vi na timeline do meu Facebook que uma colega minha perdeu o marido. Eu não quis perguntar o que aconteceu, porque temos pouco contato e eu achei que isso seria muito invasivo, mas deu para perceber que foi uma situação arrasadora. Depois de algum tempo, eu vi que ela postou algumas fotos com os filhos, em que ela e eles estavam sorrindo. Eu fiquei feliz, porque posso imaginar o esforço que ela deve estar fazendo para tentar colocar a vida nos eixos novamente depois de tudo o que passaram. Mas, ao mesmo tempo, fiquei imaginando um outro lado: não pude deixar de pensar no tanto de gente que deve estar falando "nossa, o marido morreu outro dia e ela já está sorrindo nas fotos?"

E é justamente sobre isso que eu gostaria de falar aqui hoje: a mania que as pessoas têm de achar que sabem tudo da sua vida porque te seguem nas redes sociais. Aliás, eu já ouvi até de parentes próximos que eles sabem tudo o que eu faço porque veem no meu Facebook. Ah, como seria maravilhosa a minha vida se ela fosse só o que eu posto nas redes sociais! E no Instagram então? Só sorrisos, nem aborrecimento com o povo sem noção do Facebook eu teria...rs (mas estou me adiantando, disso eu vou falar lá no final)

É claro que tem gente que realmente posta TUDO o que faz na internet. Mas gente, está mais do que na hora de entender que essas pessoas são minoria. A maior parte dessas pessoas só posta MUITO, o que não significa que aquilo seja tudo da vida dela. Mesmo aquelas que não postam só as coisas boas da vida, mesmo as que desabafam nas redes as suas desventuras, aquilo também não é tudo da vida delas. Para conhecer bem uma pessoa, para saber realmente quem ela é, para saber realmente o que as pessoas realmente fazem na vida, faça um esforço e esteja presente, mesmo que você esteja fisicamente distante. Dê um telefonema, mande uma mensagem pelo whatsapp, faça um sinal de fumaça. Amizade precisa de participação, de interesse. Não caia nessa de "já sei tudo o que ele fez, acompanho pelo Facebook". Até porque muitas vezes a pessoa está passando por um momento muito difícil e aquele sorriso da foto pode ter sido o único do dia.

Aproveitando que estou falando de vidas e redes sociais, outra reclamação recorrente é a de que a vida no Facebook é sempre bela, que lá tudo é perfeito, engraçado e dá certo. Acontece que aquele velho ditado "a grama do vizinho é sempre mais verde" continua sendo verdadeiro. Na verdade, ouso dizer que ele está mais verdadeiro do que nunca! Então lembre-se de que antes da invenção da internet as pessoas mantinham álbuns de fotografia. E lá elas não colocavam as fotos dos momentos ruins e sim dos bons, assim como é feito atualmente nas redes sociais. É a versão moderna do "roupa suja a gente lava em casa".

Para finalizar, quero só comentar mais um ponto, um pensamento que ando tendo recorrentemente nos últimos tempos: o de que as vezes eu preferia não saber o que as pessoas pensam. Sério, gente! As vezes eu convivo tão bem com as pessoas sem saber as opiniões delas sobre política, religião, futebol... Agora é como se eu pudesse ler o pensamento de todo mundo! E muitas vezes fico tão chocada com os posicionamentos de algumas pessoas que acabo me sentindo mal. Tão mal que paro de seguir ou, em casos mais extremos, até excluo da lista de amigos.

Enfim, as redes sociais estão fazendo cada vez mais parte da vida de todos e é preciso adaptar os comportamentos para essa nova era. Se a gente olhar bem, não é tão difícil, basta apenas colocar os pés no chão e treinar um pouco de empatia.  No fim, dá tudo certo 

Mudanças e novidades

Faz um bom tempo que não venho aqui, não é verdade? Mas estou saindo de um turbilhão daqueles e agora consigo parar para vir explicar o sumiço. Em 2016 fomos apanhados pela crise que está assolando o País. Foram longos meses sem emprego, sem perspectiva , não foi nada fácil. Mas desde setembro encontramos um novo caminho, desta vez em nova cidade. Agora estamos na Baixada Santista, mas exatamente em Praia Grande. 

Mas não se preocupem! O blog, o twitter, o instagram e a fanpage continuam do mesmo jeito, com a mesma "programação" de sempre. Mas tem novidade à vista! Agora também faço parte da equipe do Jundiaí com Crianças e do Baixada com Crianças, que por enquanto só estão no Instagram e Facebook, mas em breve trarão grandes inovações!

Não deixem de nos seguir em todas as redes sociais!



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Por que não agimos nas redes sociais da mesma forma que agimos na vida real?


No meu condomínio tem um morador que transformou sua garagem numa varanda. Eu não concordo com ele, pois todas as fachadas das casas deveriam ser iguais e isso modifica a fachada da casa dele. Mas eu não fui lá bater na porta dele reclamar, não fui lá com o pé no peito, não disse a ele palavras agressivas. Eu simplesmente acho não tenho nada com isso e que, se o síndico perguntar a minha opinião, eu darei. Isso não me faz não ter opinião, isso não me torna omissa, isso simplesmente se chama educação.

