Como eu fui dormir no meu quintal


É, vocês não leram errado o título: eu realmente dormi no quintal da minha casa. Sabem isso aconteceu? Assim...

Eu tenho alguns amigos que estão formando um novo Grupo Escoteiro do Mar em Brasília. Me ofereci para ajudar e fui convidada a participar da INDABA (não sabe o que é? Clique aqui para saber) deles. Como outros chefes também levariam seus filhos, levei o Vítor também.

Seria a primeira vez que o Vítor dormiria numa barraca, a criatura tava numa animação só. O pessoal foi pra lá na sexta a noite, mas como o Gustavo dá aula de noite e e não levaria a Alice, resolvi ir só no sábado de manhã. Deixei tudo pronto e no carro de noite e, por sugestão da minha irmã, já coloquei o Vítor pra dormir com a roupa que ele iria no dia seguinte. Então, bem cedinho, eu o peguei, coloquei no carro e partimos. Vale dizer que foi uma aventura chegar num lugar que praticamente não tem endereço, guiando-se apenas por um mapa feito no Google Maps...kkkkk


Chegamos lá, montamos tudo, Vítor brincou com os outros meninos (mais ou menos, né? rs), participei da reunião, almoçamos... tudo transcorria bem. Até que o chefe Zé (que organizava o encontro) recebeu um telefonema do filho falando de um acidente, onde faleceram dois familiares. Ele precisaria sair. Como ele era o organizador e também quem tinha cedido a chácara para o encontro, ficou decidido que todos iriamos embora também.

Mas como dar a notícia ao Vítor? O menino tava empolgadíssimo, ia ser uma decepção. Bem, o negócio é que a vida é assim mesmo. Não foi a primeira e nem vai ser a última vez na vida dele em que algo que ele quer muito não irá acontecer. E ele vai ter que aprender a lidar com isso sem dramas excessivos. Ficar triste é normal, fazer um escarcéu não é. E ele se comportou direitinho, em parte porque expliquei pra ele que morte é coisa séria e que os filhos das pessoas que morreram estavam muito tristes, em parte porque propus outra coisa.

Afinal de contas, tudo que falei aí no parágrafo de cima é verdade e acredito muito nisso. Mas eu sou mãe e não a Cruela Cruel, também sinto dó do meu pequerrucho. Então propus a ele que montássemos nossa barraca, do jeitinho que ela estava no acampamento, no quintal da nossa casa. Não foi muito difícil, porque a barraca estava mesmo montada na varanda da chácara (meu quintal é todo cimentado).


Então literalmente "desmontamos o acampamento" lá e remontamos no quintal. Tomamos banho e ele me fez usar o lenço escoteiro do mesmo jeito que eu estava usando lá. Com a diferença de que estavamos em casa e não era oficial, então ele também usou um...rs Fiz a mesma janta que seria feita no acampamento (macarrão com salsichas) e comemos com o prato na mão, lá no quintal, do jeitinho que teriamos feito no acampamento.

Depois disso, ele lavou o pratinho, copo e talheres dele, eu lavei os meus (vale lembrar que, pra acampamentos, é sempre bom levar prato e copo - pelo menos - de plástico ou metal pra não correr o risco de que eles quebrem), colocamos nossos pijamas e fomos pra barraca. Dei a ele meia hora pra brincar antes de dormir. Eu ia ler, mas acabei foi dormindo...rs Mas eu tinha colocado o celular pra despertar, pude avisar a ele que o tempo tinha esgotado e era hora dele dormir também. Despedidas feitas, dormimos a noite toda.
Estranho foi escutar Alice chorar pra mamar lá no quarto durante a madrugada e não precisar levantar pra atender (o pai dela estava com esta tarefa). Outra coisa estranha foi dormir numa barraca tão pequena que eu nunca levaria para duas pessoas nos meus tempos de "juventude". Explico logo que eu tenho uma de 4 lugares, maravilhosa, que me cabe de joelhos sem que eu bata a cabeça no teto. Mas que foi sequestrada pelo meu pai e está morando no Veleiro Alphoria. Então tivemos que usar a barraca do Vítor, uma que ele ganhou de uma grande amiga nossa, a Marcinha. Mas o intuito do presente era só brincar e não acampar a sério. Só que ela deu conta direitinho do recado!

Bem, agora vocês já sabem a história do dia em que tive que dormir no quintal da minha casa! rs

10 comentários:

Marília Sampaio disse...

Tati, adoro suas histórias.
Vc é super mãe...espero ter essa criatividade e bom senso com o Miguel e os futuros, rs.
Que ele será levado a essa vida de escoteiro não tenho dúvidas, hehe.

Beijão

Tuka Siqueira disse...

Ótima solução para não decepcionar o pequeno. Eu já não me arriscaria a acmapar no meu quintal que não é calçado e nem portão tem na frente de casa... Mas ainda penso em montar a barraca no meio do quarto só pra viver uma aventura com as crianças, só que teria que tirar os móveis pra barraca caber! Mas depois dessa tua aventura, voltei a pensar no assunto.
Beijão

Tah disse...

Tati...adorei!!!!

Meu marido acampou no quintal uma x com meu cunhado...a madastra do marido n deixava o filhote ir pra um acampamento...

Adoro esse cardapio de acampamento...rs...

Parabéns pra ti, és uma mãe e tanto

Vanessa e Enzo disse...

Amiga,

que criatividade! E a solução para o ocorrido foi bem bacana! Espero um dia ter 5% dessas tuas saídas brilhantes com o meu pequeno!

Te adoro muito!

Lu Brasil disse...

Haha, fala serio so mae pra fazer isso mesmo, e pode ter certeza que ele JAMAIS vai esquecer essa aventura. Se fosse quei em Belem teria que por um arconds na barraca hehe. Beijos

Viajando com Pimpolhos disse...

Muito fofo! Adorei a criatividade! Bacana ter uma mãe que nem você, que topa dormir no quintal e tudo!
Bjs, Sut-Mie

Andréa Peixoto disse...

Amiga, é isso mesmo né, imprevistos acontecem e a gente de segurar a onda! Tenho certeza de que o pequeno escoteiro curtiu pra caramba e estará muito mais "experiente" quando for acampamento com o grupo. Beijos!

Dina disse...

Amo sua familia, vcs são tão felizes né amiga!! Admiro mt vcs!
Sabe que eu não tenho quintal =(((
Quero muito, mas só em 2012 =(( Mas tá chegando hauhauha

Jeniffer, Anderson, Alice e Ângela disse...

Oi Thaty, eu estou sempre por aqui, mas acabo não comentando... que deselegância!
Achei muita coragem sua acampar com o Vítor no quintal... coisas que fazemos o mesmo pelos filhos né?!
Já viu que eu tb estou de blog novo?? Aparece por lá! beijos

Glauciana Nunes disse...

Que fofo isso, Taty! Ser mãe realmente é ter jogo de cintura e muito, mas muito amor. Beijo com carinho.

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