Ele gosta dos best-sellers. Mas e os clássicos?


O Vítor tem 8 anos e adora ler. Eu acho muito legal ele já ter lido livros como Harry Potter e agora estar lendo A Pirâmide Vermelha (do mesmo autor de Percy Jackson), coisa que eu ainda não vi nenhuma criança da idade dele fazer. Mas estou tão feliz dele gostar de leitura como a mãe, passei tanto tempo comemorando que só agora me perguntei: e se ele não gostar de outros tipos de livros? Como será?

Aí achei este Especial Multimídia no site Educar para Crescer (que eu adoro). Ele fala dos livros preferidos pela criançada/jovens e dá dicas de como incentivar a leitura de livros clássicos a partir deles. Muito legal!

Para acessar: http://educarparacrescer.abril.com.br/best-sellers/index.shtml

Escrevendo em blog - algumas dicas

Imagem daqui
Eu sempre gostei muito de escrever, desde pequena. Passei pelos diários e agendas e, claro, também entrei na era digital. Mesmo na época em que ainda não existiam os blogs, eu aprendi HTML só para fazer um site e compartilhar o que eu estava sentindo, principalmente na época da minha gravidez.

Não sou uma blogueira famosa e nem profissional. Mas, por ser jornalista, tenho alguns conhecimentos sobre o assunto. E várias vezes as amigas vêm me pedir dicas de como fazer uma ou outra coisa, que dou com o maior prazer. Se eu sei, com certeza vou compartilhar o meu conhecimento com quem estiver afim de aprender!

Por causa disso, resolvi compartilhar aqui algumas dicas simples, coisas que fui coletando por aí, que observei e achei que valem a pena serem observados. Alguns dos tópicos são da época em que eu fazia matéria de jornalismo digital, na faculdade...rs Claro que quem tem blog sabe que isso é algo muito pessoal, cada um sabe do seu. Mas não custa nada tentar dar um "up"!

Se você também tiver uma dica legal, compartilhe nos comentários!!

- Evite posts muito longos.
Confesso que eu sou a primeira a "brigar" com isso. Eu tenho tendência a falar pra caramba, já perdi a conta das vezes em que editei um texto e cortei um monte de parágrafos. As pessoas perdem a paciência quando lêem algo muito comprido, mesmo que o texto seja sobre um assunto interessante.
(Aliás, este post ficou muito comprido. Será que as pessoas vão ler até o final? rs)

- Quebre seu texto em parágrafos curtos.
Nada pior do que olhar um post e ver aquela "massa compacta" de texto. Dá preguiça só de olhar, imagina de ler. Ao criar parágrafos curtos a leitura fica mais dinâmica.

- Não fale sobre muitos assuntos em um só post.
As vezes realmente não dá para fugir e é preciso falar de duas coisas diferentes em um post só. Mas se puder evitar é bem melhor. Três assuntos então fica muito complicado. No fim das contas a pessoa nem lembra mais o que leu lá no começo. Melhor fazer posts diferentes.

- Tenha cuidado com ortografia e gramática.
A linguagem do blog é normalmente bem informal mesmo, todos sabemos disso. Mas uma coisa é ser informal, a outra é assassinar o português. Como bem disse a colega blogueira Elaine Gasparetto, não ter muito estudo não é motivo para cometer erros gritantes. Veja bem, todos nós cometemos erros de vez em quando (eu cometo um monte), mas há coisas básicas com as quais é preciso tomar cuidado. Se você tem dúvidas, escreva o texto no word e passe o corretor ortográfico, assim se sentirá mais segura.

- Não escreva sobre assuntos que não entende ou sobre coisas que não conhece
Na internet é possível encontrar de tudo.  Basta uma busca no Google e pronto, somos quase especialistas. Mas na verdade a coisa não funciona bem assim. Fazer um post sobre um assunto que você não domina faz com que o texto fique fraco e sem embasamento. E com grande possibilidade de escrever algo que não é verdade. 

