Blogagem coletiva: esmaltes e filmes

Semana passada fiquei de fora, esta semana tô aqui novamente, firme e forte, na blogagem coletiva da Fernanda Reali. O tema da semana é "Esmaltes e filmes"

Dessa vez eu escolhi duas cores diferentes. Com minha mãe aqui me ajudando, quando eu chego em casa as coisas estão bem adiantadas, sobra mais tempo pras minhas futilidades, como ficar escolhendo qual a cor que eu vou pintar minhas unhas, né? hehehehe

Primeiro eu pintei com o Por do Sol, da Impala. Gostei mais ou menos da cor, é um laranja meio "cheguei" pro meu gosto, mas coloquei o meu amado Carícia (também da Impala) por cima. Aliás, acho que o melhor esmalte que eu comprei na vida foi esse Carícia, dá sempre um "tchan" a mais em todos os outros. O filme escolhido pra combinar foi o Cine Gibi, da Turma da Mônica. Falem o que quiserem, mas eu amo a turminha desde que sou criança, continuo super fã!


Depois eu pintei com o Jeans, da Colorama. Da primeira vez que eu o usei, não gostei muito, lembram? Aliás, foi o Carícia que me salvou naquela vez, porque eu achei muito escuro. Mas agora, que eu já estou mais acostumada com esmaltes escuros, pintei só com ele e gostei. Pra combinar eu não podia deixar de fora a sequência de filmes mais aguardada por mim nos últimos tempos: Harry Potter.


Quer ver os outros esmaltes e filmes escolhidos? Então vai fazer uma visitinha pra Fernanda Reali!

Em busca de um novo amigo canino

Hoje faz duas semanas que o Sirius morreu*. Até agora eu só fui lá na parte em que ele ficava duas vezes e nenhuma no cantinho dele. Não estou evitando, mas também ainda não sinto vontade. O Vítor está super bem, mas pressionando horrores pra gente ter logo outro cachorro. Passamos por uma feirinha de adoção no último domingo e ele gamou em dois, foi dureza fazer com que ele entendesse que a gente não podia escolher um cachorro sem conversar com o Gustavo antes. De qualquer modo, nenhum dos cachorros que eu vi lá me "ganharam" de primeira, como o Sirius tinha feito.

Aí, quando cheguei em casa, já conversei logo com ele, pra esclarecer o que ele "quer" em um cachorro. Assim fica mais fácil pra todo mundo e eu não fico dependendo que ele esteja com a gente na hora que aparecer um possível candidato.O Gustavo não gosta muito de cachorro. Mas disse que não se importa que a gente tenha, porque eu e Vítor gostamos. Por mim e pelo Vítor, pode ser vira lata mesmo, a gente não faz distinção. Gu acha vira lata feio (e algumas raças também), então fomos juntando os pontos até decidirmos que uma boa opção seria um labrador.

De qualquer modo, não é uma busca muito fácil. Não pode ser um cachorro muito caro, visto que ainda não estamos totalmente recuperados financeiramente, agora é que estamos começando a nos estruturar novamente. Sem contar que eu acho inaceitável pagar 1.000 reais por um filhote. Nesse caso, o labrador sai ganhando, porque achei alguns bem em conta. Outro ponto é que não posso pegar um filhotico, muito pequenininho. Por não sabermos exatamente o que o Sirius teve (pode ter sido cinomose), o ideal é pegar um cachorro que já tenha tomado as 3 doses da vacina e já tenha contato com outros animais, ido à rua e tal. E nisso os cães de adoção saem perdendo porque a maior parte deles foi vacinado com vacinas nacionais e todos os veterinários que cuidaram do Sirius falaram que não recomendam essas vacinas, que consideram o mesmo que dar água.

As outras características são por minha conta mesmo. Eu amo cachorro grande e nunca tive espaço pra ter um. Agora posso, então é claro que eu quero! Não faço questão da cor, mas se for preto vai ser Sirius Black II. Ainda não pensei em nomes alternativos, se for de outra cor ou se for fêmea (aceito sugestões bem criativas), mas o Vítor já andou dizendo que gostaria de Lupin. E em breve vou querer também um gato, sinto muita saudade dos meus que ficaram em Brasília e ainda ajudo a resolver o problema da aparição de uns ratos vindos de um "cortiço" perto da minha casa.

O que vocês acham? Também gostam de animais? Quais as raças (ou preferem adotar um SRD)? Têm sugestões de nomes criativos?

