Minhas impressões sobre o documentário "Muito Além do Peso" - parte II

Como não coube tudo o que eu queria dizer em um post só, vamos à segunda parte. Foi bom ter esperado um pouco para escrever esse, porque os comentários do post anterior me fizeram pensar ainda mais. Como por exemplo a "coincidência" de que todas as crianças mostradas não conhecem nada de legumes.Será que isso é regra mesmo ou é exceção?

Outra coisa que ficou por dizer é que eu não sei ao certo se os produtos in natura são mesmo tão caros assim. Como eu falei nos comentários da divulgação do post no meu FB, na quinta passada eu fui à feira com as crianças com R$ 40 reais e enchi o carrinho. Comprei bananas, abacaxi, maçã, pêra, uva (sem caroço, que é mais cara), pimentão, berinjela, cebola, batata bolinha, couve-flor, alho e sei lá mais o que, nem lembro de tudo. Acho que o problema é que a gente se acomoda, sabe? Ir ao supermercado é mais prático, tá aberto até tarde, é melhor do que acordar cedo para ir à feira. Fazer o bolo em casa é mais complicado, então melhor é comprar o bolo pronto. Fazer suco dá trabalho e suja louça, então o de caixinha é mais rápido.

E estou falando por experiência própria mesmo! Até posso ficar feliz por um lado porque não mando salgadinhos ou refrigerante para meus filhos de lanche na escola, mas por outro lado ainda me sinto mal por mandar bolo Ana Maria e suco de caixinha. Já consegui me organizar para comprar legumes e frutas na feira pelo menos uma vez a cada 15 dias (aqui em casa as coisas duuuuuuuuram que é uma beleza). Mas quero ver se pelo menos duas vezes por semana eu mando algo feito em casa, menos industrializado. Nem vou me enganar dizendo que vou fazer mais do que isso, porque o trabalho não vai deixar. Mas vou tentar me esforçar um pouco mais e deixar de preguiça. Ah, aumentar a frequência com que eu mando frutas!

Quanto aos resultados de ter convidado o Vítor a assistir o documentário comigo, eu acho que teve muito mais prós do que contras. Acho que o principal contra foi que ele agora acha que não está sujeito a passar por nada disso porque é magrinho e porque não gosta de um monte das coisas que mostraram ali. Mas o que ele não entendeu que por ele não comer um monte de coisas saudáveis ele também pode ficar doente, e agora eu catei o vídeo do Medidinha Certa da Globo em que aparece o menino que era magrinho e ativo, mas tinha os níveis de várias coisas (como colesterol) super alterados. Vou mostrar para ver se ele entende. E outra coisa que percebi é que não basta deixar a criança assistir e pronto. Tem que conversar e explicar um monte de coisas, ensinar a não aceitar tudo que recebe como verdade absoluta. Mas entre os muitos prós está o fato de que ele agora entende porque sou tão chata com guloseimas e porcarias durante a semana. Além disso ele agora anda analisando as propagandas (hum, de vez em quando isso não é tããããão legal assim...rs).

Enfim, acho que esse é um tema que não tem fim, semre vai ter o que escrever, sempre vai ter o que falar. E acho que o caminho é esse mesmo: refletir, se informar, passar essas informações para frente, debater e procurar fazer sempre o melhor para os nossos filhos, mas sem radicalismos, não tirando deles o gostinho bom da vida!

Minhas impressões sobre o documentário "Muito Além do Peso"

Uma das cenas iniciais do documentário
Eu e Vítor assistimos juntos ao documentário "Muito Além do Peso". Confesso que fiquei pensando se não era arriscado assistir com ele assim de primeira, sem nem ter dado uma espiadinha antes. Vai que tinha algo inapropriado para a idade dele, sei lá. Mas por tudo que eu tinha lido por aí, achei que valia a pena arriscar e que provavelmente traria mais benefícios do que malefícios. E depois de assistir achei que precisava compartilhar um pouco das minhas conclusões. Por isso acho que esse post será um pouco polêmico, afinal opinião é que nem nariz, cada um tem o seu. Só que acho que o público que costuma me visitar aqui geralmente lida bem com opiniões divergentes, o que sempre gera um debate saudável. Espero que continue assim! :)

Não concordo com tudo o que foi dito lá, mas acho que todo mundo deveria assistir também. Os que têm filhos e os que não têm. Crianças também. Deviam passar nas escolas. Não acho que tudo que foi dito lá deve ser aceito como verdade absoluta e nem que devamos mudar radicalmente de opinião e de vida. Mas acho que é muito bom para refletir e enxergar um pouco mais do que estamos acostumados a ver todos os dias.

