Diga não ao Bullying Materno


Eu não ia mais falar sobre isso. Mas depois de ler o texto maravilhoso que a Ligiane Castro fez lá no blog dela, eu não aguentei e resolvi falar também sobre o que estou chamando de "Bullying Materno". Sim, muitas daquelas mesmas mães que se orgulham em ostentar selinhos ou participar de campanhas contra o bullying, fazem exatamente isso contra outras mães. É uma mania de achar que só existe UM jeito certo de educar uma criança, todos os outros não só são errados, como são abomináveis. E claro, por causa disse vale tudo, inclusive chamar alguém de "mãe de merda".

As mães passam por tanta coisa na vida! Nem preciso dizer mais nada: quem é mãe sabe a dor e a delícia que é ser o que somos. Então, por passarmos por tudo isso, deveriamos ser as primeiras a ter um olhar compreensivo para outra mãe. Mesmo que essa mãe utilize um método diferente do nosso. Mesmo que não concordemos com o que essa mãe faça. Ao invés disso, algumas não perdem um segundo em jogar várias pedras no que é diferente.

Quem nos deu autoridade para dizer qual é o modo certo de criar um filho? Porque temos um, dois, três ou vinte filhos, de repente viramos experts máximas e oniscientes nesse assunto? A ponto de nos vermos com o direito de apontar o dedo para outra mãe e acusá-la sumariamente? Se uma mãe dá ou não palmadas no filho, amamenta ou não seu filho, fez cesárea ou parto normal, trabalha fora ou não, tem babá ou não, mora em casa ou apartamento, na cidade ou no interior... tudo isso diz respeito apenas a ela e à família dela! Me pergunto porque as pessoas se acham no direito de se considerarem mães melhores apenas porque fazem as coisas de um modo diferente. É apenas um MODO DIFERENTE! E as vezes acho que esqueceram de me dar na maternidade o livrinho com as únicas regras válidas para o jogo!

Fico pensando como serão essas crianças, filhas dessas mães incapazes de aceitar o diferente. Como será quando elas começarem a absorver esses comportamentos intolerantes. Será que, no futuro, serão aqueles que vão tocar fogo no índio que está dormindo na parada do ônibus? Será que serão aqueles que espancam mendigos ou surram quem tem o cabelo roxo? Ou "apenas" praticarão bullying contra os coleguinhas da escola apenas porque eles são gordos, baixos, altos, negros, judeus, católicos, protestantes, espíritas e etc? Se continuarmos por esse caminho, em breve seremos abordados nas pracinhas, por crianças que mal sairam das fraldas, querendo nos ensinar como devemos educar os nossos filhos! Porque nós estamos dando este exemplos a eles!

Talvez seja a hora de lançar uma campanha do tipo: "Não ao bullying materno! O diferente não é necessariamente o errado." Porque eu me recuso a acreditar que a maioria dessas mães faça isso de forma consciente. Eu me recuso a acreditar que elas pensem: vou ali achincalhar um bocadinho aquela outra mãe. Eu acredito que falta apenas um pouco de incentivo, para que elas pensem um pouquinho antes de apontar o dedo para a outro. Eu acredito que seja preciso apenas um instante de reflexão para que elas parem e se coloquem no lugar da outra. Não é preciso que ninguém mude de idéia sobre uma coisa tão importante, como a educação de um filho. É preciso, urgentemente, que pratiquemos o respeito ao próximo, às suas escolhas.

Todas nós temos direito de escolha. Todas nós buscamos o melhor para nossos filhos. E pensando nisso, gostaria que todas nós dedicassemos um pouquinho do nosso dia para pensar sinceramente em duas coisas:

1 - Será que estou respeitando o direito de escolha das outras mães?

2 - Qual o exemplo de tolerância que estou dando ou vou dar ao meu filho, com minhas atitudes?

E vamos dizer NÃO Bullying Materno! Porque o diferente não é necessariamente o errado!

32 comentários:

Andréa Peixoto disse...