- Tome cuidado com sorteios.
 É sempre muito legal fazer sorteios no blog. Tanto para aumentar as visitas quanto para "premiar" quem nos prestigia. Mas a linha do legal para o incoveniente é um pouco tênue, por isso é sempre bom ficar atenta. Fazer muitos sorteios ao mesmo tempo faz com que o leitor fique confuso, sem saber no que participar. Além de dividir aquilo que poderia estar focado em um esforço só. As regras do sorteio também merecem atenção especial: se você coloca muitos itens obrigatórios acaba afastando pessoas que até queriam participar, mas não estão dispostas a seguir todos os itens. Simplificar é a palavra da vez neste caso.

- Se for usar um texto que não é seu, cite a fonte ou peça autorização.
Publicar algo que não é seu sem citar a fonte é plágio. E, além de ser muito feio, é ilegal. Se o texto é de alguém muito famoso, vale só citar a fonte. Mas se é de outra blogueira, peça autorização antes.

- Se estiver sem inspiração, não escreva.
Escrever só para cumprir tabela faz com que o post fique muito chato. Como a maior parte de nós (mães blogueiras) leva o blog como um hobbie, temos todo o direito do mundo de ficar em silêncio quando estamos sem inspiração. Se achar que está deixando o blog muito abandonado, escreva um recadinho explicando o que aconteceu.

- Quando tiver inspiração, anote.
Inspiração aparece nos horários e locais mais improváveis. Eu tenho um monte quando tomo banho. Então anote as idéias para desenvolver depois, quando estiver com tempo na frente do computador. As vezes eu tenho mil idéias em um dia só e nenhuma durante semanas. E fui salva pela lista que fiz no dia criativo.

- Coloque sempre uma imagem.
Imagens "alegram" o texto e dão uma cara mais simpática. Elas prendem a atenção do leitor.

- Seja você mesma e divirta-se!
Afinal de contas, não foi para isso que você criou o blog?

Quando chega a hora da faxina emocional


Eu tenho vários livros que marcaram a minha vida. Mas tem um que passam os anos e eu volta e meia estou lembrando dele, em diversas situações da vida. Chama-se "Enquanto o amor não vem", da Iyanla Vanzant. Na época eu li por causa de uma super desilusão amorosa, eu vinha do fim de um noivado super intenso e me ajudou muito. Mas, no decorrer dos anos, acabei encontrando onde encaixar os ensinamentos do livro em muitas e muitas coisas. E lembrei desse texto abaixo outro dia, resolvi compartilhar com vocês.

Porque praticamente todo mundo já passou por uma situação como essas, em que sabe que existe um problema, mas por comodismo ou qualquer outra coisa vai deixando rolar até o momento em que não dá mais. Aí é preciso botar a mão na massa. Não é algo que a gente goste de fazer e muitas vezes, no meio da faxina você para e pensa: por que diabos eu não deixei tudo do jeito que estava? Queria voltar para o comodismo! Mas no fundo você sabe que o comodismo era muito pior e que depois que passar a tempestade as coisas vão ficar melhor. O problema é ter paciência e força para esperar passar...

"Chegou a hora! Você vem adiando isso há muito tempo. As coisas estão se empilhando e você não consegue encontrar o que está procurando. Você não consegue descobrir o que aconteceu, o que está acontecendo ou o que fazer a respeito. Existe um cheiro ruim, cuja origem você desconhece.Você percebeu que existem pequenos furos nas paredes de sua vida. Cupins, talvez, corroendo o interior da sua estrutura. Sua mente está lotada, congestionada e você precisa de espaço para respirar.

Você finalmente percebeu que tem que limpar os cantos da suamente, espanar debaixo dos alicerces do seu coração, reorganizar suas crenças, idéias e percepções, que, como as gavetas da cômoda, guardamtudo o que você acumulou. É hora de arejar todos os quartos para que você possa respirar fundo sem sufocar. É a hora da grande faxina!

(...)

