Viagem a Búzios - parte II

Bem, vamos ao segundo post da série, não é? Eu imagino que vocês estejam morrendo de curiosidade para saber o que foi que houve com o barco do meu pai. A princípio eu entendi que ele tinha ficado preso em uma rede de pesca mal sinalizada, mas não foi isso que aconteceu. Ele encontrou 3 redes de pesca imensas, bem sinalizadas, mas imensas e teve que desviar. Cada rede de pesca era tão grande que eles levavam cerca de 20 minutos para encontrar o final. Aí, quando retomavam o rumo, dava uns 10 minutos, eles encontravam outra. Para vocês entenderem melhor, eu fiz um desenho fajuto:

Eu não sei desenhar, nem a mão nem no comuputador. Please, continuem me amando.
Enfim, as coisas no mar não são como em terra, que basta você desviar e pronto. Essa brincadeira aí atrasou a viagem deles em 4 horas. E como lá não pegava celular, ficamos todos sem saber o que tinha acontecido.

Bem, mas aí vamos para os dias da viagem propriamente dita. Ou seja, os dias em que curtimos Búzios e o Alphorria. Já falei como foi o primeiro dia, mais estressante, porém bem aproveitado. No segundo dia de manhã tomei café bem cedo, fechei a conta na pousada e me mandei de mala e cuia (quase literalmente, sem cuia) para o barco. Ainda não sabíamos bem como ficariam as coisas, meu pai tinha que resolver mil coisas se fossemos sair para Angra, então passamos o dia pela cidade, procurando previsões metereológicas e coisas para abastecer o barco.

Logo tivemos nossa má notícia: estava vindo uma frente fria forte, não poderíamos sair com o barco antes de domingo. Como na segunda eu teria que trabalhar, foram por água abaixo os planos de levar o barco. Então, já que estávamos lá mesmo, bora curtir meu pai, a praia e o Alphorria, não é verdade?

Vítor ficou louco com esse castelão

O rapaz foi super atencioso, ensinou a ele como fazer um também.
Posso dizer um monte de coisas boas dessa viagem, mesmo com chuva (é, depois do primeiro dia o tempo ficou super feio). Mas algumas merecem destaque: 

- Descansar. Eu andava precisando desesperadamente de um descanso. Lá não tinha casa pra arrumar, crianças pra cuidar, mil trabalhos pra fazer. Eu podia ficar deitada lendo por horas e horas sem me preocupar com mais nada.

- Despreocupar com o Vítor. Primeiro porque ele andava morrendo de saudades do avô e vice versa. Então eles se grudavam e isso era ótimo. Segundo porque o Vítor andava muito desobediente, teimoso e respondão nas últimas semanas antes da viagem e meu pai deu várias duras nele. Aliás, ele sempre me dizia: deixa o Vítor comigo, não precisa se preocupar. Claro que meu lado mãe falava mais alto as vezes, não consigo ver meu filho fazendo uma coisa errada e não dar bronca. Mas até que consegui desencanar e deixar essa parte com ele.

- Comer e dormir no barco. Eu adoro fazer isso, de verdade! Até lavar a louça se torna uma atividade mais prazeirosa, acreditem. Aliás, quando cheguei em casa e fui usar a minha pia, fui direto com o pezinho onde ficaria o pedal que a gente usa no barco para fazer a água sair! kkkk

Hummm, tão bom!

Meu pai comandando a cozinha

Antes da minha passagem pela cozinha...

..e o depois. Lá até lavar louça é bom!


De resto, eu nem me lembro mais o que fiz em cada dia. Em alguns ficamos no barco o dia inteiro, só saindo para jantar na cidade e dar uma voltinha de noite, em outro fomos dar uma volta de barco em uma praia próxima (muito engraçado ver o pessoal pagando para fazer este passeio de escuna e a gente lá, com a nossa "casa"), em outro eu e Vítor saimos com o botinho do barco e demos uma remadinha ao redor...

Vítor ficava brincando de remar com o botinho amarrado no barco,enquanto eu lia (e tomava conta dele, claro...rs)
Os três mosqueteiros, ops, navegadores!

Ensinando o que é e para que serve uma carta náutica.
 Enfim, foram dias deliciosos! E depois vou escrever um post desmistificando o velejar. Porque quando eu falo que vou para um veleiro as pessoas acham que é muito chique e de chique não tem nada! Eu adoro, poderia morar num barco, mas acho que está mais para acampar do que para chique...rs

Nem tudo é moleza, olha aí nosso meio de transporte entre a terra e o Alphorria
Vovô aproveitando para ensinar o jeito certo de remar.

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