O que é isso????????? Pra ser sincera nem imaginava que isso seria possível e tÔ BESTA!!!!!!! Francamente, penso que esse tipo de gente não deva ter serviço em casa e, tampouco, Deus no coração.

Pri Tescaro disse...

Vou te dizer que também não suporto essas mães que ficam me olhando torto quando digo que faço isso ou aquilo com o Pietro. Me dá vontade de voar no pescoço. Só eu sei o que é melhor para o meu filho e como encaixá-lo nas regras. E isso não me dá o direito de criticar as outras mães que FAZEM DIFERENTE. Ninguém é igual.... porque a educação deveria ser sempre a mesma?

Eu apóio a campanha "Dia Não ao Bullying Materno".
Beijo

Dani disse...

Ótimo texto e um ótimo convite à reflexão.
E, concordo, não temos o direito de apontar o dedo a quem quer que seja.
Viva o diferente!!!

Kelly Resende disse...

Oi Thaty, mto bom o post, tema bastante válido, já que o q a gente mais vê hoje em dia é gente que tem um filho se achando o mestre dos mestres e querendo te ensinar tudo. Uma vez escrevi um post sobre o direito de escolha do tipo de parto, pois esse tb é um dos temas preferidos das pessoas intansigentes e radicais.
É importante que as pessoas se conscientizem de que cada um tem seus direitos de escolha e aprendam a respeitar!
Abraços

Clau Finotti disse...

Oi!

Menina, concordo! Desde que não haja violência, penso que cada mãe sabe a dor e a delícia de ser o que é...rs...

Mas o tipo de bullying que gostaria de ver um dia em alguma mídia é: O bullyng contra as que não são mães. Confesso que vim aqui no seu blog atraída pelo título, que achei que fosse algo nesse sentido.

Às vezes sinto isso na pele! Tudo q eu invento, até blogagem coletiva de esmaltes, ouço dizerem: é porque vc não tem filho que tem tempo pra isso. Como se não ter filho fosse escolha minha, e como se alguém que escolha não ter filhos também pudesse ser criticado por isso.

A coisa chega num ponto tal que se a gente compra uma roupa, arruma cabelo, se entope de bolsa e sapato, algumas mães se acham no direito de dizer: é porque você não tem filho, senão ia ver, vc iria preferir comprar pro filho e não ia sobrar pra vc!

Bom, eu compro, pago, não devo a ninguém, mas é muito desagradável ouvir mil vezes por mês, além de já ter que aguentar meus próprios fantasmas, as mães acharem que quem não tem filhos é a pior mulher do mundo.

Nada contra as amigas e parentes mães, admiro a força e a dedicação delas demais, porém também temos nosso valor!

Amiga, desabafei aqui... rs... desculpe!

Bjo grande.

Clau

Tuka Siqueira disse...