* Para saber mais da história do Sirius, leia a parte I, a parte II e a parte III.

Eu e Vítor no SBT falando de... livro, é claro!



Vocês lembram que a gente ganhou um livro muito legal, que fala tudo o que aconteceu no dia em que a criança nasceu, que é um presente pra lá de legal? (se não lembra ou não viu, clique aqui)

Ontem a noite, no Jornal do SBT, falamos de novo do nosso livrinho! E é claro que o autor, dr. Flávio Orsini, também apareceu e mostrou como é o processo de produção desse presente tão especial. Confiram!

Para assistir ao vídeo, clique aqui

Se você também quer um livro desses pro seu filho ou pra presentear alguém, visite o site www.memoravel.com.br

Aprendendo a ser líder com o Movimento Escoteiro



No final de semana retrasado eu participei de uma atividade no nosso grupo escoteiro que tinha o objetivo de ensinar e relembrar várias técnicas para os jovens. E umas das atividades me chamou bastante a atenção, porque falava sobre liderança. E eu pensei bastante sobre isso, me lembrei do quanto o escotismo foi importante na minha formação, nos meus primeiros passos sobre liderança, sobre o que é ser um bom líder.

Você pode estar se perguntando: o que escotismo tem a ver com liderança? Na verdade, escotismo tem a ver com um monte de coisas que a maior parte das pessoas nem sonha. São diversos valores e potenciais trabalhados com leveza, com ares de brincadeira e diversão, que proporcionam um aprendizado para a vida inteira. Então resolvi que, periodicamente, vou falar um pouco sobre o assunto aqui no blog, pra dismistificar

Bem, mas eu não vou falar com as minhas palavras. Vou colocar aqui um pouco do que o escotista Claudinei Cunha falou no dia do acampamento, já que foi o responsável por essa dinâmica e acredito que as palavras dele sejam mais adequadas, até pra não fugir do contexto do que foi apresentado. Mas coloquei algumas observações e complementos meus, então no fim é um texto a quatro mãos:

Quem pode se considerar um bom líder? E quem vocês acham que é um líder melhor? Quem faz tudo e pronto ou quem consegue delegar as funções? Claro que um bom líder é sempre aquele que consegue delegar para os seus comandados as funções que precisam ser feitas e cuidar para que elas sejam feitas de maneira satisfatória. Surgiu um problema? Ai esta o líder para orientar, motivar e até cobrar a equipe para que tudo aconteça e funcione como uma máquina. E isso inclui comunicar as falhas de cada um (com calma e com educação), porque as pessoas nem sempre enxergam onde erraram. Comunicar as falhas de uma pessoa é dar a ela a chance de fazer novamente do jeito certo.

O bom líder não é aquele que grita mais, que briga mais, ou que é o mais temido. Aliás, o bom líder realmente não é aquele mais temido, afinal, ser temido não é necessariamente ser respeitado. O bom líder deve buscar ser respeitado, e ser, por natureza, o encorajador, o que nunca desanima, aquele que está sempre animado frente aos desafios e dificuldades - tomando cuidado para não cair no estilo "Pollyana".  Nada mais importante do que ter consciência do verdadeiro tamanho da adversidade e não se deixar cair no pessimismo ou derrotismo, incitando assim seus companheiros a fazer o mesmo.

No movimento escoteiro podemos ver vários exemplos de verdadeiros lideres. A primeira pergunta que se faz é: líder dentro do movimento escoteiro é o monitor? O chefe? Sim também são esses. Mas todos os escoteiros e escoteiras são lideres: na sua escola, em suas casas, na comunidade em geral. Com o conhecimento obtido no Movimento, eles podem se sair bem em todos os demais cenários. E normalmente isso acontece naturalmente - quando a pessoa resolve dar um "empurrãozinho" em si mesma. Então devemos aproveitar a grande oportunidade que o escotismo nos dá de aprender a ser um bom líder seguindo o esquema "ver e fazer”. como é ser um bom líder. 

Uma grande pedra de tropeço para um lider é a preguiça. Não se espante, essa é a mais pura verdade, é a preguiça mesmo! Já perceberam quantas coisas deixamos de fazer apenas por preguiça? Aquela vontade de não fazer nada que nos gruda no safá em frente à TV simplesmente não fazendo N-A-D-A. Muitas vezes eu me deixei levar e fiz exatamente isso - nada. Daí vieram todas as coisas que, de alguma forma, fugiam ao meu controle, ou me levaram a alguma situação que não saiu como eu esperava. Na hora culpava a tudo e a todos, menos a mim e a minha PREGUIÇA.  Mas olhando agora com mais atenção, analiso que foi apenas minha vontade de fazer nada, que é a vontade avessa a de ser um grande líder.

