Campanha de arrecadação de brinquedos

Oi pessoal!!

A tropa sênior do nosso Grupo Escoteiro (1oDF) está com uma bonita campanha de arrecadação de brinquedos. Vamos participar!!! O Vítor já separou um montão e já está tudo pronto para levarmos no próximo sábado.

E é muito fácil levar. O Grupo Escoteiro Moraes Antas fica ali no finalzinho da Asa Norte, em frente ao Atacadão, dentro do Quartel do Corpo de Bombeiros. Aguardo vocês lá!!

Carta para Papai Noel

Eu acho muito legal o Vítor ainda acreditar em Papai Noel. Acho que a história que eu e Gu contamos pra ele ficou tão "redonda", que ele nem tem motivos pra desconfiar que não acontece assim mesmo. E é tão linda essa magia, de esperar pela noite de Natal, de deixar biscoitos e leite pro Papai Noel, enfeitar a árvore, ficar junto com a família e de passar o ano tentando ser um bom menino... logo logo ele vai deixar de acreditar, já vai fazer 7 anos. Enquanto isso, vou deixando que ele sonhe e tenha esses momentos mágicos na vidinha dele.

E então que todo ano temos que escrever a cartinha pro Papai Noel. No começo ele ditava e eu escrevia. No ano passado ele me fez escrever uma pra Alice também, ele ditou tudinho. Este ano, que está craque em escrever de tudo (no ano passado ele lia bem, mas escrevia mais ou menos), ele fez as duas cartinhas. Claro que não me deu folga, né? Exigente que é, pediu um papel de carta personalizado. No fim das contas achei que ficou tão bonitinho que vou disponibilizar aqui, pra download. É só clicar na imagem que ela se abrirá. Então clique com o botão direito e em "Salvar imagem como".

Primeiros passos

Eu prometi, agora estou cumprindo: aqui estão as fotos da princesa andando. Outro dia eu coloco o vídeo.

Um pouco de natureza pra arejar a cabeça

Esse fim de semana participamos de uma trilha organizada pela Emater - DF. Era aqui pertinho de casa, daqui até a chácara onde era o ponto de partida foram 23 km. Nunca pensei que tão pertinho de casa tivesse tanta coisa bonita, tanta natureza, amei.

Vítor e meu pai foram comigo. Fiquei meio preocupada do Vítor não dar conta, pois seriam 7,5 km de caminhada (na verdade foram 11 km). Mas como ele faz aula de futebol duas vezes por semana e fica correndo por 1 hora e meia, achei que ele ia aguentar mais do que eu! rs E aguentou mesmo. Reclamou um bocado, mais por hábito do que por não estar gostando. Nesses momentos eu me afastava e o deixava com meu pai, que dava um "jeitinho" na criatura reclamona...rs

Até deu uma entrevista (quer dizer, falou um bocado e colocaram só uma frase) pra TV Brasil, fez amizade com a equipe de tv e ganhou um convite pra ir conhecer os estúdios da emissora e ver como tudo é feito. Ficou mais do que feliz, né? rs (Assista à reportagem clicando aqui)

Agora estou doida pra repetir a dose!


Por onde eu ando e notícias


Eu ando meio sumida do mundo virtual. Não só daqui do blog, mas também do twitter, que eu sou viciada. A verdade é que estamos enfrentando um período bem difícil, tanto aqui em casa como na minha família (problemas que variam de financeiro a saúde, passando por emocionais e tal). 