Thaty, esse tipo de Bullying existe mesmo e é muito presente nas redes sociais e também nos blogs. Eu não gosto de entrar em polêmicas, fujo delas o mais que posso, mas mesmo assim sou às vezes duramente atingida por essas "SUPERMÃES" que sabem de tudo. Muitas mães seguem à risca as dicas de espsecialistas e criam seus filhos de acordo com o que está na revista. Lindo, ótimo pra elas e para seus filhos. Mas esquecem que muitas vezes, criar um filho assim ou assado, não é questão de escolha, muitas vezes é questão de necessidade, de oportunidade, de condições que se tem, ou que não se tem. Aí essas mesmas mães vão dizer: se não tem condições financeiras, não tenha filhos. Será? É simples assim? Aos menos favorecidos já é negado tanto, vão nos negar também o direito de ter filhos? Ser pobre, não é sinônimo de ignorância e da para educar filhos, dar à eles o essencial e eu digo à vocês que não vestir o filho com roupas novas ou de grife, não dar os brinquedos mais legais, não ter disponível o canal da discovery kids e não fazer festas de arromba no aniversário e etc... não mata, não aleija, não deprime, não traumatiza nenhuma criança.
Amamentar é o ideal. Quanto mais tempo melhor. Mas e se a mãe não quiser? Eça deve ter lá os motivos dela. Eu fico triste quando vejo uma mãe que pode amamentar seu filho e não quer, porque eu TIVE que parar cedo com todos. Mas se eu não aprovo, também não condeno. Não existe receita para se criar filhos. Não existe manual de instruções. Repetimos aquilo que aprendemos com nossas próprias mães. Procuramos fazer diferente aquilo que vimos que não deu resultado na nossa própria educação, mas também ao tentar fazer tudo diferente, também erramos. Acertamos e erramos, até porque cada filho é diferente. Sei porque tenho gêmeas, são identicas na forma, mas completamente diferentes no conteúdo. Não posso tratá-las da mesma forma, não funciona. Cada filho é único e deve ser tratado como tal, cada mãe é uma mãe diferente, tem educação diferente, condição financeira diferente, vive num lugar diferente, foi criada de maneira diferente e tudo isso influi na maneira como irá criar seus filhos.
Tô cheia dessa competição também. Posso não ser a melhor mãe do mundo, mas sou a melhor mãe que posso ser dentro das minhas limitações.
Putz... Acabei de escrever um post!

Abraços

Manu disse...

ai, eu prevejo um comentário longo, pode isso Arnaldo? Se nãop puder, já era...
Eu, como algumas de vcs mães internéticas, sou uma mãe diferente, minha filha é especial, especificamente, deficiente mental, e isso me causa algumas saias justas, mas justas que as minhas roupas...
Minha filha baba, minha filha ainda usa fralda, ela é terrivelmente geniosa, mimada e se limites. Eu sei q eu erro em permitir que minha mãe me contradiga na frente da minha Bia. A culpa é só minha, ela é avó, faz a parte dela... Se eu imponho limites? Claro que sim! Trato minha filha filha como uma criança normal e por vezes chego a me irritar com a tamanha esperteza que ela se 'faz de boba' (mas como essa mãe de merda fala assim da filha?). Sim, minha filha não fala direito e isso dificulta o acesso ao que ela sabe ou não. E por isso cometemos o pecado de pensar q por ela 'não entender' rumar a um caminho distinto do que seria adequado a uma criança normal...
Minha maior dificuldade é ñ gritar, eu falo alto e por ela 'me fz d boba' de forma consciente a ponto de rir da minha cara (juro) me irrita e eu tento impor respeito na base do grito, sei q é um erro, mas quem pode me julgar? Quem pode me ensinar a fz diferente? Eu trabalho, estudo, sou solteira e sempre fui, o pai dela só fica com ela pq eu ameacei deixá-la com ele p/ sempre (kkkkkk sabia ele cederia diante d tamanha chantagem, jamais faria isso) Tudo referente a ela é só comigo... minha mãe e um dos meus irmãos, às vezes me ajudam, mas convenhamos ñ é obrigação deles! E minha falta de paciência em ficar 2 horas e meia no banheiro com ela para que ela faça o seu 'papum' no devido lugar, alguém pode dz q estou errada em priorizar outras coisas? Sou sozinha...
O que mais me irrita nessa competição materna enfadonha é que certas mães (e outras pessoas s/ ter o q fz) só se preocupam em criticar e só, não se colocam no lugar de ninguém. Patético! Mas algumas crianças discriminam minha filha e isso me irrita pq tais crianças serão adultos assim, é o deficiente, o negro , o gordo, o pobre, o rico, o orelhudo... Quem determina o que é padrão? O que é o padrão? Que educação é padrão? Há 30 anos a visão de boa educação era uma hj é outra e há 100 anos era outra e daqui a 30 anos será mais outra e por aí vai. Na minha opinião, o que falta é a falta de 'visão periférica' de algumas pessoas. Parecem cavalos, burricos que andam com abas para não olharem para os lados e ver que o mundo gira, muda e precisamos nos adaptar para não ficarmos obsoletos...
Ser inteligente é estar sempre 'atualizando' nossos 'softwares' e quem sabe até, fz um upgrade...
Beijos!