Uma faxina geral é uma tarefa bastante difícil, mas necessária. Nós já sabemos que, quanto mais a evitarmos, mais urgente se torna. Estamos falando das velhas feridas e das dores que acumulamos. Isso se relaciona às pessoas com quem ainda estamos zangados ou ressentidos depois de todos esses anos. Não devemos nos esquecer da necessidade de jogarmos fora as coisas velhas que fizemos no passado e as pessoas com quem as fizemos. Sim, estamos nos referindo às coisas que ainda nos atormentam e pelas quais deixamos que outras pessoas nos culpem.

O objetivo dessa faxina é aprender a gostar do que temos e abrir espaço para coisas novas.

(...)

Não gostamos de fazer a faxina. Especialmente não queremos fazê-la quando o dia lá fora está bonito e as coisas parecem estar correndo tranqüilamente. Quem quer se preocupar em varrer, espanar, esfregar e mudar os móveis de lugar quando poderia estar lendo um bom livro ou batendo papo com amigos? Talvez seja por isso que adiamos tanto. Sabemos que precisa ser feito, mas não conseguimos arrumar motivação para fazê-lo. É isso o que acontece em nossos relacionamentos. Sabemos que existem coisas que precisam ser ditas, feitas ou desfeitas, mas simplesmente não conseguimos arranjar motivação. Por alguma razão, quando a casa ou orelacionamento ficam muito ruins, achamos que não estamos equipados para fazer o que precisa ser feito. Queremos ajuda. Alguém tem que nos ajudar a fazer esse trabalho. A ajuda normalmente aparece na forma de um problema. Os problemas fornecem grandes motivações para a faxina dos relacionamentos, dos assuntos amorosos e da casa."

O que fazer quando a criança engasga

Quem me segue regularmente aqui no blog sabe que eu sou escoteira. E, como escoteira, tenho boas noções de primeiros socorros. Ainda bem, porque parece que as situações em que é preciso ter essas noções me seguem por aí. Já socorri colega em sala de aula engasgado, no meio de um curso de webdesign. Já socorri gente com crises epiléticas na rua e em ônibus de viagem. Enfim, acho que saber nunca é demais.

Acontece que meu último curso foi há muitos anos e achei ótima a oportunidade de fazer um novo curso, mesmo sendo pocket, do pessoal do Hospital Albert Einstein. Na verdade, era uma amostra do curso que eles lançaram recentemente, de Primeiros Socorros para Crianças, destinado a pais, babás, familiares e cuidadores em geral (mais informações aqui). E eu gostei muito do que vi lá, vale a pena.

Então, já que eu gosto tanto do assunto e acho tão importante falar sobre isso, resolvi compartilhar um pequeno pedaço com vocês. Principalmente porque este é um pedaço que gera muitas e muitas dúvidas nas pessoas: como agir quando uma criança engasga com um objeto estranho.

A primeira coisa que todo mundo pensa é bater nas costas, virar de cabeça para baixo ou enfiar o dedo na goela da criança. Acontece que esses procedimentos não são corretos e podem piorar ainda mais o quadro. Então vamos aprender o procedimento correto?

Como identificar que uma criança está com as vias aéreas obstruídas:

• Agitação (evoluindo com sonolência/ “moleza”)
• Respiração ruidosa
• Lábios e extremidades azuladas/arroxeadas
• Dificuldade para falar e tossir
• Choro baixo
• Mãos no pescoço

Em caso de obstrução leve:

• A vítima consegue tossir, não necessita de ajuda
O que fazer: Observar e chamar ajuda se obstrução for persistente
Obs.: Bebês podem ter dificuldade de tossir

Em caso de obstrução severa:

• A vítima não respira, não tosse e não fala

Chamar ajuda IMEDIATA e iniciar manobras (manobra de Heimlich)
 
– Manobras para menores de 1 ano


– Manobras para maiores de 1 ano


Fomos conferir: Madagascar 3


Ontem a noite eu precisava ir a uma reunião do escotismo lá em Praia Grande. Na hora de sair do trabalho fui conferir o twitter da Ecovias e surpresa! Operação Comboio, muita neblina na serra. Nem pensar que eu ia descer e levar eras na estrada com duas crianças, era capaz de chegar lá e a reunião já ter acabado. Mas aí eu já estava psicológicamente pronta para sair com eles (e materialmente também, mochila com roupas e o escambau) então fui catar o que fazer. Descobri que estava passando Madagascar 3 e fomos assistir. O resultado? A-M-A-M-O-S!!