Quer ser um bom líder dentro do movimento escoteiro? Não tenha preguiça de ser um.

Quer ser um bom líder na sua profissão? Então não tenha preguiça de ser um! De o exemplo, seja animado, faça o que tiver que fazer (e, falando em trabalho, isso significa um pouco de sacrifício às vezes). Dá trabalho ser um líder, mas com certeza vale à pena.

Tenho certeza que dentro do movimento escoteiro e em todas as patrulhas não existe um jovem sequer que não seja um bom e grande líder. Se você é um bom escoteiro, certamente é um bom líder, uma coisa esta praticamente amarrada na outra. Nem todo grande líder foi (ou é) um escoteiro, mas com certeza todo escoteiro é um grande líder, basta querer.

E, para não deixar nosso discurso sem uma boa "ilustração", segue uma lista de famosos que participaram ativamente do Movimento Escoteiro. Veja só se o que falamos acima não é verdade:

Barack Obama - Primeiro presidente negro dos EUA e oitavo presidente dos EUA que foi escoteiro
Bill Clinton - Ex-presidente dos EUA
Bill Gates - Fundador da Microsoft
Benjamim Sodré - Almirante da Marinha do Brasil, futebolista de Botafogo e América-RJ além de jogar pela Seleção Brasileira de futebol.
Frei Betto - Escritor
Geraldo Alckmin - Governador de São Paulo
Gilberto Dimenstein - Jornalista
Itamar Franco - Ex-presidente e governador de Minas Gerais
Jacques Cousteau - Biólogo francês
J.K. Rowling - Escritora inglesa
José de Alencar - ex-vice presidente da República
Karol Józef Wojtyła - Papa João Paulo II
Juscelino Kubitchek - Ex - presidente
Leda Nagle - jornalista (bandeirante)
Luis Antonio Fleury Filho - Ex-governador de São Paulo
Maria Clara Machado - Escritora (bandeirante)
Neil Armstrong - Astronauta, primeiro homem a pisar na Lua.
Steven Spielberg - Diretor e produtor de filmes
Washington Luiz P. de Souza - Ex-governador de São Paulo e ex-presidente do Brasil

Nossa idade é aquela que escolhemos ter


Qual a sua idade? Você pensa muito sobre isso? Se sente com a idade que tem? A gente estava batendo um papo no twitter sobre isso, eu e minhas amigas Ana Carolina Amado e Rogéria Thompson. Tudo começou com um comentário da Rogéria no blog da Mulher e Mãe, no qual ela falava que tinha feito 40 e eu não acreditei de jeito nenhum. Sabe aquela pessoa super animada, super jovem, por dentro e por fora? Pois é, a Rô é assim. Então qual não foi a minha surpresa quando ela contou que estava meio em crise depois de ter feito aniversário. E ela me sugeriu que eu falasse sobre isso aqui no blog.

Parei pra pensar como é comigo. Mas acho que eu não posso ser referência não, eu não dou menor bola pra idade. Inclusive para a minha. Quando me perguntam quantos anos eu tenho, sempre preciso parar por uns segundos pra pensar antes de responder. As vezes respondo errado, uma vergonha.

Pra mim a idade está na nossa cabeça. Não acredita? Então pensa aí em quantas pessoas você conhece que têm mais de 30 e continuam se vestindo e agindo como se não tivessem chegado aos 18? E quantas pessoas você conhece que agem como se já fosse velhas? Aposto que um monte, não é? Eu não acho que a idade defina a gente, assim como também não nos define a nossa aparência externa, como falei no post de hoje lá do Mulher e Mãe.

Claro que eu posso pensar assim porque tive alguns exemplos fortes disso na minha família. Meu avô materno, aos quase 80 anos, subia o Morro do Careca, em Natal, com um dos netos de 5 anos nas costas, na maior velocidade. Eu e minha irmã nos arrastando atrás, quase morrendo. Com quase 90 ele se separou da mulher (a 2ª, a 1ª era minha avó, que morreu quando eu tinha uns 7 anos) e foi morar com uma outra que tinha a minha idade. Tudo na maior naturalidade do mundo. 

