Diálogos Alicianos


Não sei se eu já comentei, mas Alice agora não quer mais "monologar". Ela agora quer respostas a tudo que ela fala, nem que seja a gente repetindo o que ela disse. Isso, para ela, significa que a gente entendeu exatamente o que ela quis dizer. E eu já vi esse filme antes...rs (será que todas as crianças são assim, ou só as minhas?).

O último diálogo foi agora há pouco. A chupeta em cima do encosto do sofá, ela no meu colo, no outro sofá.

- Mamãe! Pepeta!!

- Tá ali, Alice. Vai lá pegar.

- Aice não. Mamãe vai.

(Aice = Alice)

- Eu não vou pegar, Alice. Vai lá você;

- Aice não, mamãe só.

(a essa altura eu já estava morrendo de rir, né?)

- A mamãe não vai, tá ali pertinho, pode ir pegar.

Ela pensa um pouco, olha e solta:

- Aice não, mamãe não, papai vai. Papaaaaaaaaaaaaiiiiiii

(bem, se nenhuma de nós duas vai, alguém tem que resolver este impasse)

- Alice, seu pai está no banheiro! Toma vergonha, filha! A chupeta está logo ali!

Ela olha, olha e decide:

- Aice vai.

Pronto, fim do dilema!

Receitinhas práticas e muito gostosas - Cozinha Experimental da Nestlé

Uma manhã muito agradável com pessoas maravilhosas! Foto by Alan Teixeira

Ontem participei - finalmente - de um evento na Cozinha Experimental da Nestlé. Já era o terceiro ao qual eu fui convidada, mas nos dois primeiros aconteceram imprevistos e, na última hora, eu não pude ir.Dessa vez eu não podia perder por nada nesse mundo (nem mesmo pelo GPS que me ensinou um caminho muito doido, nem mesmo por eu ter perdido a entrada de uma ponte e ter andado 10 km a mais por causa disso).

Dra. Ana Tereza preparando mousse de banana. Foto by Alan Teixeira
Desta vez o assunto foi "Prevenção de doenças futuras com pratos saborosos". O encontro foi conduzido pela dra Ana Tereza Londres, especialista em nutrologia pediátrica, além de ter experiência em gastronomia pelo Le Cordon Bleu, na França. Depois eu vou publicar aqui, em outro post, o texto "Dez passos para uma alimentação saudável", que ela debateu com a gente lá e é ótimo! Hoje vou dividir com vocês duas das receitas que fizemos ontem, as duas são doces e deliciosas!!
Gelatina de frutas - laranja lima

Ingredientes:

1 c.chá(5g) de gelatina em pó incolor
1 pote de polpa frutas para bebê sabor laranja e mamão 120 mL
Suco de 2 laranjas lima, coado, cerca de 100 mL
2 c.sopa (30mL) de água filtrada

Preparo:

Hidratar a gelatina com a água e levar ao microondas por 15 segundos
Misturar o suco, a polpa de frutas e a gelatina dissolvida.
Distribuir em potinhos.

Esta quantidade dá para 3 porções de 80-90 mL


Mousse de Fruta (Mamão ou banana)


Ingredientes:
1 banana prata ou ½ mamão
½ copo de leite (o mesmo que a criança toma)
1 ou 2 colheres de sopa de cereal infantil (mucilon ou neston) – esta quantidade vai depender da consitência.

Preparo:

Bater a fruta no liquidificador com um pouco de leite e acrescentar o cereal.
Oferecer de colher.


Vítor e a conquista de especialidades

Constantemente as pessoas me perguntam o que fazemos no escotismo. É difícil responder resumidamente, porque fazemos muitas coisas, em diversas áreas. A missão do escotismo é ajudar a construir um mundo melhor, onde as pessoas se realizem como indivíduos e desempenhem um papel construtivo na sociedade.

Tudo bem, as palavras são muito bonitas, mas você vira e me pergunta: como? Eu poderia falar horas sobre como trabalhamos com o sistema de educação não formal, mas eu prefiro demonstrar com exemplos. Quer jeito mais simples de entender? Eu, particularmente, acho que assim é muito mais fácil. Então eu posso falar de como o meu filho está se tornando um individuo que, em algum tempo, estará apto a desempenhar um papel construtivo na sociedade.

Como vocês sabem, o Vítor tem 7 anos, completa 8 em janeiro. Então ele é um lobinho, o ramo do escotismo que abrange crianças entre 6,5  e 11 anos. Existem diversas etapas a serem passadas por eles nessa fase, mas não vou falar delas agora. Vou falar do sistema de especialidades. A Especialidade Escoteira é uma conquista pessoal que indicam o conhecimento de determinado tema por certo escoteiro. As especialidades são concedidas em três níveis, diferenciados pelas seguintes cores:

    Nível 1: Amarelo
    Nível 2: Verde
    Nível 3: Grená


Para obter uma especialidade no nível 1, é preciso cumprir 1/3 dos requisitos. Ou seja, se houverem 9 requisitos, basta cumprir 3. Se houverem 12, é preciso cumprir 4, e assim em diante. Para obter o nível 2, são necessários 2/3 dos requisitos, e para o nível 3, todos os requisitos. Existem cinco ramos de conhecimento para as especialidades e as mesmas são necessárias para diversas conquistas escoteiras.


