Como o escotismo influencia a vida das pessoas - depoimento de Claudinei Cunha

Hoje temos mais um convidado especial aqui no blog, mais um que vai falar sobre como o escotismo influenciou a vida dele. O Claudinei é um cara muito bacana, chefe do grupo escoteiro do qual faço parte atualmente, desde que me mudei pra São Paulo. Sempre achei a história dele muito legal, porque toda a família faz parte do Movimento, mesmo sem que ele ou a esposa tenham sido escoteiros durante a infância. Seja bem vindo ao blog, chefe Claudinei!

 "Me chamo Claudinei e sou chefe da Tropa Escoteira Mista Xingu (mista porque hoje temos meninos e meninas também), com jovens de 11 a 15anos.

Eu não  sabia nada sobre escoteiros exceto que usavam uniforme e tinha todos os “achismos”  (é achismo mesmo, você acha que sabe, mas não sabe nada) que ao longo dos anos colocamos na cabeça. Isso ate meus 40 anos. Foi quando, fazendo uma compra de final de semana, vi no estacionamento do Supermercado aquele monte de jovens de uniforme fazendo o que me parecia ser uma exposição com barracas, pioneirias  e etc. Claro que tinha que ir lá e ver do que se tratava! Eram os escoteiros do 11º Grupo de Escoteiros do Mar Carmo. Conversei um pouco e fui convidado a ir em sua sede, que não é longe de minha casa. Como tenho 3 filhos  (14, 13, 10 anos) lá estava eu no próximo sábado com os 3, fiquei para ver do que se tratava:  o que fazem?  Ensinam o que?  Qual a filosofia? Com que tipo de gente meus filhos vão acampar?

Gostei do que vi,  do grupo, das pessoas, da filosofia de Baden Powell , ficamos!!!! Sempre ia levar as crianças nas tardes e como estava por lá, ajudava no que dava e no que sabia fazer. Fiquei sabendo que um cara como eu de 40 anos podia sim ser um escotista (escotista e não escoteiro! Tem diferença). Fui convidado a fazer parte da Chefia da Tropa Escoteira, pelo qual me apaixonei logo. Vieram os cursos Preliminares e Básico de Chefia, para poder entender e se aperfeiçoar dentro do escotismo.


Mas mesmo assim a família não estava completa lá! Faltava minha esposa Nilza, que ficava sozinha em casa nas tardes de sábado e em dias de acampamento. Depois de alguma resistência, ela resolveu dar uma chance e fazer uma visita ao grupo, visitinha simples sem nenhum compromisso claro! E logo estava formada nossa família escoteira, comigo na Tropa Escoteira, minha filha mais velha comigo, meus outros dois na Alcateia (os menores são chamados de Lobinhos) e minha esposa na Chefia da Alcateia. Está sendo um tempo de muito aprendizado, amizade, bons momentos juntos, e muito mais que aqui no computador eu não poderia descrever, só tentar!

É, não tive a oportunidade de ser um Escoteiro como meus filhos tem agora, mas sim, tive a chance de estar com eles agora e aproveitar tudo que o escotismo tem de melhor: a VIDA. Isso mesmo, vida sim, vida ao ar livre, na chuva, no mato, nas trilhas, na praia, rindo com eles, aprendendo, ensinando, tentando mostrar para esses jovens que PRA SER O MAIOR FAZER O MELHOR! E vá! Nem é assim tão difícil, e é bem divertido também.

SEMPRE ALERTA PRA SERVIR!
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