Meu pai sempre teve um pique invejável. Trabalhava a semana inteira, jogava tênis 2 ou 3 vezes por semana a noite, regatas no fim de semana. Fora as milhares de programações extras, como churrascos, pagodes, jogos de futebol e etc. Recentemente, com 60 anos, se aposentou, largou tudo e foi morar no veleiro dele, realizar um sonho antigo. Aí conheceu uma mulher, se apaixonou, foram morar juntos no barco. A grana apertou e ele voltou pra Brasília, passou a dar aulas numa faculdade e ela trabalhando também, capitalizando para voltarem pro barco em 1 ano e pouquinho. Onde estava mesmo escrito que aposentado tem que ficar em casa, de chinelinho e meia, vendo tv e lendo o jornal?

Eu estou com 32 anos. Acho que ainda não cheguei na metade da minha vida. Tenho muitos planos ainda, muitos mesmo. Alguns são pra agora, pra realizar junto com meus filhos ainda pequenos. Mas já tenho outros pra quando eles criarem asas e voarem pra fora do ninho. Tá longe, eu sei. Mas sonhar não custa nada! E eu não quero me sentir inútil quando eu terminar de criar meus filhos! Antes que eles existissem eu tinha uma vida ativa, cheia de hobbies e atividades. Algumas eu parei por um tempo, outras eu parei totalmente. Mas de muitas eu continuo gostando um bocado. Então porque não sonhar em voltar a fazê-las quando eles não precisarem tanto de mim?

Sei que se conselho fosse bom, existiria uma pizza com esse sabor. Mesmo assim, vou dar o meu aqui: tire todos os rótulos da sua vida. Gorda, magra, alta, magra, velha, nova... Essas coisas só te definem se você deixar que te definam. Deixe todas essas coisas de lado e procure um objetivo pra sua vida, um objetivo maior, que preencha sua vida. E junte a isso atividades e hobbies que lhe dêem prazer de viver. Porque a única certeza que todos nós temos é a de que vamos morrer um dia. E pra morrer, basta estar vivo. Não é preciso ser velho. Não são só os gordos que morrem. Qualquer um pode morrer, amanhã mesmo. E sabe o que vai acontecer com todos esses rótulos? Vão apodrecer embaixo da terra, junto com essa embalagem, com esse invólucro que fica ao redor do que realmente somos. O que vai ficar de você aqui na Terra é a pessoa que você foi, as coisas que você fez, o que ensinou para os seus filhos. Essas coisas terra nenhuma vai cobrir, não vai apodrecer. Então, voltando ao tema do post, ser velho ou novo é uma coisa que só depende de você, é sua escolha de como vai encarar a vida.

O que vocês acham? Também têm outras dicas e conselhos sobre o assunto? Comentem aí e vamos gerar um debate bem legal!!

blogagem coletiva de esmaltes - inverno - hippie rua



Faz um tempããããão que eu não participo das blogagens da Fernanda Reali. Mas preciso confessar que muitas vezes pintei as unhas, mas blogar no sábado é impossível pra mim. De manhã eu fico com as crianças e cuido um pouquinho da casa. De tarde vou pra Santos pra atividade escoteira. Quando chego, preciso curtir o maridão, não é verdade?

Então, dessa vez, estou usando uma jogada: pintei as unhas na quinta, tirei as fotos na sexta e agendei o post. Pronto! Enquanto vocês tão me lendo aqui, eu tô lá em Santos, acampando com a "minha" Tropa Sênior e com a Tropa Escoteira...rs


Peço desculpas porque a pintura da unha não ficou 100%. É que essa foi uma semana super corrida e, pra variar, eu pintei as unhas, dei um tempo e fui dormir. Ao vivo não aparece tanto, mas a foto realça os defeitinhos. Mas eu queria participar da postagem, foi assim mesmo.



O tema era uma cor que tivesse a ver com o inverno e uma imagem do mesmo tipo. Então, nada melhor do que o Hippie Rua da Impala, com um casaco bem quentinho!!!

Falando de coisas boas - um lindo quadro das crianças

Pra tirar um pouco o clima de tristeza do blog, vamos falar de coisas boas. Não, não vou falar daquela famosa câmera não! kkkk Vou falar de uma encomenda que eu fiz ao Estúdio Cereja, das minhas amadas amigas Ana Medeiros e Anne Pires e do amado Leonardo Climaco, marido da Ana.

