Tradição ou modernidade?


Esse blog anda meio "abandonado", não é verdade? Esses últimos dias têm sido bem cheios, com duas viagens, inclusive. Prometo que em breve venho contar os detalhes e novidades e que também não vou mais deixar o blog tão ao léu...rs

Mas hoje eu vim falar de mudanças, do quanto algumas pessoas têm resistência a deixar de lado as tradições para se render às modernidades. Eu me lembrei disso ontem, enquanto assistíamos novamente o desenho Madagascar 3, quando os animais do circo discutem se devem ou não mudar o jeito de suas apresentações, se devem continuar seguindo a tradição ou se devem mudar para algo mais moderno. O tigre Vitale argumenta que sempre seguiram a tradição e o leão marinho Stefano responde: mas a tradição não tem atraído mais tantas pessoas para os espetáculos atualmente, não é?

Era só um desenho, mas como vemos isso no dia a dia! Eu, particularmente, acredito que as tradições não devem ser esquecidas, mas que não podemos ficar parados no tempo eternamente. Até porque, mesmo que a gente queira ficar assim, o mundo não vai nos acompanhar, vamos ficar para trás. E, dependendo do caso, isso até pode ser perigoso e colocar em risco a nossa vida ou de outras pessoas.

Acho que tive boas orientações durante a minha vida. Nunca vou me esquecer de um chefe escoteiro que sempre nos falava sobre isso, sobre quebrar paradigmas. Inclusive, foi a primeira vez na vida em que escutei essa palavra. Uma vez ele nos pediu que juntássemos as duas mãos, cruzando os dedos. Aí pediu que cruzássemos de um jeito diferente do que estávamos acostumados, "pulando" a posição de um dedo. E perguntou se estávamos sentindo o desconforto, para completar: se com uma simples troca de posição de dedos a gente já se sente esquisito, imagina com uma mudança grande, substancial? Mas isso não deve ser motivo para não mudar. Afinal, se você insistir mais, aos poucos o desconforto vai diminuindo e chega uma hora em que você já nem sente mais a diferença.

Hoje o grande chefe Osny Fagundes já está no Grande Acampamento, mas deixou as sementes muito bem plantadinhas por aqui, em um grande número de jovens (sem contar com as contribuições ainda mais efetivas). Não posso dizer pelos outros, mas em mim essa semente germinou e hoje dá frutos. Consigo entender muitas mudanças e enxergar a necessidade delas. Consigo reverenciar a tradição, mas entender que se continuarmos presos a ela poderemos pagar um preço muito alto.

Para colocar isso um pouco mais na nossa vida, no dia a dia, vou dar alguns exemplos:

- Antigamente as crianças viajavam deitadas no porta-malas (meu pai fazia camas para a gente lá), isso era uma tradição em viagens familiares. Hoje, depois de muitas pesquisas, sabe-se que isso não é seguro, porque em caso de acidente as crianças estão sem cinto de segurança;

- Quando as mulheres começavam a amamentar, era recomendado que tomassem cerveja preta, para aumentar o leite. Hoje sabe-se que o álcool passa para o leite e, consequentemente, para o bebê.

- Durante um tempo achava-se que a extinção das espécies era o nosso maior problema ecológico. E foi criada uma insígnia no Movimento Escoteiro, exclusivamente sobre isso. Atualmente sabemos que nossos problemas ecológicos são muito maiores do que somente a conservação das espécies (não que isso não seja importante).

E por aí vai, a lista é praticamente interminável. São coisas que fizemos a vida inteira, mas que nem sempre fazem mais sentido em serem mantidas desta forma. Não é questão de desrespeito com quem veio atrás da gente e que, muitas vezes até abriram caminho, foram pioneiros. É apenas questão de que a vida deve seguir...

O que vocês acham? Concordam comigo ou acham que deve ser diferente?

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