Anônimo disse...

Eu vejo muito disso por ai mesmo...um selinho absurdo é o "cesarea não é parto"...muito triste de se ver!
Fora as mães qua são(se acham) mais mães pq não dão chupeta, amamentaram até o 6 mes, ou continuam amamentando...triste
juliana lopez

Fanny Barbosa disse...

Thaty,
Quando eu engravidei um conselho que recebi do meu médico: "Minha filha muitas mãe irão de dá conselhos, ouça, respeite e guarde, o que lhe pareçer justo e coerente faça, o que não achar apenas respeite e guarde, o instinto materno vai lhe guiar, e lhe mostrar o melhor caminho".
E é assim q sou até hoje como mãe, quando alguém me aborda e pede ajuda eu dou, não meto o betelho na vida de outras mães, pq também não quero que ninguém diga o que e como eu devo fazer com meus filhos.
Um exemplo se a mãe trabalha fora e não pode cuidar do seu filho... Quem sou eu para julagr isso (ela precisa ajudar o marido, colocar dinheiro em casa e sustentar o filho).
Sou parto normal ou cesarea, eu queria muito o normal, mas cheguei ao hospital e decidi por cesarea é minha escolha, e não de outra pessoa.
Sobre aleitamento materno eu dei leite ao meu filho até quase 2 anos, mas eu podia fazer isso, e meu filho mamaou, diferente de algumas maes q voltam a trabalhar e acabam tendo q parar de amamentar!
Um exemplo que aconteçeu comigo: tenho 6 cães em casa eles vieram primeiro que meu filho, assim como os gatos tenho 2 que também estavam antes de meu filho, todos mandaram eu jogar fora (como se fosse simples assim, apenas jogar fora alguém q amo tanto, pq eu amo meus bichos), minha pediatra pediu para não expor o meu filho aos animais durante os 2 primeiros meses, e o fiz, depois apresentei o meu filho aos animais, aos poucos dexei ele conviver com os animais, hoje meu filho brinca, corre, beija, abraça, e nunca ficou doente, e nunca foi mordido, foi meu jeito de cria-lo e ensinar a conviver com os animais, e quando algum amigo (a) me pede ajuda nesse sentido eu apenas explico o q fiz, respeitando a decisão dele de fazer igual ou diferente, cada um é cada um.
Amei seu post, principalmente pq as crianças aprendem por exemplo, se a mãe dá o "mal exemplo", teremos sim adultos piores.
Ser mãe não é fácil é dificil, é mutia dúvida msm, mas cada mãe é uma mãe diferente, e cada filho principalmente é diferente também, e como tal devemos tratar os outros.
Conselhos sempre são bem vindos, é uma forma de nostagia, queremos as vezes passar o melhor, e muitas vezes esqueçemos de ouvir também!
parabéns!
Espero q uma certa mãe que adora se rotular a super mãe, passe a respeitar as outras mães e a individualidade de cada uma!

Blog da Grávida - disse...

No início da minha carreira como mãe o bullying me feria. Mas não demorou muito para que eu percebesse que SOU A MELHOR MÃE DO MUNDO! A melhor mãe que meu filho pode ter. Assim como sei que você é a melhor mãe que seus filhos podem ter. Então agora quando rola um bullyng sorrio e digo: ahãm, senta lá Claudia, senta... ;o)
Belo texto. Obrigada por escrevê-lo. Penso muito parecido mas não tenho tempo, nem pique pra escrever algo tão maravilhoso. Vai ver você tem por que não cuida direito dos seus filhos...kkkkkkkkkkkk olha o bullyiiing ! Beijo, Thaty! Parabéns pela sinceridade: adoro!

Anônimo disse...