Faz tempo que eu queria transformar uma foto das crianças num quadro. Faz tempo que eu namorava os quadros do Leo. Quando fiquei "acampada" por uma semana na casa deles, fiquei ainda mais apaixonada pelo trabalho que ele faz. Ele é um artista de primeira!

Com o nascimento do Estúdio Cereja, eu tomei coragem e pedi um orçamento. Quando eles me mandaram, não tive dúvidas! Cabia no meu bolso, então pedi logo o meu quadro! E pedi também dois posteres com a mesma pintura, para dar à minha mãe e à minha madrinha. Mas olha, eu não vou ficar aqui fazendo propaganda deles não, porque parece que eu tô puxando o fogo pra minha sardinha. Eu vou é mostrar o trabalho, pra vocês entenderem o motivo pelo qual estou tão animada.

A foto é essa aí embaixo. É a minha favorita, adoro a cara deles, adoro esse céu. Não é lá muito nova, foi tirada em janeiro deste ano, no aniversário do Vítor. Mas eu continuo gostando muito dela.


Agora vejam como ficou o quadro:




E então? Tenho ou não razão para estar feliz da vida?

Você pode ver este e outros trabalhos do Leonardo Climaco no blog dele, clicando aqui.

O último post da trilogia Sirius - a reação do Vítor



Vamos ao último post da trilogia "Sirius Black"? Eu nunca pensei em escrever três posts sobre o assunto, mas já que a demanda foi grande e eu tenho muito a responder, acho que é uma boa fazer aqui. :)

Ontem eu ainda não tinha contado pro Vítor. Eu sabia que ele lidaria bem com o assunto, iria chorar e ficar triste no momento, mas depois ia se distrair com outras coisas. Nesse ponto, ser criança é muito bom. Mas só o fato de ter que ser eu a portadora da notícia, de ter que vê-lo chorar, doia meu coração.
Dei um tempo pra contar, não fui falando logo de cara não. Esperei que ele viesse me perguntar. Principalmente porque quando ele começa a chorar, a Alice também começa, mesmo que ela não tenha a menor idéia do motivo do choro. E do jeito que eu estava emotiva, ter que consolar o Vítor, fazer a Alice fechar o berreiro e não chorar também... dose, né?

Mas acho que termos chorado e conversado bastante sobre o assunto no dia anterior ajudou muito. Quando ele me perguntou do Sirius, eu o sentei no meu colo e expliquei o que tinha acontecido. Disse que eu estava lá quando aconteceu, que ele não morreu sozinho e que eu tinha conseguido despedir dele e agradecer o quanto ele foi legal pra gente.

Ele ficou com os olhos cheios de lágrimas e a voz embargada, mas não chorou muito. Disse que tinha rezado pra ele não morrer. E eu expliquei que ele tava sofrendo muito, que morrer era um descanso pro Sirius, que ele ia parar de sofrer. Mas ele disse: eu tava rezando pra ele ficar bom e parar de sofrer, não morrer. Aí expliquei que nem sempre o que a gente quer é o melhor.

E emendei logo na história do céu dos cães, de como tudo lá é muito legal, de como eles esperam por nós, de como eles ficam felizes lá. Aproveitei também a idéia da minha amiga Ligi, de fazer uma homenagem e fiz a proposta pra ele. A princípio ele ficou meio indeciso, me pedindo sugestões. E eu falei umas 3 ou 4 coisas diferentes, então ele escolheu fazer um desenho e ficou lá, mais de meia hora caprichando. 

Foi um desenho muito  lindo! Ele fez o céu dos cães, com um lindo gramado verde e vários cachorros correndo (até umas linhas atrás dos cachorrinhos, pra dizer que estavam correndo...rs), céu azul e sol brilhando. E numa nuvem ele escreveu: De: Vítor Para: Sirius. Eu ia fotografar e colocar aqui no post, mas como estou no trabalho, não deu tempo. Está colado na porta do guarda roupa dele.

Logo depois ele se distraiu com outra coisa e era o mesmo Vítor de sempre. De vez em quando ele vinha me perguntar alguma coisa, como por exemplo que estava triste por não ter comprado o casaco preto escrito "Segurança", se a gente podia comprar o dia que tivesse outro cachorro. Mas depois de respondida a pergunta, ele ia embora brincar de novo.

Na hora de dormir, ele me disse que ia rezar pra Deus receber bem o Sirius lá no céu. E eu concordei e falei que era isso mesmo, que isso era uma ótima coisa a se fazer. E pronto, nossa vida continua...