Acho que foi o melhor dos 3 filmes. Muito musical, muito colorido, muito engraçado. E, como sempre, com tiradas que só os adultos entendem, como as menções aos filmes do James Bond. Um detalhe interessante é que as músicas do filme não foram feitas especialmente para ele, mas são sucessos internacionais, que eu aposto que os seus filhos (e você) já conhecem (se eles forem maiorzinhos como o Vítor, claro). Como sempre, não são apenas os personagens principais que chamam a nossa atenção, mas os coadjuvantes (como os pinguins e o Rei Julien) também nos fazem rolar de rir. Com certeza este é um filme que eu vou querer assistir de novo

Não vou falar muito mais, porque é preciso assistir para entender o quanto eu e as crianças gostamos. Só vou dizer mais que eu aposto que você vai ficar dançando durante o filme e que eu D-U-V-I-D-O que não vai sair cantando "Tan tan tan Afro Circo Afro Circo Afro de bolinha de bolinha"!! kkkkkk



A sinopse:

Alex o Leão, Marty a Zebra, Glória a Hipopótama e Melman a Girafa ainda lutam para retornar para casa: sua amada Nova York. E, é claro, o Rei Julien, Maurice e os Pinguins estão juntos nesta divertida aventura. Na jornada pela Europa, eles encontram um disfarce perfeito: um circo ambulante, que eles reinventam - no estilo Madagascar. (fonte: Cinema10)

E mais um vídeo para garantir que você vai passar o resto do dia cantando "Afro Circus" hehehehe

Lançamento: livro de gastronomia para iniciantes (e não tão iniciantes)


Família buscapé (parte dela, pelo menos) a bordo do Alphorria, um Fast 345, moradia do meu pai
 Acho que a maior parte das pessoas que me acompanha aqui sabe que meu pai - Maurício Rosa - mora em um veleiro (bem, atualmente ele mora "mais ou menos", mas isso é assunto pra outro post...rs). Mas o que muitos não sabem é que, além de velejador, ele é um excelente cozinheiro. Minhas lembranças de infância, na parte da culinária, são da minha mãe preparando as refeições do dia a dia e do meu pai preparando as refeições dos dias especiais. O almoço do meu primeiro dia das mães foi preparado por ele e até hoje eu me lembro exatamente do cardápio: camarão na moranga. Quantas vezes eu e minha irmã não ficamos até tarde esperando para ser cobaias de algum novo prato que ele estava preparando, o que chamávamos carinhosamente de "jantar da meia noite" (podia comer alguma coisa antes, porque se fosse esperar a janta mesmo morria de fome antes - não me mate, pai. É verdade! kkkkk).

Vítor aprendendo com o avô as artes da culinária.
Claro que logo os jantares dele ficaram famosos entre os velejadores. E claro que logo muitos passaram a cobrar (eu e minha irmão inclusive) que ele passasse suas dicas e receitas para o papel. Ele topou o desafio e durante alguns anos ele se dedicou a essa tarefa.

Por isso, hoje eu tenho o orgulho de anunciar que o livro dele foi finalmente lançado, durante o último feriado. Agora eu tenho um "irmão" (já que esse é o novo filho do meu pai): “Gastronomia para Veleiros – Receitas e Dicas para quem está a bordo”. Com apresentação do amigo e jornalista Murillo Novaes e textos das "orelhas" escritos por mim e minha irmã, neste livro meu pai conta as dicas e segredos que precisam saber aqueles que querem se aventurar na cozinha de um veleiro. O que comprar, como comprar e armazenar, como ter alimentos frescos em longas velejadas... essas são apenas alguns dos inúmeros assuntos que ele aborda no livro, com a propriedade de quem já experimentou cada uma das situações.