NÃO EXISTE NEM CERTO NEM ERRADO, EXISTE O QUE É MELHOR PARA OS FILHOS, E NEM TODO MUNDO TEM CONSCIÊNCIA DISSO. UMA PENA.

Aretha Ferreira disse...

Muito boa a reflexão. Bjs

Carlos disse...

É obvio que ninguém é a favor do Bullying Materno, mas seu "desabafo" é tão amplo que pode me permitir pensar: - Deixo meu filho no carro no estacionamento do barzinho e... tudo bem - é meu jeito de criá-lo!
Desculpe a intromissão, mas se a sociedade já é capaz de diferenciar o que é bom, adequado e ruim e determinada mãe ou pai, não, esse pai ou mãe precisa ser informado. Nossos jornais estão cheios de notícias que nos assustam, porque alguns pais e mães cometeram erros sérios, muitas vezes com boas intenções.

MaxReinert disse...

Bravo!!!

Ligiane, mãe do Rafael disse...

Amiga, amiga...
Cada coisa que ouço!Cada coisa que leio!
Você está coberta, soterrada de razão. Que filhos são estes que deixaremos para o mundo? (essa é a nova máxima do momento, e que bom!) Ah, sim, filhos que apontam o dedo na cara dos professores, matam os pais porque ousam lhe impor limites. E por aí afora vai.
No final das contas, nós, mulheres velhinhas e retrógradas, a vanguarda da maternidade (hahahahaha), preservadoras da moral e dos bons costumes, sempre estaremos aqui para lembrar as pessoas na new age que o equilíbrio e bom senso é a medida ideal.
Quando leio os comentários das pessoas, como o da Manú, ali em cima, me encho de energia e de certeza que esse é o caminho.

Certa vez li: "[...]somos pais com a melhor parte de nós mesmos"(Klass, 1999)
Acho que isso resume tudo.
Obrigada por escrever. Obrigada por solidarizar esta causa!
Um beijo!

Marcelle Rebelo (Kisa) disse...

Oi, tudo bem? Sou mãe de um bebê de 10 meses e acho que é normal as pessoas trocarem experiências e conhecerem várias maneiras de se fazerem as mesmas coisas. Gostei do seu texto, forte, mas necessário em um mundo de intolerâncias. Apenas, sinceramente fico pensando que também é importante haver algum consenso e não somente cada um com sua opinião. Mas claro que fico feliz ao ver e viver a geração de mulheres que podem fazer escolhas.

Camila disse...

Eu sofro deste mal, minhas amigas! Sou mãe do coração. Não concebi, não gerei, não pari... Apenas amei no instante em q recebi dois presentes de Deus. Em troca disso, preciso provar a todo instante q não sou aquela madrasta má das velhas histórias infantis... Minhas atitudes são TODAS colocadas em evidência por muitos q dizem: Mas vc não é mãe de verdade! e até mesmo pela genitora q, depois de tê-los entregado e, talvez se arrependido, hj me aponta como sua rival, uma competição desnecessária (a meu ver), uma vez q poderíamos somar esforços a favor dos pequenos q nós duas amamos! É lamentável, é dolorido... mas continuo enfrentando tudo e todos por um único motivo: O AMOR Q TENHO PELOS MEUS FILHOS!

Naiara Krauspenhar disse...

Concordo muitoooooo.
É tão "presunçoso" achar que só o que a gente faz está certo.
E o que funciona pra mim, nem sempre funciona pro meu vizinho.
Eu já sofri muito por causa dessas "cobranças", mas hoje aprendi a ter fé na educação que dou pra GG e relevar o que os outros falam.
Se não querem ajudar, que também não atrapalhem né?
Adoro ouvir sugestões, ouvir relatos, dicas... já aprendi muito nesse meio virtual.
Mas não tolero quem me aponte o dedo. Porque só eu sei como as coisas dentro da minha casa são.
Mas vou dizer, eu não dou tanta bola assim não. Quando ouço, entra de um lado e sai do outro.
BJooooooooooo

Consuelo disse...