O dia de dar adeus a um pequeno amigo canino

O dia em que adotamos o Sirius, foto tirada na feira

É, amigos. Infelizmente, hoje de manhã o meu pequeno Sirius Black nos deu adeus. Agradeço a todos vocês que leram e comentaram. Aqui, no twitter e no facebook. A força de vocês foi essencial pra que eu tivesse ânimo pra aguentar todo o processo. Porque a gente sabe que dá conta, mas fraqueja e as vezes duvida se vai conseguir mesmo. Mas se temos amigos como vocês, a gente busca força do fim do mundo pra continuar. Eu tenho até vergonha porque não consegui responder um por um, principalmente no twitter. Mas foi tudo tão conturbado hoje que realmente não deu. Vou contar o que aconteceu.

Ontem a noite consegui que a ONG que fez a adoção pra gente, ficasse com o Sirius pra fazer o tratamento dele. Porque nesses dois dias gastei mais de R$ 500,00 com ele, só Deus sabe quanto mais ainda iria gastar. E eu realmente não tenho de onde tirar esse dinheiro, não é má vontade. Quem acompanhou nossa trajetória sabe que ainda estamos engatinhando no nosso recomeço, ainda estamos vivendo totalmente sem luxos. Mas estamos felizes por poder recomeçar.

Foto mal tirada de webcam, eu e ele acompanhando o facebook :)
Mas voltando ao assunto, conseguimos o tratamento. Só que teria que levá-lo de manhã, mas no fim da noite (depois que publiquei o post) ele voltou a piorar. Teve mais episódios de epilepsia, voltou a não se alimentar, voltou a ficar fraco e hipotermico. Resultado: precisei interná-lo num hospital veterinário 24 horas. E lá a veterinária foi muito clara: não sabia se ele resistiria a aquela noite. Saímos de lá muito tristes e, pela primeira vez, a ficha do Vítor caiu. Ele chorava e dizia: mãe, meu amigo vai morrer? Dá pra imaginar meu coração como ficou? Pois é...

Chegando em casa conversei muito com ele. Expliquei que o Sirius estava sofrendo muito, que as vezes era melhor ele descansar do que ficar passando pelo que estava passando. Que se ele morresse, ele iria pro céu dos cachorros, que era um lugar muito legal pros cachorrinhos, super divertido. E o Gustavo ajudou dizendo que, como nenhum cachorro é mau, todos vão pro céu e que lá tem tudo o que eles mais gostam. (Aliás, a Calu me mandou uma história linda, a do arco-íris, leiam aqui)

Você resistiria a esse olhar pidão? :)
Hoje pela manhã eu iria levá-lo para a clínica indicada pela ONG. Então, liguei para o hospital e avisei que iria buscá-lo. No início da madrugada eu tinha falado com a veterinária, que tinha me avisado que o exame de sangue tinha indicado que ele estava profundamente anêmico, que talvez precisasse de transfusão e que tinham encontrado um vírus, não se sabia qual. Mas que ele estava estável, apesar de "caidinho". Ao chegar lá me avisaram que ele tinha apresentado vários episódios de epilepsia, mas que os medicamentos tinham estabilizado a situação. E que estava preparado para ir comigo.

Entrei na salinha, ele estava deitadinho na gaiola. Falei com ele e logo depois a veterinária diz: opa, ele está ficando com a respiração muito fraquinha! E logo depois: ele parou de respirar! Aí fizeram ressuscitação cardíaca e respiratória, por um tempo que eu não sei dizer qual foi. Pra mim foi uma eternidade! Fui pra um canto, chorando silenciosamente, pra não ficar no caminho e não atrapalhar o trabalho deles.

Enfim ele retornou. E ela me disse: ele voltou, mas provavelmente vai parar de novo. Eu posso fazer esse procedimento, mas você precisa me dizer até quando você quer que eu faça. Aí eu pedi pra que ela não fizesse novamente. Na verdade, eu queria ter parado da primeira vez, mas não quis interferir no trabalho dela. Acho isso tão invasivo, demais! Ele estava cansado, debilitado, precisando descansar! Não queria que ele sofresse mais! Eu disse a ela que não gostaria que fizessem isso nem comigo, não queria que fizessem com ele também. E perguntei se eu poderia me despedir dele. Ela mais do que prontamente me deixou a sós com meu pequeno pretinho.

