Eu não sou uma mãe boazinha

Provavelmente você se assustou com o título desse post. Mas garanto que você não leu errado, é isso mesmo: eu não sou uma mãe boazinha. Na verdade já ouvi muito dos outros "nossa, como você é má" ou "você é muito brava". Sim, não sou uma mãe boazinha.

Eu deixo que meus filhos façam a mochila deles sozinhos. Sim, eventualmente eles esquecem estojos, cadernos e afins, mas eu não saio de casa no meio da tarde para levar nada disso se encontro por aqui (a não ser que seja algo muito importante). O pior que aconteceu até hoje foi ter que pedir um lápis emprestado para o colega, eles sobrevivem. E aprendem, porque comparativamente com os amiguinhos que as mães fazem tudo, esquecem mais do que os meus.

Eu não sou boazinha porque não arrumo a cama deles todos os dias, isso é tarefa deles. E por falar em tarefa, cada um deles tem uma lista a cumprir: dar comida para os gatos, limpar a caixa de areia, tirar o prato da mesa e lavar. Eventualmente eles também me ajudam com outras tarefas como estender roupas, varrer a casa, varrer a garagem, de acordo com o grau de desenvolvimento deles. Ah, também não tem café da manhã na mesa prontinho todos os dias. Eu ensinei os dois e juntos fazemos o que vamos comer. Se eu estou muito cansada ou doente e eles acordaram antes de mim, eles fazem sozinhos e nem me chamam.

Ainda não acabou, tem muito mais: eu não faço trabalho escolar para eles e não corrijo dever de casa. Na verdade, só sento para ajudar num dever de casa em casos muito esporádicos, o que significa que as vezes eles levam algum item errado. Aliás, esse é o pedido de todas as professoras que eles tiveram até hoje, mas mesmo assim ainda me olham com estranheza quando conto que faço isso. No escotismo, as especialidades que eles pediram para que eu avaliasse foram realmente avaliadas, com olhar de chefe. Eles realmente precisam cumprir os itens, eu ajudo no que for necessário, mas não faço por eles.

Eu não sou uma mãe boazinha, mas ensino a viver e estou sempre por perto para apoiar e ensinar quando eles erram. Não sou boazinha, mas abraço e beijo, estou sempre pronta para ajudar no que for preciso, principalmente quando vejo que eles realmente estão dispostos. Posso não ser boazinha, mas me considero uma boa mãe e eles já me disseram várias vezes que acham isso também. Então acho que estou no caminho certo.

Vamos ajudar? Campanha de financiamento coletivo de livro sobre criança com paralisia cerebral



Nina é uma menina que anda com a ajuda de uma cadeira de rodas e faz tratamento médico, em função de uma paralisia cerebral. Ela conhece Antônio, o Tony, de 9 anos, e os dois logo começam uma amizade muito especial porque ser cheia de aprendizado e descobertas. A história dessas duas crianças, que se encontraram nas suas semelhanças e diferenças, é contada pela escritora Marismar Borém no livro “Tony e Nina - Uma história de afeto”.

Para criar a Nina, a autora se inspirou nas crianças do Novo Céu, instituição filantrópica sem fins lucrativos que há 25 anos acolhe pessoas com paralisia cerebral em Contagem/MG. A instituição queria contar essa história de uma forma alegre e envolvente e foi aí que encontrou a Educore, um grupo de autores, educadores, pais e entusiastas da infância que trabalham em prol da educação de qualidade por meio da formação moral e ética das crianças.

O livro “Tony e Nina - Uma história de afeto”, que leva o selo Pedagogicamente Responsável da Educore, é fruto dessa parceria inédita e para que ele se torne realidade está sendo lançada uma campanha de financiamento coletivo.



Como contribuir

Para colaborar com a produção do livro é só acessar a plataforma infanciar.juntos.com.vc/novoceu  e escolher a melhor forma de apoio. Em cada faixa de valor doado são oferecidas diversas recompensas. Você também pode ajudar divulgando a campanha. O financiamento vai viabilizar a produção e impressão de três mil exemplares, que vão contribuir para uma educação mais cidadã de milhares de crianças. Além disso, toda a venda da obra será revertida para a manutenção da casa e melhorias na infraestrutura.

