E vida vai entrando nos eixos

Agora, três semanas depois da mudança, é que a vida está começando a entrar nos eixos. As crianças já estão na escola e começaram na van escolar. Eu comecei a vir a pé para o trabalho e testando o melhor caminho. Minha mãe voltou para casa e eu estou começando a dar conta de casa, trabalho e filhos sozinha, sem a super ajuda dela. Ainda estamos sem internet e telefone, mas já tenho um celular pré-pago com DDD 011.

Mas entrar na rotina é algo que leva tempo mesmo, ainda mais numa mudança desse porte, né? Sem contar que ainda não consegui encontrar com todo mundo que eu queria encontrar, ou pelo menos não com o tempo que eu precisaria para abraçar muito e botar as novidades em dia. Estou bem perto das amigas, mas ainda não conseguimos nos ver de verdade! Algumas já consegui e tem sido bom demais! Elas nos dão dicas maravilhosas e só tenho a agradecer a elas por toda a gentileza e amizade.

O trabalho está cada dia melhor, realmente nasci pra trabalhar aqui. Cada dia temos mais coisas para fazer e isso me consome o dia todinho, mas sou muito feliz por isso, faço com todo o prazer do mundo! Tanto que tenho deixado esse blog aqui meio de lado, porque nem sempre dou conta de tudo. Mas agora, com as coisas voltando à normalidade, vou poder voltar a postar com regularidade. E a ler os posts das amigas também, né? Faz tempo que não sei o que é fazer isso como fazia antes, estou morrendo de saudades.

As crianças tiveram uns revertérios, Alice pegou uma gripe forte e Vítor teve um mal estar digestivo, mas os dois já estão ótimos e aprontando todas. Os dois estão gostando muito daqui, Vítor está amando a nova escola e fazendo mil planos, quer fazer milhões de atividades, como se meu dinheiro permitisse e ele tivesse esse tempo/pique todo. Alice anda pela casa toda, canta, dança, volta da escola toda alegre e sorridente. Até canta "pal pal pal (palma) pé pé pé ro ro ro (roda) é!!!", que acredito que aprendeu na creche, pq não fui eu quem ensinou. Por conta da gripe da Alice ela não foi conosco ao Circo da Turma da Mônica, mas o Vítor foi e voltamos com fotos dele com Mauricio de Sousa e Luana Piovani. (fotos que ficam pra um próximo post, ou esse aqui não vai ser publicado nunca)

Vocês acreditam que no terreno vizinho à minha casa tem um galinheiro?? Com um galo que canta de madrugada e acorda a Alice? Gente, no meio de São Paulo a pessoa cria galinhas, inacreditável! kkkk Mas tudo foi resolvido maravilhosamente bem, Gustavo comentou no salão sobre o galo, o cara do salão era irmão do dono do galo, que resolveu despachar o bichinho pra casa do filho e ir incomodar outros vizinhos...hehehe Estávamos na janela quando ele se mudou e eu disse pra Alice: cocó tá indo embora. E ela: taaaaaaaauuuuu! Só faltou falar: vai com Deus! kkkk Ninguém merece, as vezes eu acordava de madrugada com o canto do galo, mas ouvindo pela babá eletrônica!!! E a noite em que Alice acordou por causa do bicho, ele cantava e ela dizia: cocó! Ainda bem que acabou, viu?

Das coisas que eu sinto falta de Brasília? Primeiro o trânsito. Aqui é tudo caótico, como em qualquer boa cidade não planejada, né? Minha rua é um caos, uma avenida que, se alguém tivesse juízo, colocaria como mão única. Pra entrar na garagem eu tenho que parar do outro lado da rua, sair correndo, abrir o portão, voltar correndo, esperar uma pausa no trânsito e entrar. Meu objeto de desejo agora é um portão eletrônico. E um GPS tb, porque me perdi um bocado nos primeiros dias por aqui. Aliás, ei você que criou Google Maps para celular, um beijo, tá? Te amo pra sempre! 

E ainda falando das coisas que fazem falta (além dos amigos, esses eu nem preciso comentar, né?), pra quem morava em condomínio fechado e cair numa avenida movimentada como essa, sinto falta do silêncio e de conseguir ouvir minha televisão. Mas nem tenho muito do que reclamar, porque nos fins de semana a rua fica menos movimentada, coisa que em muitas outras ruas por aqui não acontece. De resto, por enquanto, tô amando morar aqui!

Prometo que já já volto a deixar esse blog bem ativo, com dicas de livros, viagens e tudo mais!!!

Quando a gente se questiona sobre sermos quem somos

Nas últimas semanas antes de sair de Brasília eu passei por dias muito difíceis. A mudança em si, as caixas, isso foi moleza, mesmo eu tendo ficado até duas da manhã encaixotando coisas depois de trabalhar o dia todo e resolver milhares de pendências. Eu digo que foi moleza porque tudo na vida é relativo. E comparado com os outros problemas que enfrentei nessas semanas, colocar coisas dentro de caixas, fechar e empilhar é realmente moleza.