Vale ressaltar o que ele fala sobre o tema escolhido para a publicação: "Embora o título Gastronomia em veleiros possa até parecer meio metido, ele reflete basicamente a idéia de vários bons chefs de cozinha de que a gastronomia tem um sentido mais amplo que a culinária.  Enquanto um especialista em culinária se preocupa basicamente com as técnicas de confecção dos alimentos o gastrônomo amplia esse conceito, pensando no aprimoramento da alimentação. Isso pressupõe um cuidado maior com a apresentação e a valorização dos ingredientes, nesse bojo incluída a culinária regional. Envolve também a noção de que qualquer pessoa pode aprender a cozinhar, que foi tão bem imortalizada no célebre desenho Ratatouille, meu ´filme de cabeceira´ [que ele assistiu com o Vítor, bom lembrar...hehehe]".

Tava tão bom que nem vi que estavam tirando a foto.
E não é porque sou filha (e coruja) não, mas preciso dizer que esse livro é muito legal também para aqueles que nunca colocaram nem um pezinho em um veleiro. Além de ter informações culturais muito interessantes (como sobre o que é a gastronomia e a importância das especiarias durante o desenrolar dos tempos), ele também simplifica o funcionamento de uma cozinha, falando dos objetos mais essencias e descartando o desnecessário (já que o espaço em um veleiro é bem reduzido).Sem contar que ele apresenta cardápios já prontos para dias inteiros, o que facilita muito a nossa vida. Não, eu não escrevi errado, é nossa mesmo. Porque é claro que eu vou utilizar esses cardápios lá em casa, pois tempo é o que mais anda me faltando!!

 Se você se interessou pelo livro, saiba aqui onde comprar:


Atracadouro:
Loja Virtual de artigos nauticos. 
http://www.atracadouro.com.br/

Livraria Moana:
Livraria online especializada em temas de Mar & Aventura 
http://www.moanalivros.com.br/

Livraria Nautica:
Livraria online especializada em temas de Mar & Aventura 

Caso você queira que o seu exemplar seja autografado, entre em contato comigo que daremos um jeito! E fiquem atentos, que contarei aqui também os locais de lançamento do livro, pelo Brasil afora.

A ditadura do TEM QUE


Eu tenho uma lista com monte de assuntos para falar aqui. Estou com vários posts atrasados, mas não vão morrer se ficarem um pouco mais atrasados. Porque hoje eu vou extravasar a minha revolta. Já faz tempo que eu venho pensando nesse assunto, mas hoje eu estava conversando com outras mães no facebook e o texto apareceu na minha mente. Agora não tem mais volta...

Ando muito revoltada com o tal do "tem que". Eu sempre fui meio revoltada com essas coisas, mesmo antes de ter filhos. Lembro-me que eu sempre disse que não gostava de rosa, que minha cor favorita era o amarelo. Durante anos eu não usei nada rosa, sempre disse que não gostava de rosa. Parando para pensar agora, eu nem sei se não gostava mesmo do rosa. Só sei que tinha raiva mortal dessa coisa que menina TEM QUE gostar de rosa, TEM QUE ter muitas coisas cor de rosa. Criei birra. Hoje eu não tenho nada contra, mas posso contar nos dedos de uma só mão quantas peças de roupa da cor rosa eu tenho no armário.