Eu falei pra ele: "Oi meu amor, mamãe tá aqui. Você foi um amigo maravilhoso, um companheiro maravilhoso pra gente. Te amamos muito. Agora você pode descansar, que está tudo bem, eu estou aqui do seu lado. Descansa que a mamãe tá aqui". E ele morreu... 

Isso aconteceu há mais de 7 horas eu ainda choro ao escrever. Porque eu tenho a nítida impressão de que ele estava me esperando...

Lindo demais, sem comentários!

O Vítor ainda não sabe. Deixei pra contar quando ele chegasse da escola, achei melhor assim. Sei que ele vai chorar, vai ficar triste, mas vai superar. Crianças têm uma capacidade maravilhosa de superar essas coisas. Também sei que ele precisa aprender a lidar com esse tipo de coisa, faz parte da vida. Mas eu sou mãe, né gente? Sou de carne e osso, mas tenho coração e sentimentos. Só de pensar na hora de contar isso pra ele eu já me arrepio toda. Eu sei que vou me sair bem, mas mesmo assim gostaria de nunca ter que fazer isso.

Mais uma vez muito obrigada por toda a força que vocês me deram. Parece algo tão simples, um cachorrinho que morreu. Mas esses bichinhos entram na nossa vida de uma forma inexplicável, alteram nossas rotinas, aquecem nossos corações. Principalmente pra quem, como eu, era a principal responsável por ele. E vocês foram de uma compreensão inimaginável! Muito obrigada!

Depois que passar o meu luto eu vou sim procurar um novo amigo pra gente. Mas agora, por causa da suspeita do vírus (que pode ser de cinomose), teremos que procurar um mais velho. Aliás, acho até melhor, pois estará menos vulnerável e mais resistente. Mas esse é um próximo passo, pra um futuro. Não muito distante, mas futuro...

O susto que o Sirius nos deu

Foto do Sirius Black uma semana após ter chegado lá em casa, cerca de um mês atrás
Eu nem consegui passar aqui pra contar que temos um novo amigo em casa, o cãozinho Sirius Black, de 3 meses, lindo vira lata vindo de uma feira de adoções. E agora, que ia contar isso, acabo vindo contar que ontem passei por uma situação completamente nova (e aterradora) pra mim: ver meu cachorro a beira da morte.

Eu normalmente arrumo as crianças e coloco na van escolar. Aí vou arrumar a casa, colocar umas roupas pra lavar, fazer algo que precise, tomo banho, dou ração e água pro Sirius, abro a porta pra ele ir pro quintal (não deixo que ele fique solto a noite ainda) e vou pro trabalho. Mas ontem era meu dia de postar no blog da Mulher e Mãe e lá no escritório tem estado bem barulhento ultimamente, o que me tira a concentração. Então eu resolvi fazer o post em casa, publicar, divulgar no twitter e só depois ir pro trabalho.

No dia anterior o Sirius teve diarréia e estava meio xoxinho. Eu até tinha pensado que se ele continuasse molenga assim eu ia levá-lo ao veterinário de novo. E ainda pensei: ele ainda está com vermes. E de manhã cedinho ele ainda estava meio xoxo. Quando eu terminei de fazer o post e a divulgação, me arrumei pra sair e fui dar uma última olhada nele. E tive o maior susto do mundo: ele estava caído embaixo do tanque, com os olhos estatelados, imóvel. Desesperei e pensei: ai meu Deus, ele morreu!! Olhei direito e vi o peito dele mexendo. Corri e puxei meu pequeno, ele tinha feito cocô e caído em cima, coitado. Comecei a limpar, mas parei na hora, era melhor socorrer imediatamente. Corri feito louca, peguei uma toalha, enrolei o bichinho, coloquei no carro e vooei pro veterinário.

Ele estava em choque. Foram duas horas pra reanimá-lo, com soro aquecido, bolsas de água quente e secador em cima. Achar a veia dele foi uma novela, de tão desidratado que ele estava! E a gente se perguntando se tinha sido veneno ou vermes, nunca me senti tão culpada na vida, eu devia ter olhado melhor se não tinha mesmo nenhum resquício de veneno de rato antes de trazê-lo pra casa e tal. Mas no fim não foi veneno. Com o resultado do exame de fezes que recebemos hoje, ele está com um "primo" da giárdia, que a vet me falou o nome mas meu cérebro cansado não registrou. Pra mim basta saber que é um protozoário e que estamos fazendo o tratamento correto.