Claro que eu sabia desde o começo que teria que resolver vários problemas sozinha, já que o Gustavo já estaria em São Paulo durante esse processo. Eu sempre soube que não seria fácil, já que todas as coisas que já são complicadas de ser feitas a dois, seriam todas feitas somente por mim, que ainda estava trabalhando e cuidando de duas crianças.

Pausa

Nessa hora eu tenho que agradecer muito à minha grande amiga e chefinha, Calu. Ela me entendeu como ninguém, me deixou flexibilizar meus horários pra que eu pudesse resolver tudinho. E ainda me deu tempo de desencaixotar minhas coisas aqui em Sampa antes de voltar com tudo pro trabalho. E a amo, mas não é uma relação lésbica, tá? rsrs

Despausa

Enfim, uma das coisas que mais me baqueou nesses dias foi um puxão de tapete que levamos de uma pseudo advogada, que fez um acordo conosco, nós cumprimos a nossa parte, ela disse que não iria cumprir a dela e inventou um monte de desculpas. Fiquei arrasada, me sentindo idiota por ter acreditado. Porque eu sou assim, eu tenho a tendência de acreditar nas pessoas. Está enraizada em mim a crença de que eu tenho uma palavra e sempre procuro cumprir o que prometo. Eu sou tão chata com isso que raramente falo a palavra "prometo", a não ser que eu tenha plena certeza de que vou poder cumprir aquilo. E mesmo assim, mesmo sem falar a temida palavra, eu sempre me faço em mil pra cumprir os compromissos que firmo. Então tenho a tendência a acreditar que as pessoas também têm palavra, que cumprem o que falam. E fico arrasada quando alguém quebra um acordo assim, com a maior facilidade e cara de pau do mundo.

Confesso que fiquei me questionando se o meu jeito de ser estava certo. Se eu não deveria mudar e ser mais "esperta", deixar de acreditar nas pessoas. Mas assim que eu pensei nisso, logo vi que assim é que eu estava sendo idiota. Eu não vou permitir que ninguém faça com que eu me sinta mal por ser do jeito que eu sou, por estar do lado "bom" do mundo.

E conversando com minha querida amiga Lele, que também está chateada por motivos muito parecidos, chegamos à algumas conclusões. Nós não somos bobas e ingênuas não. Nós é que estamos certas de sermos como somos. Nós podemos colocar a cabeça no travesseiro todas as noites, porque temos certeza de que cumprimos nossa palavra. Nós temos é que nos orgulhar de sermos assim, de acreditarmos nas pessoas, porque mesmo que as vezes a gente caia do cavalo, sempre tem alguma vez em que fizemos a diferença pra alguém justamente por sermos do jeito que somos.

O mundo seria muito melhor se as pessoas fossem como nós somos. E além disso, nossos filhos aprendem pelo exemplo. E nem eu nem ela queremos criá-los com o exemplo de pessoas que desconfiam dos outros, que não têm palavra, que vivem sem essa abertura que temos.

Vítor está começando a aprender sobre a lei do lobinho, que diz que eles devem fazer uma boa ação todos os dias. E aprendendo que a boa ação, para ser uma verdadeira boa ação, deve beneficiar o outro e não a gente. Aí falei pra Lele: "Então não somos mais só eu e você. Já temos o Vítor. E a Isa. E daqui a pouco teremos a Alice e o Ota. Viu como já estamos nos multiplicando? :-)"

E um viva a todas as pessoas assim!!!!

Vamos viajar de carro?


Quando eu era criança, as passagens de avião eram muito caras pro bolso dos meus pais. Então a gente viajou muito, por todo o País, de carro e de ônibus. Isso ficou tão impregnado em mim que até hoje prefiro viajar de carro a ir de avião. Acho a estrada uma parte importante da viagem, curto cada pedacinho, cada parada. E claro que tem aqueles casos em que realmente não dá pra ir de avião, porque é uma cidade muito pequena ou porque é muito perto. Sempre tem uma vez em que você faz uma viagenzinha de carro.

O problema é que não é muito simples entreter crianças fechadas num carro durante horas e horas. Eu me lembro pouco do que faziamos durante a viagem, mas me lembro que eu e minha irmã cantávamos milhares de músicas, jogavamos adedonha, contávamos quantos carros de cada cor passavam por nós, contávamos as vaquinhas do caminho. Também me lembro que enchia meu pai de perguntas sobre as placas de trânsito e sobre os sinais que os caminhoneiros faziam (e que meu pai sabia e fazia também, porque ele meu avô foi caminhoneiro).

Mas a viagem que a gente mais fazia era Brasília-Juiz de Fora-Rio de Janeiro, umas 2 ou 3 vezes por ano. Então já sabíamos as paradas do caminho e esperávamos com ansiedade por algumas, como a Mar Doce em Três Marias/MG e a do Cupim Pão de Batata, em Cristiano Otoni/MG. Cheguei a economizar mesada pra comprar miniaturas em madeira de móveis para a casa da minha Barbie...rs

Como eu já disse aqui algumas vezes, Vítor já viajou um bocado de carro. No começo ele gostava mais, agora reclama um pouco. Reclama um pouco e logo esquece, né? Porque ele adora viajar. Alice viajou menos do que o irmão, comparativamente. Mas já tem bastante quilômetros no histórico também.