Enfim, voltando ao caso do Vítor, ele está empolgadíssimo com a idéia de tirar suas especialidades. Então, desde domingo que estamos debruçados no computador lendo e relendo todos os 5 ramos, todas as especialidades, para encontrar uma que ele consiga tirar direitinho. A primeira coisa que ele aprendeu é que especialidade não se ganha sem merecer, não é de graça. Ao ler os requisitos, ele viu que não seria assim, de mão beijada. Então está arregaçando as mangas e indo atrás, para se fazer merecedor (e eu aqui me enchendo de orgulho).

A primeira que ele decidiu tirar, por achar que tem mais requisitos pra isso, é a especialidade de babá. Como ele acompanha bastante os cuidados com a Alice, desde que ela nasceu, ele sabe mesmo bastante coisa. Olhem os requisitos:

BABÁ   
1- Saber os telefones de emergência de sua localidade.
2- Descrever regras de segurança a serem observadas quando cuidando de crianças e bebês.
3- Saber os cuidados de higiene a observar no trato com crianças e bebês.
4- Ter noções básicas de primeiros socorros.
5- Saber trocar a fralda de um bebê.
6- Preparar uma mamadeira.
7- Distrair duas crianças, por mais de quatro horas.
8- Saber lidar com doenças infantis mais comuns.
9- Trabalhar como voluntário durante, no mínimo, cinco períodos, totalizando 20 (vinte) horas, em uma creche, escola maternal ou jardim de infância, descrevendo o seu funcionamento.
Lembrando que, para obter o primeiro nível é preciso cumprir 1/3 dos requisitos. O item 1 ele sabe direitinho. O item 2 ele sabe mais ou menos, mas já foi correndo pegar um livro meu que fala sobre o assunto e está lendo com afinco (mais orgulho). O item 3 ele também sabe direitinho. O item 4 ele não sabe muito não. O item 5 ele já sabia a teoria, mas de ontem pra hoje já trocou a fralda dela duas vezes, direitinho. O item 6 ele também sabia na teoria, tanto que sempre ensina para a minha mãe quando ela vem aqui. Mas também já se ofereceu para fazer hoje, inclusive fez serviço completo: lavou a mamadeira primeiro e depois fez o leitinho. Os itens 7, 8 e 9 eu acho muito complexos para uma criança da idade dele. Mas, se formos avaliar, ele está cumprindo com 2/3 dos requisitos e pode tirar a especialidade de nível 2. Mesmo assim, vou deixá-lo se dedicar um pouco mais aos item 2, só pra dar uma valorizada na conquista.

E vocês precisam ver que mudança isso deu aqui em casa. Até ele decidir que ia tirar essa especialidade, tudo era motivo de briga com a Alice. Era só um olhar mais demoradamente para o outro que rolava rosnados. Agora ele anda todo solícito com ela, ajuda a subir a escada, tem mais paciência para brincar e aturar as chatices de irmã mais nova. Claro que eu não acho que isso vá durar para sempre, afinal de contas eles são crianças e são irmãos, o que significa que vai mesmo rolar muita desavença ainda por aqui. Mas se restar um pouquinho desse esforço aí, só dele se esforçar, para mim já está valendo muito!
Aí você pode me perguntar: mas qual a utilidade de uma criança dessa idade saber isso? Eu vejo muitas! Primeiro que, mesmo que daqui a 20 anos ele não se lembre mais como troca uma fralda, ele não vai ser totalmente leigo no assunto, é como andar de bicicleta, a gente perde o jeito mas não esquece totalmente. Me diz aí, quantos homens vocês conhecem que, antes de terem o primeiro filho, já sabiam trocar uma fralda ou fazer uma mamadeira? Segundo que saber os telefones de emergência é sempre muito mais do que útil, é essencial. Terceiro que uma criança saber as regras de segurança para quando se tem crianças menores é especialmente vantajoso. Ela assume o papel de quem ensina, então ela também aprende. O que significa que o risco dela se envolver em uma situação perigosa reduz consideravelmente. Tem algumas outras utilidades por aí, mas acho que vocês já entenderam o meu ponto de vista.

Ele escolheu ainda outras duas especialidades para tirar, Jornalismo e Artesanato, mas como decidimos começar por essa, vou deixar para contar das demais em outra ocasião. E prometo vir aqui contar e mostrar com fotos quando ele receber o distintivo, tá?

Disconnect to Connect (Desconectar para Conectar)

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Quando vi esse vídeo, fiquei pensativa. Principalmente na parte do pai com a filha. Muitas vezes eu aproveito que as crianças estão brincando para dar uma fofocadinha no twitter e no face. De um tempo para cá tenho diminuido as vezes em que faço isso, principalmente por causa da Alice que chega em casa querendo toda a atenção do mundo e morrendo de saudade, grudando mesmo. Agora acho que vou me policiar ainda mais...

