Nossa idade é aquela que escolhemos ter


Qual a sua idade? Você pensa muito sobre isso? Se sente com a idade que tem? A gente estava batendo um papo no twitter sobre isso, eu e minhas amigas Ana Carolina Amado e Rogéria Thompson. Tudo começou com um comentário da Rogéria no blog da Mulher e Mãe, no qual ela falava que tinha feito 40 e eu não acreditei de jeito nenhum. Sabe aquela pessoa super animada, super jovem, por dentro e por fora? Pois é, a Rô é assim. Então qual não foi a minha surpresa quando ela contou que estava meio em crise depois de ter feito aniversário. E ela me sugeriu que eu falasse sobre isso aqui no blog.

Parei pra pensar como é comigo. Mas acho que eu não posso ser referência não, eu não dou menor bola pra idade. Inclusive para a minha. Quando me perguntam quantos anos eu tenho, sempre preciso parar por uns segundos pra pensar antes de responder. As vezes respondo errado, uma vergonha.

Pra mim a idade está na nossa cabeça. Não acredita? Então pensa aí em quantas pessoas você conhece que têm mais de 30 e continuam se vestindo e agindo como se não tivessem chegado aos 18? E quantas pessoas você conhece que agem como se já fosse velhas? Aposto que um monte, não é? Eu não acho que a idade defina a gente, assim como também não nos define a nossa aparência externa, como falei no post de hoje lá do Mulher e Mãe.

Claro que eu posso pensar assim porque tive alguns exemplos fortes disso na minha família. Meu avô materno, aos quase 80 anos, subia o Morro do Careca, em Natal, com um dos netos de 5 anos nas costas, na maior velocidade. Eu e minha irmã nos arrastando atrás, quase morrendo. Com quase 90 ele se separou da mulher (a 2ª, a 1ª era minha avó, que morreu quando eu tinha uns 7 anos) e foi morar com uma outra que tinha a minha idade. Tudo na maior naturalidade do mundo. 

Meu pai sempre teve um pique invejável. Trabalhava a semana inteira, jogava tênis 2 ou 3 vezes por semana a noite, regatas no fim de semana. Fora as milhares de programações extras, como churrascos, pagodes, jogos de futebol e etc. Recentemente, com 60 anos, se aposentou, largou tudo e foi morar no veleiro dele, realizar um sonho antigo. Aí conheceu uma mulher, se apaixonou, foram morar juntos no barco. A grana apertou e ele voltou pra Brasília, passou a dar aulas numa faculdade e ela trabalhando também, capitalizando para voltarem pro barco em 1 ano e pouquinho. Onde estava mesmo escrito que aposentado tem que ficar em casa, de chinelinho e meia, vendo tv e lendo o jornal?

Eu estou com 32 anos. Acho que ainda não cheguei na metade da minha vida. Tenho muitos planos ainda, muitos mesmo. Alguns são pra agora, pra realizar junto com meus filhos ainda pequenos. Mas já tenho outros pra quando eles criarem asas e voarem pra fora do ninho. Tá longe, eu sei. Mas sonhar não custa nada! E eu não quero me sentir inútil quando eu terminar de criar meus filhos! Antes que eles existissem eu tinha uma vida ativa, cheia de hobbies e atividades. Algumas eu parei por um tempo, outras eu parei totalmente. Mas de muitas eu continuo gostando um bocado. Então porque não sonhar em voltar a fazê-las quando eles não precisarem tanto de mim?

Sei que se conselho fosse bom, existiria uma pizza com esse sabor. Mesmo assim, vou dar o meu aqui: tire todos os rótulos da sua vida. Gorda, magra, alta, magra, velha, nova... Essas coisas só te definem se você deixar que te definam. Deixe todas essas coisas de lado e procure um objetivo pra sua vida, um objetivo maior, que preencha sua vida. E junte a isso atividades e hobbies que lhe dêem prazer de viver. Porque a única certeza que todos nós temos é a de que vamos morrer um dia. E pra morrer, basta estar vivo. Não é preciso ser velho. Não são só os gordos que morrem. Qualquer um pode morrer, amanhã mesmo. E sabe o que vai acontecer com todos esses rótulos? Vão apodrecer embaixo da terra, junto com essa embalagem, com esse invólucro que fica ao redor do que realmente somos. O que vai ficar de você aqui na Terra é a pessoa que você foi, as coisas que você fez, o que ensinou para os seus filhos. Essas coisas terra nenhuma vai cobrir, não vai apodrecer. Então, voltando ao tema do post, ser velho ou novo é uma coisa que só depende de você, é sua escolha de como vai encarar a vida.

O que vocês acham? Também têm outras dicas e conselhos sobre o assunto? Comentem aí e vamos gerar um debate bem legal!!

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