Ciranda da leitura Pequenos Leitores. Embarque nessa!

Não é só porque eu trabalho na Mulher & Mãe. É porque isso é MUITO legal! E afinal de contas, esse blog chama ou não chama Entre Fraldas e Livros? Não preciso nem dizer que Alice e Vítor já estão mais do que embarcados, não é?

(post do blog Mulher & Mãe)

Por: Calu
Imagine incentivar a leitura nos seus filhos, ter momentos super gostosos com eles, fazer novos amigos e ainda conhecer um pouco do Brasil? Essa é a idéia da Ciranda da Leitura "Pequenos Leitores"

Cada uma de nós comprará apenas 2 livros. Ai lemos com nosos filhos (ou para os maiores eles já podem ler sozinhos), fazemos alguma atividade com eles, e mandamos pelo correio para outra amiga: o livro, a atividade que fizemos e um cartão postal da nossa cidade.

A atividade pode ser um desenho, uma brincadeira, uma colagem, um texto com a parte preferida... Fica a critério da mãe e da criança, fazer alguma coisa que eles curtam muito fazer. Aqui em casa nós amamos fazer brincadeiras, aonde cada um de nós é um personagem... Nesse caso eu escrevo e mando para minha próxima amiga uma dica de como eu curti a história com meus filhos...

A idéia do cartão postal é aproveitar e conhecer um pouco mais do Brasil, e ir vend por onde o livro já passou. Imagina que legal receber um livro que já passou por 5 cidades, todas com cartão postal?

Ah, e vamos dividir as amigas por faixa etária dos filhos, claro.

Essa é a idéia da nossa Ciranda da Leitura "Pequenos Leitores"
Gostou? Quer participar? Mande um email pra gente com as seguintes informações:
Nome e idade do filho
Cidade aonde vocês moram

A gente vai montar as Cirandas e enviar os detalhes todos por email.

Como disse a @ingridstrelow: Livros + Postais + Amizades = crianças contentes e partilhando cultura

Se interessou? Mande email para equipe@mulheremae.com.br

Eu já tô dentro e você???  Dudu e Alice - 4 anos - Barueri, SP

OBS1: Quem está fora do Brasil e quiser participar, mande email pra gente que a gente dá um jeito =)
OBS2: No twitter estamos usando a hashtag #PequenosLeitores

Coragem? Não, sobrevivência

(Antes de começar, um parenteses. Hoje seria dia de post da dieta coletiva. Acontece que com esse furacão que está a minha vida, continua tudo na mesma: estou mantendo a alimentação light, mas não consigo fazer os exercícios. E meu peso continua exatamente o mesmo, depois que perdi aqueles 2,5 kg, não emagreci mais, nem engordei também. Então não vou entediar vocês com a falta de novidades)

Pra ilustrar o post vamos de Coragem, o cão covarde. É a minha dicotomia!
Na nossa família temos uma pessoa que trabalha conosco há muitos anos. A Rosa foi babá da minha irmã, depois passou a ser diarista 3 vezes por semana, depois só uma. Quando saí de casa ela foi trabalhar na minha também, quando meus pais se separaram ela acrescentou mais uma casa à sua lista semanal, hoje ela faz faxina na casa de todos nós, menos na minha que é muito longe pra ela, mas vem em ocasiões especiais.

Semana passada foi uma dessas ocasiões, ela veio passar roupa pra mim, que estava sem faxineira (porque a minha resolveu desaparecer. De novo). E num certo momento, a Rosa virou pra mim e falou: "Tati, você é muito corajosa de se mudar pra São Paulo. Eu não teria essa coragem". Eu pensei por uns segundos e respondi: "Não, Rosa. Não é questão de ter ou não coragem. É questão de sobrevivência".

E essa é a mais pura verdade. Ou nos mudávamos para São Paulo ou continuaríamos afundando nessa lama que se tornou nossa vida aqui. Não é preciso coragem pra fazer uma mudança como essa: é preciso fechar os olhos e meter a cara. Não estou dizendo que tem que fazer as coisas sem pensar, não é isso. Estamos com tudo bem planejado. Mas se ficar pensando demais, não faz.

Se eu estou com medo? Claro que estou com medo. Só que se eu parar pra pensar nisso, vou ficar apavorada! Então eu não me dou tempo de parar pra pensar, só planejo e faço. Ainda assim, fico me sentindo mal com algumas coisas, culpadas com outras.

Como com o Vítor, por exemplo. No começo ele não queria ir. Vai ficar longe da avó, da dinda, do avô. Reclamou que ia ficar sem os amigos (e eu: "Que amigos? Você nem tem amigos!" Ao que ele respondeu: "Os da colônia de férias" kkkkkk). Mas falei pra ele dos passeios muito legais que a gente vai poder fazer lá, falei que é pertinho da praia, muito mais perto de Juiz de Fora (casa da minha avó) e ele já está todo animado.