Minha Gelatina Dr. Oetker - Testamos

Normalmente, as crianças adoram gelatina, não é?

[Eu digo normalmente, porque depois que vi como o Vítor é chato para comer e não gosta de coisas que, geralmente, todas as outras crianças gostam, nunca mais generalizo nada. Mas, nesse caso, ele gosta sim (e muito!) hehehe]

Como eu ia dizendo, como a maioria das crianças, o Vítor e a Alice A-D-O-R-A-M gelatina. Aliás, costumo dizer que esse é um dos itens que, se eu deixar, Alice come compulsivamente (os outros dois são jujuba e uva). É raro o dia em que ela não abre o armário da cozinha, pega uma caixa de gelatina e anda atrás de mim dizendo: tatatina! Tatatina, mamãe!! (O que não quer dizer que eu dê gelatina a eles todos os dias, claro)

Enfim, como eu disse em um outro post lá atrás, se a gente pode dar algo que os nossos filhos gostam, sabendo que esse "algo" está mais saudável, isso fica ainda melhor. E o caso da gelatina é assim. Não vou entrar no fundo das discussões sobre o teor nutricional e na verdadeira natureza saudável deste produto. Eles comem as gelatinas tradicionais, do jeito que elas são.

Então, fiquei muito feliz quando soube do lançamento da Dr. Oetker, uma linha de gelatina inteiramente voltada para o público infantil. A "Minha Gelatina" não contém adoçantes artificiais (eles utilizam açúcar orgânico), é colorida naturalmente e é composta por polpa de frutas e vegetais, além de conter vitaminas e minerais (A, D, B1, B2, B6, Ferro e Zinco).


Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o fato que citei ali em cima, dela ser composta por polpa de frutas e de vegetais. Achei isso muito interessante, pois acrescenta à sobremesa as vitaminas de vegetais que as crianças normalmente rejeitam, sem que elas percebam que estão ingerindo isso.

Levei dessa gelatina para o aniversário da Alice, todas as crianças comeram direitinho (mas ainda acho que a Alice foi a campeã. Não tinha uma hora que eu olhasse para ela que não estivesse com um copinho desses na mão...).

Esse foi mais um produto que testamos lá em casa e foi aprovado. E vocês, o que acham?

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Para quem quiser mais informações sobre a Minha Gelatina, basta clicar aqui http://bit.ly/oYG7JJ

Minha vida entrou em looping

 
Atualmente, minha vida está no meio do caos. Funciona mais ou menos com uma bola de neve, ou um looping, se preferir. É assim: a Alice e eu ficamos doentes. Ela dorme mal, eu também. Em certa altura da madrugada, cansada e fazendo qualquer negócio pra dormir pelo menos 30 minutos direto, eu cato a bichinha e coloco pra dormir comigo, na cama, num colchão no chão, em qualquer lugar. Daí, como dormi mal de noite, durante o dia eu me divido em duas fases: de manhã estou tão passada de sono que parece que estou vivendo um sonho. De tarde tenho enxaqueca. Quando vejo que a enxaqueca não vai mesmo passar, tomo um comprimido. Duas horas depois, a enxaqueca ainda não passou, então eu tomo outro. A essa altura já é fim da tarde e eu estou no agitadissima pela cafeína dos comprimidos, mas completamente exausta. Faço o que posso de noite em casa (porque estou exausta) e não consigo dormir cedo (por causa da cafeína dos comprimidos). Aí durmo mal novamente por causa da Alice e o resto você já sabe.

Privação do sono é uma das piores coisas que o ser humano pode sofrer, vai por mim. Aliás, acho que tortura física é coisa muito ultrapassada. Se você quer mesmo torturar uma pessoa, deixe-a sem dormir por dois ou três dias e ela te conta qualquer coisa, qualquer coisa mesmo! Claro que eu não cheguei a níveis extremos, mas mesmo assim estou ficando um caco. Não vou nem comentar a cara horrorosa que eu tenho exibido diariamente no trabalho. Vou só te contar uma coisinha que aconteceu ontem: eu estava esgotada e Alice grudadissima em mim, como sempre. Já que arrumar a casa e fazer janta não ia rolar mesmo, subi pro meu quarto, deitei na minha cama, liguei a tv e soltei a ferinha. Ela subia e descia da cama a cada 30 segundos. Em certo ponto, não sei quanto tempo depois, eu acordo. Gustavo parado na porta me olhando, Alice abraçada comigo dormindo e Vítor se escondendo do Gu embaixo do meu edredon. Pergunta se eu vi tudo isso acontecer, pergunta...

Mas não precisam se preocupar, que eu não corro o risco de começar a ver seres extraterrestres entrando na minha casa e nem passarinhos verde invadindo a Terra não. Graças a Deus a Alice está melhor da gripe e já estou em processo de desacostumá-la a mudar de cama durante a noite. Além disso, meu cansaço extremo me ensinou a falar pro Gustavo de madrugada: "sua filha tá chorando, vai lá", o que me descansou um bocado, então acho que em alguns dias eu tô nova. Mas não pronta pra outra.
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