Mas a revolta contra o TEM QUE veio mesmo depois de me tornar mãe. Porque a mãe TEM QUE ter parto normal, cesárea é inaceitável. O bebê TEM QUE mamar no peito, TEM QUE dormir em seu berço (nada de cama da mãe), TEM QUE dormir a noite toda. Isso é que é um bebê saudável e normal. A mãe TEM QUE trabalhar o dia inteiro (dentro ou fora de casa. Ou os dois), TEM QUE ter paciência eterna com as crianças (gritar com eles nem pensar, nunquinha), TEM QUE evitar a todo custo que as crianças comam açúcar, gorduras e refrigerantes, TEM QUE estar felizes, bonitas e cheirosas para seus maridos ao final do dia. Ou felizes, bonitas e cheirosas para cair na balada e atrair aquele cara bonitão. O menino TEM QUE ser corajoso (medo de barata então é um absurdo), a menina TEM QUE gostar de princesas e ser organizada. A criança até pode usar chupeta e mamadeira, mas ela TEM QUE largá-los o quanto antes (que feio uma criança de 2 anos usando chupeta, meu Deus!). Assim como a que mama no peito. Sim, eu sei que disse ali em cima que elas têm que mamar no peito, mas elas também precisam parar com isso o quanto antes (que feio uma criança de 2 anos mamando no peito, meu Deus!). E as fraldas? A criança TEM QUE desfraldar logo!

A lista é interminável... a mãe TEM QUE ler sempre para as crianças, principalmente todas as noites antes de dormir. Também TEM QUE preparar lanches saudáveis para levar de merenda escolar. E TEM QUE lavar as roupas novas antes que as crianças usem, TEM QUE lavar as roupas separadamente e com sabão especial, TEM QUE saber tudo o que está dentro do estojo escolar do filho e conferir todos os dias, TEM QUE saber educar sem dar palmadas, TEM QUE saber colocar de castigo pelo tempo certo e sem exagerar, TEM QUE falar baixo, TEM QUE sentir culpa, TEM QUE conseguir dar conta de tudo sem ajuda de babá, TEM QUE pensar sempre em emagrecer (absurdo se sentir bem e bonita mesmo estando acima do peso) e bla bla bla bla bla. Cansei de escrever, eu não ia terminar nunca.

E aí que eu sou revoltada. Meu filho era antissocial e demorou uma era para dizer "oi" a alguém que ele não conhecia. O que eu fazia? Nada, esperei isso passar. Ele também tem muitos medos, não tem a grande coragem que menino TEM QUE ter. O que eu faço? Nada, além de conversar e esperar. Alice até gosta de princesas e de brincar de casinha, mas ela também adora umas ogrices e (mesmo sem ter idade ainda) quase que gosta mais do escotismo do que o irmão. Era pra ela ser uma princesa também? Xiiii

Aliás, por falar em Alice, ela ainda mama, usa chupeta e fraldas. Sim, eu pensei em tirar e comecei o processo, mas vi que ela ainda não está pronta. O que eu faço? Nada, espero chegar a hora. Ah, mentira! Para todas essas coisas aí em cima eu faço mais uma coisa: eu sorrio e aceno, minha filosofia favorita! Sabe por que? Porque quando a gente fica se preocupando demais em seguir os "caga regras" da maternidade, o ofício de ser mãe deixa de ser uma coisa legal e se torna um pé no saco. Quem diabos consegue ser feliz tendo que pisar em ovos o dia inteiro?? Então que se dane, eu piso mesmo nos ovos. Faço o que eu acredito que seja o melhor para os meus filhos e para mim. Sim, eu disse para mim, é isso mesmo. Quem diabos consegue ser feliz sem olhar um pouco para si mesmo?

E você?

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P.S.: Para quem não conhece a filosofia do Sorria e Acene, vai uma breve explicação: no filme Madagascar, os pinguins querem fugir do zoológico. Para isso, uma parte da equipe deve ficar do lado de fora da "toca", sorrindo e acenando para os passantes. Enquanto isso a outra parte da equipe faz o que eles realmente querem: cavam um buraco para fora do zoológico. Eles não perdem tempo com debates ou protestos. Apenas fingem que concordam e fazem o que querem. Simples e prático. A primeira vez que falei sobre isso foi aqui. Mas também já falei aqui e em muitos outros lugares...rs

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