Completando as outras opiniões: As mães que apontam o dedo para as que fazem as coisas diferentes delas estão dando um péssimo exemplo de intolerância aos tão bem cuidados pimpolhos delas que só ingerem orgânicos,usam apenas brinquedos pedagógicos e que não lugar de seres humanos, com falhas, tem o que? Falo das mais xiitas, que querem impor suas verdades.

Flavia Bernardo disse...

Perfeita sua colocação, Tati!
Nossa...fiquei tao chateada com tudo que li aquele dia no twitter. Mães julgando outras mães...mães chamando outras de "mae de merda". Que que isso, minha gente? Alto lá!
Quem es tu pra dizer como uma outra mulher deve educar seus filhos?

Só porque leu meia duzia de sites, porque propaga no tuiter que amamenta, que é a favor do parto natural, porque modera comunidades de orkut se acha mais que os outros?
Pena, muita pena de gente assim!

Ainda vou fazer um post sobre isso tb. Só falta-me o tempo.

Pena que quem tem que ler isso não lê. Ou finge que não lê...

bjks
Flavia

Nine disse...

Thaty! Vc deu nome a algo que há muito eu já havia notado em alguns blogs e maneiars de falar sobre determinados assuntos!

Amei! E estou dentro da campanha contra o tal bullying materno!

Beijos!
Nine

Ligia Moreiras Sena disse...

MUITO MUITO MUITO BOM!
É sempre bom lembrar que toda criança tem um adulto no qual se espelhar.
Show esse artigo!

Inaiá Barbosa disse...

Amei o post!! Tem toda razão!! Ninguém tem o direito de interferir na educação que cada um escolhe dar ao seu filho e todas nós precisamos realmente pensar no exemplo que deixamos!
Parabéns!

Anne disse...

DIGO NÃO!
amei o post. Definiu perfeitamente o que sofremos com esses dedinhos apontadores: bullying.
parabéns pelo belo texto Taty ;)

Rafa! disse...

Ótimo post! Essa semana acabei lendo sobre esse tal de mãe de merda. E tô com vc! Cada sabe o q faz, e o q é bom e certo pra uma, não precisa ser pra outra e assim vai!!

Tathy disse...

Ótimo post, Tati! Eu já vi tanto desrespeito entre mães... Criticam tudo, se você amamenta ou não o porquê não amamenta, se teve PN ou PC, se trabalha fora ou não. As pessoas esquecem o respeito ao próximo, da liberdade de cada um. Só quem sabe o que é melhor pra si e sua família é a pessoa e seus familiares. Me entristece demais esse tipo de coisa. Todo mundo acha que sabe melhor como criar seu filho do que você. Atualmente tem tantos livros com teorias, todas muito boas, cada uma diferente da outra... Isso é ótimo, ajuda muito! Mas, algumas pessoas lêem e interpretam como querem e tomam aquilo como a única coisa certa a se fazer e saem julgando as que não fazem dessa mesma forma! Como assim?! Como se pra ser mãe tivéssemos que seguir esse monte de regras escritas nesses manuais... Ficam escravas das regras dos livros, do que o pediatra fala.. E se eu não quiser? Vou ser uma má mãe? Instinto materno é pra jogar no lixo? Deve ser, né, junto com o respeito ao próximo e a liberdade de escolha de cada um. Que triste.

Silvia Azevedo disse...

Concordo que cada mãe é diferente assim como cada criança é diferente. Concordo que nem sempre o que serve para uma possa servir para a outra. Concordo que certas decisões ou situações (amamentação, parto, alimentação etc) dizem respeito a cada pessoa. Porém, não concordo quanto à violência. Não sei se citou sem querer, mas "Se uma mãe dá ou não palmadas no filho" foi um exemplo não muito adequado. Acredito que todos (não só mães e pais) já sabem que violência só gera violência e que a palmadinha é apenas um jeito que temos de nos aliviar e não corrigir. Sei também que muitas mães forma criadas a base de palmadas e 'otras cositas más'. Não concordo, sou contra. MAS nem por isso aponto o dedo. Se tiver intimidade, posso tentar conversar com a pessoa e mostrar meu ponto de vista, mas em hipótese alguma me meto. A não ser que seja caso de chamar o conselho tutelar (coisa que graças a Deus nunca presenciei ou precisei me envolver - que bom que as pessoas tem deixado de ser violentas em casa!).
Ótimo post, instigante polêmica!
Bjos!