Esse é um assunto tão amplo e complexo que nem sei se vou conseguir passar direito o que eu penso aqui, sem deixar algum mal entendido. Mas também vou correr esse risco. Eu sempre bato na tecla de que é preciso haver equilíbrio na vida. Não dá para negar que essas guloseimas são ótimas, super gostosas, que todo mundo prefere mesmo isso a coisas saudáveis (claro que existem exceções por aí). Só que é aí que entra o papel do adulto: por mais que seja muito mais gostoso, não dá para comer todos os dias. É preciso ser a exceção e não a regra. E para isso é preciso dizer não para a criança, por mais difícil que isso pareça ser. Afinal, crianças só enxergam o imediato, ao contrário dos adultos.

 E é exatamente por isso que cabe ao adultos o papel de não deixar isso acontecer, porque sabemos que nem tudo que é bom hoje será bom amanhã. O problema é que isso nos torna os chatos da história. E eu percebo que atualmente muitos pais não querem ser chatos, eles querem que os filhos tenham verdadeira admiração por eles, os filhos não podem ser frustrados. Como no começo do documentário, quando o menino se joga no chão e faz uma bela pirraça. A mãe resiste um pouco, mas dá o pacote de batatas que o menino quer. Pode até parecer, mas não estou julgando aquela mãe, eu também não sou a mãe perfeita. Mas o problema é exatamente esse: cada vez que recompensamos nossas crianças por um mal comportamento para que ela fique quieta ou para que não nos sintamos mal, criamos um problema ainda maior. Quando isso acontece de vez em quando, beleza. Mas quando isso se torna uma rotina, vira mesmo um problemão.

Outra coisa que me deixou muito surpresa é o desconhecimento dos pais a respeito do que é ou não saudável. E de acharem que o que passa na televisão é sempre verdade. Isso é um problema muito arraigado, com raízes muito profundas. Se a indústria se aproveita disso? Claro que sim. O problema é exclusivamente deles? Absolutamente não! Porque não há ELES, sinceramente. Não são robôs que estão nas fábricas, nas agências de publicidade, nas diretorias das grandes empresas. Somos nós, nossos maridos, nossos primos, nossos pais e mães, nossos primos e nossos amigos. São pessoas. Somos NÓS! E é por isso que acredito que precisamos parar de culpar os outros e olhar mais para dentro. É preciso disseminar a informação, fazer o esclarecimento e lutar para que isso vá o mais longe possível. Está nas nossas mãos.

Ainda há muito o que eu gostaria de falar! Sobre a facilidade dos produtos industrializados, sobre como nos acomodamos com a praticidade deles, sobre como nos enganamos quanto à quantidade de comida que uma criança precisa e sobre a minha experiência aqui em casa, sobre o que eu resolvi que vai mudar e o que eu acho que já estou no caminho certo. Ah, claro! Sobre os resultados de ter feito o Vítor assistir comigo, bons e ruins. Mas isso vou deixar para outro post, que já falei muito Por agora...rs

Enquanto não publico o outro post, que tal você também assistir ao documentário e me contar o que achou?


Uma biblioteca no mar? Existe sim!


Uma das surpresas boas que tivemos nessas férias foi encontrar uma biblioteca em pleno mar. Curioso, não é? Pois foi na Ilha do Cedro, no trecho entre Angra e Paraty (mais precisamente a 18 milhas do Porto Marina Bracuhy - Angra - e a 12 milhas de Paraty). Aliás, um lugar lindissimo, vale a pena conhecer!

Bem, a biblioteca náutica fica no Bar do Nelson, que está na Praia do Sul, que fica virada para o continente. Vários exemplares foram doados pelos frequentadores e a maior parte é sobre navegação e veleiros, mas tem vários outros temas por lá.

Então, se alguma vez você der uma passadinha por lá (o que eu recomendo fortemente), não esqueça de levar um livro para acrescentar ao acervo!

Férias: você sabe como passar o protetor solar corretamente nas crianças?