Enfim, ele passou o dia todo no vet e quase precisou ser internado, principalmente pq convulsionou no início da noite. Mas graças a Deus estabilizou e não precisou, pode passar a noite em casa (eu levantando pra dar remédios de madrugada e verificar se continuava tudo bem). Eu fiquei com tanto medo dele passar frio de noite que enchi a cama dele de bolsas quentes (tudo improvisado: garrafas pet, luvas descartáveis, balões, etc), acho até que ele sentiu calor. Mas como ontem fez muito frio (algo em torno de 6º), melhor sentir calor mesmo.

E aí vem a parte que eu quero mais compartilhar com vocês, porque eu realmente não sabia disso. O que aconteceu com ele foi que ele tinha uma grande quantidade de vermes (já veio assim quando eu o adotei). Quando eu o levei ao vet e ela me passou uma dose leve de vermífugo, para ser dado em 3 dias, deixar passar 10 dias e dar por 3 dias novamente. Quando eu terminei de dar essa segunda dose, os vermes morreram. E quando eles morrem, liberam uma grande quantidade de toxinas e isso é capaz de matar um filhote. Algo do tipo "ruim com eles, pior sem eles". Eu não sabia disso e fiquei muito chocada em saber!

Agora o meu filho peludo está passando o dia na vet e indo dormir em casa. Não confiei deixá-lo sozinho em casa, sem um olhar atento pra ver como ele está. Está melhorando devagarzinho, o que é normal pra um bichinho de 3 meses que quase entrou em coma. Mas ficou com sequelas neurológicas, que ainda não sabemos quais são. A boa notícia é que como ele é bem jovem, com as medicações certas essas sequelas podem regredir bastante.

Se Deus quiser, ele vai ficar bom logo logo e voltar a roubar minhas meias pra roer na cama dele...

Crianças e celulares




Eu sou contra crianças da idade do Vítor terem celular. Enquanto eu estiver no meu juízo normal, eu não vou com ele a uma loja de celulares e sair de lá com um aparelho novo, não interessa o preço que ele custe. Não acredito que isso seja uma necessidade para crianças, principalmente porque eu sei onde ele está o dia inteiro e, se tiver alguma emergência e eu precise falar com ele, sei onde posso ligar. Nem vou entrar na discussão da saúde e bla bla bla, porque tudo isso é muito vago e ainda não existem estudos convincentes sobre o assunto. Pelo menos não pra mim.


Vítor é louco por tirar fotos e fazer filmes pelo celular (na câmera também). E também adora os joguinhos. Aliás, ele adora todas as funcionalidades de um celular, mas não dá a mínima bola para o objetivo real de um celular: fazer e receber ligações.

Eis que minha mãe trocou o aparelho dela por um mais novo e me perguntou se podia dar o velho pro Vítor ficar fazendo fotos, filmes, jogando e tal. Eu concordei. Quando chegou aqui, descobrimos que o aparelho não funciona sem um chip e o que eu tenho já perdemos os códigos PIN, PUK e assemelhados. Então, lá foi minha mãe (vó é uma coisa) comprar um chip novo pro Vítor. Na hora de pagar, ela se embananou e colocou R$ 10,00 de créditos pra ele. E foi aí que o menino descobriu as mensagens de texto...

Estamos há 3 meses morando longe da família. Ele, mais do que todos nós, sente muita falta da dinda, do avô e da vovó. Até a Alice nascer, ele era a única criança da família, dá pra imaginar o quanto era (e ainda é) paparicado, né? Então comecei a gostar do fato dele ter um celular, pra falar com a família e matar a saudade. Mas é claro que, como tudo naquela casa, defini algumas regras:

1 - Nada do celular ir pra escola (o que ele contra argumentou que na escola dele é proibido. E o Vítor é assim: se é proibido, ele morre mas não faz)

2 - Nada de enviar ou responder uma mensagem sem me consultar antes.

3 - Quer recarregar? Tudo bem, mas com o dinheiro da mesada dele.

4 - Desligar durante a noite e durante o dia (quando ele está em casa) deixar com o volume baixo.

Acho que é isso, basicamente. Se aparecer alguma outra situação, vou criando outras regras. De qualquer modo, o celular tá mais pra qualquer tipo de aparelho, menos um celular. Ele grava o que a gente fala e fica reproduzindo, tira foto de tudo, filma, aprendeu a fazer uma gravação e atrelar ao toque do alarme, programa pra tocar na hora de acordar... uma beleza! rs

E vocês, o que acham de celulares para crianças?
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