Vou dar algumas dicas do que eu faço para entretê-los durante a viagem. Quem tiver outras é só deixar no comentário, esteja à vontade! Até porque vamos viajar na semana que vem e estou louca para testar novas dicas!

Bagagem

Não é como no avião, que você quase pode levar a casa e ainda assim vai ter onde sentar. No carro, quanto mais coisa você levar, menos espaço as crianças vão ter. Então faça o possível para que as malas de todos caibam dentro do seu porta-malas e que o resto do carro fique livre para outras coisinhas. Se você tem um bebê, leve o mínimo possível de fraldas e deixe pra comprar mais lá. Mesmo que seja um pouco mais caro do que na sua cidade, vai compensar pelo espaço. Faça o mesmo com o leite.

Verifique se o local onde vocês ficarão hospedados tem berço (e lembre-se de perguntar como ele é exatamente, se puder, com fotos, lembre-se que nem todos seguem as normas de segurança). Se tiver, já dá pra dispensar o berço desmontável. Carrinho? Só se for aquele de guarda-chuva. E não esqueça jamais o sling, ele é o salvador da pátria em viagens.

Separe uma bolsa com tudo o que seu bebê vai precisar, como mudas extras de roupa, papinhas, mamadeiras, fraldas, lenços umidecidos e tal. Essa bolsa deve ficar num local de fácil acessibilidade. Se seu filho for maior, arrume uma mochila com uma muda de frio (ou de calor, leve sempre para o clima contrário) e uma muda extra, para caso de derramamentos que sempre acontecem. Aliás, se as crianças puderem viajar com um calçado fácil de tirar e botar, melhor ainda, porque na hora da parada é sempre aquela corrida pra calçar. Nessa mochila coloque também o biscoito favorito dele e brinquedos que ele goste. Para o Vítor eu coloco um livro (embora não seja muito bom ler no carro em movimento), o dvd portátil e alguns filmes/desenhos, lápis de cor e um almanaque de férias da Turma da Mônica.

Alimentação

Eu sempre levo uma bolsa térmica, que fica no pé do passageiro da frente. Lá tem água, sucos e leite achocolatado. Também levo algumas frutas. Mas não levo muitas, porque compro também no caminho, mesmo sendo um pouquinho mais caro. Fora da bolsa térmica, levo alguns biscoitos salgados, coisa que aprendi com meu pai e faço até hoje...rs Lembre-se de só comer comidas leves e PELAMORDEDEUS, evite frituras em locais que você não sabe a procedência. Já cansei de falar isso pro meu marido, mas ele nunca me ouve e é tiro e queda ele passar mal.

Lembre-se de dar bastante líquidos para as crianças, por causa do calor do carro.

Paradas
Meu pai sempre diz que o ideal é parar a cada 2,5 ou 3 horas. Parece muito? Mas principalmente com crianças isso é fundamental! Lembre-se de que mais importante do que chegar rápido, é chegar bem. No caso de viagens de longa distância, a dica é programar algumas paradas para comer e para descansar. 

Quando parar, também procurem se espreguiçar e alongar as costas, os músculos da coxas e realizar uma pequena caminhada. 

 Distração

Tudo o que você pensar é válido. Jogos, dvd portátil, colorir... Achei, numa matéria do Click Filhos, umas sugestões bem legais de jogos:

Jogo das letras:

Escolha qualquer letra do alfabeto. Depois peça a seus filhos que encontrem três palavras - como marca de carro, comida e nome de animal - com a letra em questão. Quem disser as palavras mais rápido ganha o direito de escolher quem vai definir letra e os assuntos para a próxima rodada.



  • Jogo de frases com a placa do carro:

    Nenhuma criança gosta de ficar sentada no banco traseiro, olhando pela janelinha, só vendo os carros que passam ao lado. Mas você pode transformar esse tédio aparente numa atividade educativa.

    Peça a seu filho que observe a placa dos automóveis que trafegam. Com as letras inscritas numa placa, peça a ele para formar frases. Por exemplo, uma placa CFG 5678 pode se transformar em: Carlos Fez um Gol.




  • Jogo da contagem:

    Um jogo divertido e educativo para as crianças que já sabem contar. Se você estiver viajando para uma cidade do interior, passando por estradas que beiram fazendas com animais soltos no pasto, peça a seu filho para contar os bichos. Se a estrada não oferecer esta opção, sugira que ele conte o número de orelhões ao longo da pista.

    No fim da viagem, com sorte, vocês terão a chance contabilizar quantas cabeças de gado seu filho conseguiu reunir no pasto ou com quantos orelhões poderá montar uma central telefônica. Isso se ele não dormir antes de chegar ao destino!



  • Bem, é isso aí. Agora quero ver as dicas de vocês!
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