Mas o problema não é esse. O problema é que as coisas aconteceram todas de uma vez e fora do nosso controle. Num mundo perfeito e ideal, teríamos nos mudado em janeiro e ele já começaria o ano na nova escola. Acontece que meu mundo pode ser tudo, menos perfeito e ideal, então ele vai estudar um mês aqui e começar na nova escola. Só que temos mais um detalhe: como a escola do ano passado não tem segundo ano, ele JÁ ESTÁ começando numa nova escola. Ou seja: vai ter que se adaptar à uma nova escola duas vezes. Eu sei que ele é bem esperto e vai passar por isso numa boa. Mas e eu? E minha culpa?? rs

Isso não quer dizer que eu também não esteja animada e feliz. São coisas completamente diferentes. Meu novo trabalho é maravilhoso e instigante, o Gustavo também está animado com as possibilidades, estou recebendo MUITO apoio das amigas lá de Sampa, isso é MUITO legal.

Enfim, estou tendo que trabalhar, mais do que nunca, as minhas facetas de Onça e Gata, como falei nesse post aqui na Rede Mulher & Mãe. Batalho um bocadinho aqui, me aconchego um bocadinho ali. E assim as coisas vão acontecendo.

Diga não ao Bullying Materno


Eu não ia mais falar sobre isso. Mas depois de ler o texto maravilhoso que a Ligiane Castro fez lá no blog dela, eu não aguentei e resolvi falar também sobre o que estou chamando de "Bullying Materno". Sim, muitas daquelas mesmas mães que se orgulham em ostentar selinhos ou participar de campanhas contra o bullying, fazem exatamente isso contra outras mães. É uma mania de achar que só existe UM jeito certo de educar uma criança, todos os outros não só são errados, como são abomináveis. E claro, por causa disse vale tudo, inclusive chamar alguém de "mãe de merda".

As mães passam por tanta coisa na vida! Nem preciso dizer mais nada: quem é mãe sabe a dor e a delícia que é ser o que somos. Então, por passarmos por tudo isso, deveriamos ser as primeiras a ter um olhar compreensivo para outra mãe. Mesmo que essa mãe utilize um método diferente do nosso. Mesmo que não concordemos com o que essa mãe faça. Ao invés disso, algumas não perdem um segundo em jogar várias pedras no que é diferente.

Quem nos deu autoridade para dizer qual é o modo certo de criar um filho? Porque temos um, dois, três ou vinte filhos, de repente viramos experts máximas e oniscientes nesse assunto? A ponto de nos vermos com o direito de apontar o dedo para outra mãe e acusá-la sumariamente? Se uma mãe dá ou não palmadas no filho, amamenta ou não seu filho, fez cesárea ou parto normal, trabalha fora ou não, tem babá ou não, mora em casa ou apartamento, na cidade ou no interior... tudo isso diz respeito apenas a ela e à família dela! Me pergunto porque as pessoas se acham no direito de se considerarem mães melhores apenas porque fazem as coisas de um modo diferente. É apenas um MODO DIFERENTE! E as vezes acho que esqueceram de me dar na maternidade o livrinho com as únicas regras válidas para o jogo!

Fico pensando como serão essas crianças, filhas dessas mães incapazes de aceitar o diferente. Como será quando elas começarem a absorver esses comportamentos intolerantes. Será que, no futuro, serão aqueles que vão tocar fogo no índio que está dormindo na parada do ônibus? Será que serão aqueles que espancam mendigos ou surram quem tem o cabelo roxo? Ou "apenas" praticarão bullying contra os coleguinhas da escola apenas porque eles são gordos, baixos, altos, negros, judeus, católicos, protestantes, espíritas e etc? Se continuarmos por esse caminho, em breve seremos abordados nas pracinhas, por crianças que mal sairam das fraldas, querendo nos ensinar como devemos educar os nossos filhos! Porque nós estamos dando este exemplos a eles!

Talvez seja a hora de lançar uma campanha do tipo: "Não ao bullying materno! O diferente não é necessariamente o errado." Porque eu me recuso a acreditar que a maioria dessas mães faça isso de forma consciente. Eu me recuso a acreditar que elas pensem: vou ali achincalhar um bocadinho aquela outra mãe. Eu acredito que falta apenas um pouco de incentivo, para que elas pensem um pouquinho antes de apontar o dedo para a outro. Eu acredito que seja preciso apenas um instante de reflexão para que elas parem e se coloquem no lugar da outra. Não é preciso que ninguém mude de idéia sobre uma coisa tão importante, como a educação de um filho. É preciso, urgentemente, que pratiquemos o respeito ao próximo, às suas escolhas.

Todas nós temos direito de escolha. Todas nós buscamos o melhor para nossos filhos. E pensando nisso, gostaria que todas nós dedicassemos um pouquinho do nosso dia para pensar sinceramente em duas coisas:

1 - Será que estou respeitando o direito de escolha das outras mães?

2 - Qual o exemplo de tolerância que estou dando ou vou dar ao meu filho, com minhas atitudes?

E vamos dizer NÃO Bullying Materno! Porque o diferente não é necessariamente o errado!

O dilema entre duas músicas

Alice não sabe qual música quer que a mamãe cante...



Vítor resolve o dilema então!

Related Posts with Thumbnails
 

Entre Fraldas e Livros Copyright © 2015 | Tema por Girly Blogger Template | Ilustração por Anne Pires