Bem, mas as pessoas não costumam pensar assim quando estão na internet. Elas vêem uma postagem sua e acreditam que por ser uma postagem pública, elas têm o direito de expor grosseiramente suas opiniões contrárias. Veja bem, a varanda/garagem do meu vizinho também está do lado de fora, eu poderia dizer que se ele colocou lá para todos verem eu tenho o direito de opinar, não é verdade? Mas não, eu não tenho (pelo menos não grosseiramente). Se você tem uma opinião contrária à opinião de quem fez a postagem, você tem o direito de comentar educadamente o que você acha (ficar na sua também é uma opção...rs). Pode ser que a pessoa que postou não seja do tipo educada ou receptiva a comentários contrários, mas você fez a sua parte. Mas eu sinceramente acredito que quem chega em post alheio causando quer aparecer. Assim como os que querem te obrigar a aceitar a opinião deles e desistem de conversar quando não conseguem.

Algumas pessoas acham que, por estar atrás do celular, por não estar vendo quem está do outro lado, pode-se falar o que quiser, do jeito que quiser. Ainda mais porque muitos acham que sabem tudo da sua vida porque te seguem no Facebook ou no Instagram. Então, se eu sigo você nas redes sociais e "conheço tudo" da sua vida, então eu tenho todo o direito de dar pitaco do jeito que eu quiser, não é verdade? Gente, pode até parecer, mas internet não é terra de ninguém. Precisamos urgentemente aprender a agir nas redes sociais da mesma forma que agimos face a face. Da mesma forma que eu não vou lá ser grosseira com o meu vizinho, eu também não devo ser grosseira com as pessoas nas redes sociais. É uma equação simples, basta apenas aplicar.

Píppi Meialonga em versão para crianças pequenas


Eu sempre ouvi minhas amigas falarem muito bem da Píppi Meialonga, mas ainda não tinha lido os livros dela. Até que recebemos da Companhia das Letrinhas o novo livro "Você conhece a Píppi Meialonga?", li junto com a Alice e amamos!! Um dia fomos até a biblioteca e ela descobriu lá os livros originais, ficou radiante. Acontece que a versão original deste clássico da literatura infantil, publicada em 3 volumes, tem cerca de 150 páginas e por isso são lidos por crianças maiores, com a leitura mais desenvolvida. 

Então descobri que esta edição especial que recebemos da nossa parceira Companhia das Letrinhas foi lançada recentemente e tem o objetivo de apresentar a Píppi também às crianças menores, utilizando as ilustrações dos livros originais. Nosso veredicto? Completamente aprovado!

Sinopse: Quando Píppi Meialonga chega na Vila Vilekula, os irmãos Tom e Aninha ficam bastante felizes, pois queriam muito uma nova amiga. E eles têm uma grande surpresa ao descobrir que Píppi é uma menina diferente de qualquer outra: ela é tão forte que consegue carregar um cavalo sozinha e tão habilidosa que, ao mesmo tempo que faz tranças no cabelo, amarra os sapatos. 

Ficha técnica:
Autora: Astrid Lindgren
Ilustradora: Ingrid Nyman
Número de páginas: 32

Se você tem filhos maiores e se interessou pela versão original, aí vai a foto de dois deles, que pegamos na biblioteca Prof. Nelson Foot, em Jundiaí/SP:


Eu não sou uma mãe boazinha

Provavelmente você se assustou com o título desse post. Mas garanto que você não leu errado, é isso mesmo: eu não sou uma mãe boazinha. Na verdade já ouvi muito dos outros "nossa, como você é má" ou "você é muito brava". Sim, não sou uma mãe boazinha.

Eu deixo que meus filhos façam a mochila deles sozinhos. Sim, eventualmente eles esquecem estojos, cadernos e afins, mas eu não saio de casa no meio da tarde para levar nada disso se encontro por aqui (a não ser que seja algo muito importante). O pior que aconteceu até hoje foi ter que pedir um lápis emprestado para o colega, eles sobrevivem. E aprendem, porque comparativamente com os amiguinhos que as mães fazem tudo, esquecem mais do que os meus.

Eu não sou boazinha porque não arrumo a cama deles todos os dias, isso é tarefa deles. E por falar em tarefa, cada um deles tem uma lista a cumprir: dar comida para os gatos, limpar a caixa de areia, tirar o prato da mesa e lavar. Eventualmente eles também me ajudam com outras tarefas como estender roupas, varrer a casa, varrer a garagem, de acordo com o grau de desenvolvimento deles. Ah, também não tem café da manhã na mesa prontinho todos os dias. Eu ensinei os dois e juntos fazemos o que vamos comer. Se eu estou muito cansada ou doente e eles acordaram antes de mim, eles fazem sozinhos e nem me chamam.

Ainda não acabou, tem muito mais: eu não faço trabalho escolar para eles e não corrijo dever de casa. Na verdade, só sento para ajudar num dever de casa em casos muito esporádicos, o que significa que as vezes eles levam algum item errado. Aliás, esse é o pedido de todas as professoras que eles tiveram até hoje, mas mesmo assim ainda me olham com estranheza quando conto que faço isso. No escotismo, as especialidades que eles pediram para que eu avaliasse foram realmente avaliadas, com olhar de chefe. Eles realmente precisam cumprir os itens, eu ajudo no que for necessário, mas não faço por eles.

Eu não sou uma mãe boazinha, mas ensino a viver e estou sempre por perto para apoiar e ensinar quando eles erram. Não sou boazinha, mas abraço e beijo, estou sempre pronta para ajudar no que for preciso, principalmente quando vejo que eles realmente estão dispostos. Posso não ser boazinha, mas me considero uma boa mãe e eles já me disseram várias vezes que acham isso também. Então acho que estou no caminho certo.
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