E como eu não sou da turma que acha que quem me segue no twitter ou me lê aqui no blog é obrigado a me aguentar quando estou nos meus maus dias (afinal, seguidor não é privada - esse papo de não gosta do que eu escrevo dá unfollow e vai a M não cola comigo. Educação na rede também é essencial, como em todos os outros lugares), estou dando um tempinho até que tudo se resolva e eu possa ter espírito pra rir das piadas e ficar louca pra saber das fofocas...rs

De vez em quando dou uma tuitadinha, que é pra não ter uma crise de abstinência e venho aqui também, pra contar algumas novidades, que eu também não tô no fundo do poço e ainda acontecem coisas boas na minha vida, né? :) E aqui vão algumas:

- Vítor fez sua promessa escoteira e agora é devidamente um lobinho. Foi um momento incrível pra mim. Acho que só entende isso quem já participou do Movimento Escoteiro e sabe o quanto isso foi importante em sua vida, para o crescimento pessoal. Fiquei emocionada e feliz pelo meu filho, por ele querer fazer parte dessa parcela que cada dia anda mais reduzida, das pessoas que querem colocar o seu crescimento pessoal junto com o objetivo de se tornar uma pessoa melhor para o próximo, para o nosso país, para o nosso planeta. Desde que ele entrou no Movimento, no começo do ano, ele aprendeu coisas muito legais e cresceu muito, principalmente em um dos problemas principais dele: relacionamento com outras crianças. Tenho certeza de que, assim como foi pra mim, o Escotismo fará uma diferença substancial na vida dele.

- Alice começou a andar no dia 09 de novembro. Como disse uma colega no twitter, ela está com o andar do "pato apressado". Ou seja: ela ainda nem sabe andar direito e já quer correr. Está uma graça! Mas claro, agora não quer mais colo, sempre quer ir pro chão, em qualquer lugar. E quer mexer em tudo, embora isso não seja novidade nenhuma. No último sábado levei-a comigo para a atividade do Grupo Escoteiro e ela fez a maior farra, voltou pra casa marrom de tanta sujeira. Os lobinhos fizeram bolo de caneca e a Alice se acabou de tanto comer, não sei como não teve dor de barriga. Mas ficou numa alegria sem fim...rs
(Ainda não tenho fotos dela andando, mas como coloquei uma do Vítor, tinha que colocar uma dela também, né?)

TDAH em adultos e sua influência no casamento

Durante muito tempo eu sofri com a desatenção e os esquecimentos do meu marido. Durante a gravidez, quando eu fico completamente fora do ar e deixo de lado muitas das minhas tarefas habituais, era ainda pior. Ele esquecia das coisas que precisavam ser feitas ou simplesmente nem exergava a necessidade de fazê-las (como podar o pé de maracujá do quintal, que cresceu tanto que alcançou a metade do terreno e tomou todo o muro). Ou quando eu pedia que ele as fizesse, não era raro que ele se distraisse e deixasse a tarefa inacabada (como nas várias vezes em que ele começou a estender a roupa e deixou tudo pela metade, eu encontrei todas esturricadas lá fora, dias e dias depois. Sorte que era época da seca, se fosse de chuva tinha mofado tudinho). O problema principal era que eu tinha que resolver praticamente tudo. E quando delegava algumas pra ele fazer, precisava ficar cobrando o tempo todo. Sem contar com as milhares de vezes em que ele perdeu a carteira, as chaves, o cartão do banco, a certidão de casamento, etc.

Só pra exemplificar, ele já esqueceu de fechar o portão da garagem uma vez que foi viajar de madrugada, também deixando a porta destrancada e a luz de fora acesa (só faltou a plaquinha: venham ladrões!), já teve que cancelar cartão porque tinha perdido (e depois encontrou no meio dos cheques), esquece praticamente tudo que eu peço pra ele fazer (e aí eu tenho que ligar pra lembrar) e se distrai facilmente no meio das nossas conversas, mesmo que estejamos discutindo.

Acho que a pior parte era que, quando eu comentava isso com as amigas, elas me diziam que os homens são assim mesmo, que todos são assim. Ou seja, eu tinha que me conformar e aceitar a situação, não importanto o quanto aquilo pesasse nas minhas costas. Isso me deixava extremamente triste, porque eu não conseguia entender que as coisas PRECISAM ser assim e nem que TODOS os homens são iguais. Afinal, se o homem que eu conheci melhor na vida, meu pai, não era assim,então a teoria de que todos são assim estava furada, não é? Ele pode ter milhões de outros defeitos, mas ele não é desatento e nem esquecido.