Campanha de arrecadação de livros - Jundiaí

Mora em Jundiaí? Tem livros em casa e não vai ler mais? Não sabe o que fazer com eles? Então aproveite a última semana de arrecadação da campanha do meu filho, que é escoteiro no Grupo Escoteiro Jundiá. Os detalhes dos locais de arrecadação estão abaixo:


Pokémon Go: como garantir a segurança das crianças e ainda aproveitar um tempo com elas


Recentemente a Niantic lançou no Brasil o aplicativo de realidade aumentada,  Pokémon Go. Com este aplicativo a pessoa precisa caminhar para encontrar os pokémons e capturá-los. Da mesma forma que aconteceu em outros países, o jogo também virou febre aqui no Brasil e já se ouve muito mimimi sobre o assunto, inclusive com publicação de diversas notícias falsas.

Mas o que fazer? O aplicativo realmente oferece riscos? Bem, vou começar dizendo: jogue com seu filho. Não há melhor forma de você saber se algo é realmente bom ou ruim a não ser experimentando. Eu entendo que nem todo mundo tem muita afinidade com esses jogos modernos, eu mesma não dou muita bola. Mas se eu quero saber, preciso testar. E vou confessar: estou curtindo! Mais por acompanhar as crianças e ver que elas estão felizes por eu estar com elas do que realmente por jogar. E, por estar jogando com meus filhos, posso dizer que o Pokémon Go oferece os mesmos riscos que o whatsapp ou o Facebook quando utilizados na rua. Ou seja, o problema não é o aplicativo e sim o usuário.

A primeira coisa que precisamos ter em mente é: crianças não têm juízo (e adolescentes são crianças grandes, também não têm juízo). Quem precisa ter juízo somos nós, os adultos. Quanto antes as pessoas aceitarem isso, menos problemas terão em suas vidas. Tendo isso em mente, não ache que seu filho vai prestar atenção em outras coisas que não sejam o jogo, crianças são assim. Portanto cabe aos adultos se certificarem de que a criança estará em local seguro e acompanhada. Nos últimos dias eu tenho saído com os dois para que possam jogar, mas o Vítor já me pediu para ir com os amigos. Antes de deixar eu impus um monte de regras: deve ser com um grupo relativamente grande de amigos, deve ser num parque (eles esquecem que existem ruas), eles não devem se afastar muito uns dos outros. E eu devo ficar por lá também, afinal Alice também vai querer jogar e eu prefiro estar por perto do Vítor caso seja necessário (sem estar grudada nele o tempo todo).

Para complementar este post, recebi esses dias umas dicas da Norton sobre o aplicativo e achei interessante compartilhar aqui também, com algumas alterações e complementos meus:

1. Cuidado com estranhos. O jogo não envolve interação com outros jogadores na vida real, mas sempre acabamos puxando papo com um ou outro. De certa forma isso é legal, porque eles fazem novas amizades. Mas pessoas mais velhas também jogam e isso pode ser um problema, pois não há como garantir que tipo de pessoa é. Sem contar que criminosos podem se aproveitar disso para roubar as vítimas. Por isto, caso não possa supervisionar a criança, sempre a oriente a sair em grupos grandes de amigos. 

2. Estabeleça limites. Para capturar os Pokémons, é necessário caminhar pelas ruas. Estabelecer limites para que as crianças não explorem locais muito afastados sozinhas.

3. Fique atento à “Lure” de estranhos. O “Lure” é um item que serve para atrair Pokémons a Pokéstops. Quando um jogador utiliza o item, todos os usuários próximos conseguem ver e se aproveitar deste recurso. É possível que criminosos o usem para atrair vítimas a um local. Oriente as crianças sobre este perigo e defina um local seguro (ex.: um shopping próximo) para que elas possam brincar tranquilamente.