Geovana Centeno disse...

oi taty tava lendo teu post, ainda não li o da Ligiane mas vou dar uma passada lá, pra vi esse tipo de bullying acontecer, ja fui nos recados de alguma mãe e ali ela foi "super" chamada a atenção, fiquei horrorizada com tal atitude, eu quando discordo do jeito da pessoa educar, deixo passar ou falo de uma maneira educada, mas claro respeitando a vontade dela...sabe o que seria legal, produzir um selinho e levantar a campanha tipo blogagem coletiva, seria uma ideia, quem sabe os post e a ideia toque o coração deste tipo de gente...beijocas e parabens pela iniciativa.

butecofeminino disse...

Tati!
Concordo plenamente com vc... u não tinha lida seu texto e estava revoltada justamente com isso, por isso escrevi aquele texto "A mãe que posso ser".
Acho que a gente pensa parecido.
Conversei muito com minha mãe, meu marido e percebi que algumas pessoas são assim com tudo: a maneira como levamos nosso casamento, as amizades, a educação das crianças.
Há tanta campanha para aceitar o diferente. Comecemos pela nossa realidade, não é mesmo?
Beijos

Quel disse...

Oi, Tati! demorei pra chegar neste seu post, mas como hj é dia de dar uma atualizada aqui estou. Escrevi um post recentemente, dizendo que sou uma mãe de merda, preferi assumir logo de cara. Estou cansada das pessoas que ficam julgando as mães que não fazem parto normal, que não amamentam independente do motivo e da cara feia que fazem quando vc diz que optou por colocar a criança na escola ao invés de deixar com uma avó. Impressionante a capacidade das pessoas de acharem que sempre são as donas da verdade, vejo isso principalmente no Twitter. Não sei como não me xingaram nos comentarios do post, mas tbm não teve nem uma chuva de comentarios a meu favor.
Beijos

Anônimo disse...

Olá!
Não vou entrar no mérido da cesarea (que eu fiz) ou amamentação.

MAS:
"Um tapinha não doi?" Doi sim, humilha sim, e NÃO PODE. Regra de conduta que deve ser seguida, não é "escolha da familia" ou "cada um cria como quer os filhos".... tcs tcs tcs.....

Querida, cuidado com o "cada um faz o que quer com os filhos, cada um educa como quer, etc", como ví nos comentários, uma ideia da década de 50-60 que gerou uma onda enorme de violencia doméstica em paises subdesenvolvidos como o Brasil, e ainda assola o mundo.
...
Uma mãe que propositalmente agride verbalmente e fisicamente o filho, que não dá condições mínimas de desenvolvimento físico e mental, que humilha e maltrata o filho, que sexualiza precocemente o/a filho/a, e muitas outras atitudes de humilhação e violencia a criança, é um agressor, não mãe. Agressor deve ir para a cadeia, e agressor de criança indefesa deveria pegar pena máxima. Neste ponto sou chata sim e XIITA, e se vejo uma "mãe" batendo ou humilhando uma criança, chamo a polícia e o conselho tutelar, faço denúncia, etc. Existem algumas regras SIM e elas devem ser seguidas para uma sociedade melhor. O "inocente tapinha" não pode mais, é lei, assim como bater em mulher não pode, certo?

beijos,
Gisele C. Correia

Ceila Santos disse...

Tatiana, mas que bullyng materno é esse que nunca sofri nem vi na blogosfera materna. aconteceu algo real ou é por causa da matéria do Estadão?

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