Acontece que eu não me conformei e continuei buscando uma resposta e uma solução para o meu problema, que estava destruindo o meu casamento. E eis que descobrimos que o Gustavo tem TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Eu já achava que ele tinha isso mesmo, algumas pistas me indicavam este caminho, como ele dizer que era impossível quando era criança e o fato dele se distrair demais, inclusive durante algumas conversas. E funciona mais ou menos assim: quem tem este distúrbio é desatento, hiperativo e impulsivo. Não consegue completar suas tarefas porque qualquer outro estímulo tira o foco de sua atenção e ele esquece completamente do que estava fazendo antes. Também vivem perdendo coisas.

Esse distúrbio existe em diversos graus, do mais leve ao mais forte, atingindo a vida da pessoa na mesma medida. Por isso muitas vezes as pessoas não imaginam que têm um problema de saúde e não de comportamento. Elas não são preguiçosas, esquecidas ou irresponsáveis. Elas simplesmente precisam de ajuda terapêutica.

E o mais interessante é que na revista Saúde de Outubro saiu uma reportagem justamente sobre os problemas causados na vida conjugal quando um dos dos dois tem TDAH. E trata de um ponto muito importante: o fato de que até os médicos muitas vezes desconhecem a existencia da doença em adultos e ainda acham que pessoas que conseguiram alcançar um certo ponto de desenvolvimento, como completar o nível superior ou dar aulas numa faculdade, não têm a doença ou se tem, não precisam ser medicadas.

De acordo com a revista, o TDAH é mais comum nos homens, embora tenha maior impacto nas mulheres. E diz que estima-se que o distúrbio atinja cerca de 5% de crianças e jovens, dos quais metade permanece com a doença e seus sintomas ao se tornar adulto. No Brasil, isso significa quase 3 milhões de pessoas. Esse foi o caso do Gustavo. Eu ainda não consegui identificar se os pais dele perceberam que existia um problema e não tiveram apoio profissional pra isso ou se simplesmente acharam que ele era assim mesmo e pronto. O pior é que, conhecendo como funcionam as coisas com eles, pendo a achar que a última alternativa é a verdadeira.

E não é o único caso. Muitos pais ainda se ofendem quando os professores pedem que eles levem o filho a um profissional especializado para fazer o teste da doença. Ao invés de fazer logo o teste, ficam argumentando com os professores e com o mundo, como se isso fosse mudar alguma coisa. Não que tenhamos que engolir tudo o que os professores falam sobre nossos filhos, mas em um caso como esse vale a pena fazer o teste. Não dói e não arranca o pedaço. Se a criança não tiver nada, pronto está tudo resolvido, bola pra frente. Pior é a criança ter a doença e não ser tratada a tempo, passar por vários problemas que poderiam ser evitados e chegar na vida adulta tendo que enfrentar ainda mais desafios. E não ache que eu estou falando isso só por causa do meu caso não. Minha mãe trabalha há quase 20 anos em jardim de infância e cansada de ver crianças com problemas, muitas vezes mais sérios do que TDAH e cujas mães simplesmente não querem aceitar, nem enxergar. Como se isso fosse fazer com que a criança se tornasse um ser humano pior ou inferior aos outros. Puro preconceito.

Enfim, estamos caminhando para uma solução de um problema grande em nossa vida, graças a Deus. Fico feliz em ter percebido os sinais e pelo Gustavo ter me ouvido e aceitado fazer os exames. Gostaria que outras pessoas não precisassem passar pelo que eu passei, pela falta de apoio que eu passei, pelo sentimento de que havia algo errado COMIGO então, já que todos achavam que era assim mesmo. Por isso escrevi esse post. Se meu texto ajudar UMA pessoa sequer com isso, eu já estou feliz.

Para ler a reportagem da revista Saúde, clique aqui.
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