4. Controle as compras dentro do aplicativo. Assim como muitos outros jogos, o Pokémon Go oferece compras dentro do aplicativo e os pais precisam supervisionar esta opção de perto por meio de um controle parental no dispositivo. No caso do iOS, a Apple possui um recurso chamado “Pedir para Comprar”, que irá alertar sempre que alguém da família tentar comprar ou baixar algo e lhe pedirá permissão. Já para dispositivos Android, o Google Play Store possui uma opção de autenticação para compras dentro de aplicativos. Mantenha sempre estas opções ativadas.

5. Apesar do jogo avisar com uma vibração e uma música diferente na hora que um pokémon aparece, as crianças ficam completamente hipnotizadas pela tela. Fique atento para ruas, árvores, raízes, meio-fios e afins.

6. Se seus filhos são mais velhos e sairão de carro com amigos para jogar, certifique-se de que o motorista não irá jogar enquanto dirige. Uma espécie de "amigo da vez" para o jogo.

7.  Muitos parques estão reclamando de desrespeito das regras por parte dos jogadores, como pisar em plantas raras, desligar tomadas de bebedouros para carregar celulares e jogar lixo no chão. Ensine seu filho a respeitar o local onde ele está.

Boa captura! Divirtam-se!

Testamos - Descobrindo o Islã no Brasil


Antes de receber o livro Descobrindo o Islã no Brasil, da jornalista e escritora Karla Lima, eu li dois artigos sobre a obra. Mas nada me preparou para o que eu ia encontrar de verdade: um mergulho numa religião controversa, comumente retratada como radical, violenta e perigosa. Antes de ler eu considerava que sabia pouco sobre o Islã, mas confesso que sentia um pouco de pena das mulheres que seguiam esta religião, achava que a vida delas era super restrita e sofrida.

Descobrindo o Islã me mostrou uma religião "comum" com pontos altos e baixos, sem todo o radicalismo que eu jurava que tinha e cujas maçãs podres é que são radicais, que deturpam os ensinamentos básicos do Islã. Karla Lima conta um pouco sobre o que é o Islamismo, como vivem os muçulmanos e muçulmanas no Brasil (e em alguns outros países), como conciliam os requisitos de sua fé com a vida em um país com costumes tão diferentes.

Para escrever o livro a autora entrevistou diversos muçulmanos/as, de diferentes nacionalidades, sexo e idades. No começo estranhei um pouco o fato dela ter colocado as falas dos entrevistados exatamente do jeito que eles falam, mas depois me acostumei e, no fim, li que isso foi uma opção dela para preservar a literalidade do que eles disseram. Além das entrevistas, Karla também fez várias pesquisas em livros, jornais e revistas. Ela também conversou com estudiosos do Islã.

Ao publicar o livro no Instagram do blog, como sempre faço com todos os livros que eu leio, dei nota 4,5 (1 a 5) para Descobrindo o Islã no Brasil. As pessoas podem estar se perguntando: se ela gostou tanto, porque não deu nota 5? E eu respondo: a única coisa que senti falta foi um capítulo exclusivo sobre a experiência de uma semana que ela teve vivendo como muçulmana, usando inclusive o hijab. Imagino que ela não tenha feito isso porque não era o objetivo do livro, mas eu amaria saber mais detalhes desta experiência além do que ela colocou.

Se você tem interesse em saber mais sobre o Islamismo e os muçulmanos ou se apenas é um curioso, como eu, recomendo muito a leitura. Karla Lima sabe ser sincera e falar do que gostou e desgostou sem ofender, inclusive dando sua opinião sobre o motivo pelo qual o Islã tem tanta má fama, sendo que os radicais são minoria e os demais discordam deles radicalmente. Aliás, opinião com a qual concordei bastante.

Aproveito para agradecer à autora pelo envio do livro. Foi uma leitura ainda mais rica do que eu imaginava.

Serviço:

Descobrindo o Islã no Brasil
Autora: Karla Lima
Editora : Hedra

FICHA TÉCNICA

Número de páginas 190 ISBN 9788577154722
Encadernação Brochura
Peso 0.27 kg
Ano de lançamento 2016

Assista aqui ao booktrailer do livro:


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