A expressão do amor



Hoje eu estava lendo os blogs do Amiga Comenta...

(Abro uma pausa: para quem ainda não conhece, o Amiga Comenta é um grupo dentro da Rede Mulher e Mãe onde várias pessoas colocam os links do posts que fizeram durante a semana. Aí você vai nos posts divulgados lá, lê e comenta. As outras participantes também vão no seu post e também comentam. E quer coisa melhor do que receber o feed back do que você está escrevendo? Fechando essa pausa e voltando pro assunto)  

...e estava comentando no blog da Ana Scharf, o "Amor, Fraldas e Mamadeiras", sobre necessidade e formas de se expressar o amor pelos filhos. Uma hora eu olhei pro comentário e pensei: tá ficando maior do que o post dela! kkk Então encurtei o comentário lá e vim discorrer sobre o assunto aqui, que é o lugar pra isso.

Quando eu era pequena, meus pais nunca me disseram "eu te amo". E nem diziam isso um ao outro. A explicação deles era que não é preciso dizer "eu te amo" para expressar amor, isso pode ser feito de outras formas com a mesma qualidade. Hoje eu tenho uma opinião diferente deles, apesar de concordar em parte com o que eles pensavam. Eu realmente acho que "eu te amo" não é "bom dia", não precisa ser dito a torto e à direito. Isso não é sinal de que realmente se ama alguém. Mas eu acho que é preciso falar sim, principalmente para as crianças, porque para elas as nossas demostrações de amor não são assim tão claras. Eles não conseguem ver que estamos fazendo algo especificamente porque o amamos, as vezes isso soa natural e corriqueiro.

E hoje aconteceu um caso típico desses. Essa semana estou com minha mãe e minha irmã lá em casa (elas moram em Brasília). E como elas pediram, as crianças estão indo para a escola só por meio período. O resultado é que estou me desdobrando em mil para conseguir que eles passem esse tempo juntos, que aproveitem enquanto podem, porque realmente acho que é importante para os quatro. Aí que hoje não foi tão tranquilo quanto os dias anteriores e eu tive que sair antes de uma reunião acabar para pegar as crianças em casa, levar pra escola correndo e voltar correndo para o trabalho. E, no meio de tudo isso, Vítor é mal educado comigo.

Eu fiquei muito brava! Disse a ele que estava me matando para que tivesse a oportunidade de curtir a vovó e a dinda, que não merecia esse tratamento dele, que da próxima vez ele ia para a escola todos os dias, porque eu não ia ter todo esse trabalho com quem não dá o menor valor. Ele na hora me pediu mil desculpas e disse que não ia fazer isso novamente, claro. Mas depois, pensando calmamente, vi que ele não estava enxergando o que eu fiz como um trabalho extra. Para ele toda essa situação era muito natural. O esforço da minha parte é muito sutil para a cabecinha de criança dele.

Por causa disso fiz uma anotação mental para, todas as vezes em que eu estiver me esforçando mais e abrindo mão de algumas coisas por amor a eles, vou explicar isso. Não que eu queira reconhecimento pelo esforço, mas para que eles saibam que são amados, que a mãe quer vê-los felizes e não se importa de abrir mão ou fazer mais esforços por isso.

Em tempo: eu não digo todos os dias que eu os amo. Mas digo frequentemente. E encho de beijos, abraços e dengos, elogio quando fazem coisas certas, brigo quando fazem coisas erradas, premio quando merecem e dou presentes do nada, apenas porque acho que eles iam ficar felizes com isso. E isso também é dizer te amo, mas sem dizer uma só palavra...

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