Quebrando paradigmas - minha primeira tatuagem


Já faz tempo que eu estava namorando fazer uma tatuagem. Na verdade, duas. E já tinha até os desenhos e os locais do corpo onde eu faria. Mas duas coisas estavam me "pegando": o preço e a dor. Desde que cheguei em São Paulo, não sei exatamente porque, comecei a pensar nisso mais a sério. Um dia comentei com o meu pai que estava pensando em fazer uma e a resposta dele foi: não sei porque ainda não fez.

É engraçado como tatuagens provocam reações diferentes em pessoas diferentes. Eu sempre estranhei pessoas com muitas delas. Sabe quando fecham os braços, as pernas, as costas? Eu confesso que ainda hoje acho estranho. Mas se não é assim acho super natural. Já meu marido não gosta, acha estranho e está se acostumando com a minha. Quando eu disse que faria uma das crianças disse que não achava legal, que não gostaria de saber que a mãe dele tem uma tatuagem dele. Minha resposta? O corpo é meu e quem decide sou eu. Se no futuro eles não gostarem, vão ter que fazer muita terapia até entenderem isso...rs

Quando uma colega de trabalho fez uma tatuagem, eu fui perguntar a ela sobre preços e tal, gostei tanto que peguei o contato do tatuador. Me enchi de coragem e marquei. Até sentar na cadeira eu estava super confiante. Quando ele ligou a maquininha... juro que pensei em ir embora! hahahaha Mas já estava lá, não é? Vamos em frente!

O desenho escolhido para inaugurar minhas tatoos foi o símbolo do escotismo do mar, uma âncora com uma flor de lis (símbolo do escotismo) por cima (a imagem está logo ali embaixo), no tornozelo direito. Para mim este símbolo tem todo o sentido do mundo. Eu brinco dizendo que coloquei do lado de fora algo que já estava gravado há tempos do lado de dentro, no coração. Primeiro, porque além de fazer parte do Movimento Escoteiro desde os meus 14 anos, eu sou completamente apaixonada pelo que ele ensina, pelo modo que isso é feito, pela estimulação da independência, do aprender fazendo. Tá, vou parar por aqui, porque o post é sobre a tatuagem e não sobre o Escotismo.
Esse foi o desenho que usei como base
 Enfim, voltando ao assunto, a parte da modalidade mar pra mim é tão importante quanto a do escotismo. Quem acompanha o blog sabe que sou velejadora há muitos anos, desde pequena, que meu pai inclusive mora em um barco. Acho que nunca comentei aqui, mas conheci o escotismo por causa da vela. Eu fazia um curso no Clube Naval de Brasília e tinha uma turma de escoteiros fazendo também. Movida pela curiosidade, fui perguntar e eles me convidaram a ir conhecer o grupo. Me lembro que, quando adolescente, nas aulas chatas, eu ficava rabiscando esse símbolo no caderno.

Olha, até consegui tirar foto enquanto era tatuada. Até que nem sou tão medrosa assim.
A maior parte das pessoas me perguntou se dói. E olha, dói sim. Mas eu também não fui muito esperta. Ao invés de escolher um desenho simples ou de fazer só o contorno sombreado, sem as cores, eu fui escolher um desenho cheio de detalhes e colorido. O resultado é que na maior parte do tempo a dor é suportável, mas na hora dos detalhes eu sofri. Mas no fim das contas aguentei bem, mesmo tendo levado uma hora e meia pra fazer. E o mais importante de tudo é que eu não me arrependo nem um pouquinho. No começo estranhei um bocado o jeito que ficou, as cores e tal, não estava gostando muito. Mas agora que está cicatrizando está ficando cada vez mais bonita, do jeito que eu queria.

Sem colorir também ia ficar legal. Quase que eu deixei assim :)
Daqui a algum tempo vou fazer outra, em homenagem aos meus pequenos, nas costas. Mas ainda vai demorar um pouco, preciso tomar coragem novamente...hehehehe

2 horas depois ela estava assim

36 horas depois estava assim. Relevem a perna marcada, fiquei em cima da toalha!
E agora minha perna virou ponto turístico, as crianças ficam o tempo todo querendo tirar fotos com ela. Teve até comentário da Alice: "mamãe tem tatuagem coteio [escoteiro]. Qui liiiiiiiindo, mamãe!! Qué tamém!"


 
Para finalizar esse post, uma foto tirada pelo Vítor. Então relevem tudo (minhas banhas e tal), porque foto tirada pelo meu filho é sempre uma obra de arte (qual mãe não acha isso dos filhos? hahahaha)

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