Alice e meu surto de banzo

Eu ando meio chorosa. Outro dia falei pro Gu: tô com banzo*... E não é por conta dos problemas que falei no post lá embaixo. Tá bom, também é, mas tem um motivo que tá me deixando mais chorosa ainda: a amamentação da Alice.

O Vítor parou de mamar aos 3 meses. Sozinho. Ele simplesmente não aceitava mais o peito, chorava sem parar. Eu acredito que foi porque eu volta e meia deixava o meu leite pra alguém dar na mamadeira e ele gostou muito mais dela, claro. Afinal, sai muito mais rápido e menino sente fome, né? Quer tudo pra ontem e se puder, pra anteontem. E olha que eu nem saia pra farra não. Era pro supermercado, pra resolver um problema na faculdade, coisas assim.

Com a Alice eu fiquei tão encafifada e com medo de acontecer o mesmo, que só tomou mamadeira uma vez na vida, com 15 dias. E a bichinha tava com tanta fome que tomou num desespero só. Da segunda vez que tentei, com quase 2 meses, ela não aceitou de jeito nenhum, cuspia o bico da mamadeira e cuspia o leite. Nunca mais tentei de novo. Todo lugar que eu vou carrego a minha "sombra" (aquela que não tem o meu formato, segundo o Vítor).

Agora vou ter que voltar a trabalhar, no dia 17 de fevereiro. Porque eu não consegui que me desse direito aos 6 meses de licença maternidade. E agora, em plena época em que os pediatras recomendam amamentação exclusiva por 6 meses, vou ter que introduzir outros alimentos pra minha pequena. Porque Nan eu não vou dar, acho um desaforo ter tanto leite e dar o artificial pra ela.

Mas eu já sofro desde agora, pensar que minha pequena não vai mais ter direito ao meu peito de 3 em 3 horas, como ela tanto gosta. De ficar agarradinha com a mãe, que nem carrapicho. E eu também, né? E fico tão triste, tanta mãe por aí dá Nan pra criança dormir a noite toda, eu que nem reclamo de acordar pra amamentar, nem que seja 200 vezes na mesma noite.

É, eu sei que o tempo passa, que as coisas evoluem e as crianças crescem. Mas eu tô pensando seriamente em me mudar pra Terra do Nunca com esses dois...
* Banzo - Nostalgia mortal dos negros da África, quando cativos ou ausentes do seu país. Adj. Bras. Triste; atônito; pensativo.

7 comentários:

Ana Medeiros disse...

Olha amiga, nem sei o que falar, porque só de imaginar essa separação já tenho vontade de chorar. É nessas horas que dou graças a Deus ao meu desemprego, pelo menos por enquanto.
Força.

Dany, Danielle disse...

Ai, ai, ai. Não gostei nadinha desse post. Mas felizmente no seu caso, a introdução de outros alimentos é por uma causa justa: o sustento da sua família! Força Taty. Assim como a mãe sofre quando o bebê está pra nascer com saudade da barriga, de tê-lo só para si mas é compensada com a sua presença do lado de fora, nesse caso, vc sofrerá um pouquinho com a separação, mas será compensada com milhões de outras realizações pessoais e profissionais. E a Alice vai continuar crescendo linda e saudável.
Torço por vcs.
Bjos

Maria Betânia Fuller, mamãe de Lana Fuller, disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maria Betânia Fuller, mamãe de Lana Fuller, disse...

Ow Thaty, imagino o que você está sentindo... Estou no momento que deveria voltar ao campo de trabalho, pq aqui está tudo nas costas do meu marido tem sido uma barra, tive de esperar o processo burocrático para que pudesse trabalhar no país, quando enfim fui autorizada e fui convidada para uma companhia estava aos três meses de gravidez:-(
Agora estou me sacrificando neste período da amamentação exclusiva para começar a procurar novamente, e já fico pensando, não por motivos de amamentação exclusiva por o período principal tem passado, mas porque ela só me vêr, só tem a mim e vai estranhar além de distanciar conviver com outras pessoas...ai já me dói, não quero vêr minha pequena sofrer.
Beijos e força nesta hora, se segure em Deus.

Andréa Peixoto disse...

Tati, muitas das coisas que desejamos, não saem como planejamos. Cada um é cada um. Uma escolha para um pode não ser a melhor para o outro, principalmente em se tratando de mães e filhos. Não compare um momento com o outro, vivemos apenas um de cada vez e com suas peculiaridades e ncessidades, tampouco faça julgamentos para se 'desculpar'. Não se culpe por suas decisões. Use o bom senso e uma pitadinha do que seu coração mandar. Fazemos escolhas e tomamos decisões de que parecem boas ou possíveis num determinado momento, mas em outro não. Se voltar a trabalhar agora for um estorvo: Reflita e analise tudo e veja se realmente vale à pena. Se não houver outro modo, não se culpe por isso. A pequena Alice ficará bem, com ou sem mamadeira. Beijos!

Marina (Maẽrinnex) disse...

é de ficar com o coração miudinho, só de pensar ficar longe... mas concerteza (Deus é pai) que vocês vão aproveitar um tantão juntas, em todo o período que passa em casa. Isso acontece mesmo mais cedo ou tarde.. força!!!! vcs são lindos!

ps. já to sofrendo por antecipação, quando precisar sair sem ele, não conseguir carona pra ir em médico, etc e ter que pegar um "buzão", sem ele (claro). Por enquanto consigo caronas, mas nem sempre vai ser assim ... entao vai ter que ficar em casa msm..

o dilema das mães. kkk

Marcia disse...

Aaa Thaty, adoro vir espiar seu blog !!
Estou passando por esse sofrimento mas no momento estou desempregada só que precisarei começar a trabalhar o quanto antees.
Estamos comprando uma nova casa, temos prestações do carro para pagar e realmente preciso voltar ao trabalho. Minha bb está com 4 meses no momento e me aperta o coração pensar em deixa-la. Vou deixar uns 2 meses para pesquisar escolinhas e veremos a melhor!
Grande Bjo

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