Chegam as férias, a gente corre para aproveitar o sol, seja na praia, na piscina ou até mesmo na fazenda. Mas basta dar uma bobeira e as crianças (e nós também) ficamos vermelhos e ardidos. E não se enganem: até eu que sou bem morena também já fiquei ardida, justamente porque fiquei confiante demais na minha cor.

E se as crianças ficam ardendo nosso trabalho acaba sendo dobrado, porque sofrem eles e sofre a mãe. Então o melhor é mesmo prevenir! Mas você sabe como passar corretamente o protetor solar? Eu demorei um tempo para me acostumar, mas acho que agora peguei o jeito. E dessa vez meus pequenos ficaram bem negões e nem descascaram nadica de nada!! Então resolvi compartilhar algumas dicas:

Alice adora nos ajudar a fazer a "pintura de índio"
- Lembre-se de que o protetor solar deve ser passado com, pelo menos, 15 minutos de antecedência ( o ideal mesmo são 30 minutos). Por isso, o ideal é passar antes de sair de casa, com a pele ainda seca. E nada de ficar economizando. Se não passar a quantidade certa, vai queimar do mesmo jeito.

- Não tem problema se ficar meio branquinho, depois de um tempo ele fica normal. E o ideal é não passar em círculos, mas em linha reta.

- Nada de reaproveitar aquele protetor solar que estava no armário desde a época do ronca. Fique de olho na data de validade, porque protetor vencido causa alergia e irritação na pele.

- Com as crianças de roupa de banho, passe em todos os lugares, não esquecendo que pés, orelhas, pescoço e mãos também queimam. É muito comum esquecer esses locais (Alice agora fala: orelha também queima, né mamãe? rsrs)

- Não adianta passar uma vez só e esquecer. Faça a reaplicação a cada duas horas ou se as crianças ficarem muito tempo na água.

- Uma boa dica para crianças que não querem nunca sair do sol é utilizar roupas com proteção solar. Eu comprei uma camiseta para o meu marido, que é muito brancão e sempre fica vermelho, com FPS 50. Foi ótimo! Meu pai também sempre utiliza esse tipo de roupas no veleiro dele. Este ano dei um boné com FPS para ele, de Natal.

- Crianças pequenas que têm pouco cabelo devem ficar de chapéu, para evitar queimar o couro cabeludo.

- Compre um protetor solar específico para o rosto. Normalmente eles escorrem menos, não ficam pegajosos e não ardem nos olhos. Como eles nunca gostam de passar no rosto, uma dica é brincar de indío: primeiro faça a "pintura", deixe que eles se divirtam um pouco com isso e depois espalhe (mas não vai esquecer essa parte, hein?). Os meus adoram!!

Crianças combinam com longas navegadas?

Eu ouço alguns comentários sobre crianças que sempre me causam estranheza. E nem é tanto pela experiência que tenho com meus filhos, mas pelo jeito que fui criada pelos meus pais. Me lembro que meu pai dizia que a gente nunca dava trabalho quando estava acampando ou viajando, só quando ficávamos muito tempo dentro de casa.

E um comentário desse tipo é que crianças não combinam com velejadas longas ou longas temporadas dentro de veleiros. Mesmo com diversos casos de famílias que moraram em veleiros por muitos anos e tudo deu certo, isso é tratado como caso isolado.

Quem acompanha o blog sabe que em novembro passei 10 dias no barco do meu pai com as crianças e foi uma delícia. Confesso que ainda estou devendo um post sobre isso, ainda mais agora que passamos mais 10 dias lá agora em janeiro. Mas o que eu quero ressaltar é: foi uma delícia, adoramos e eles sempre pedem mais. 

Para desmistificar isso, tem um convidado especial aqui no blog hoje: meu pai, Maurício Rosa, comandante do Fast 345 Alphorria e autor do livro "Gastronomia para Veleiros"




JAMAIS LEVE CRIANÇAS PARA VELEJAR EM MAR ABERTO!!!

Eu sabia disso, e insisti porque quis. Crianças não devem velejar em mar aberto porque enjoam... crianças não se adaptam ao pequeno espaço de um veleiro porque não tem para onde correr e ficam logo aborrecidas... crianças não gostam de viagens longas em veleiros porque a paisagem é sempre a mesma...

Quem mandou ser teimoso? Apesar dos vários avisos eu resolvi, em novembro passado, correr o risco de levar meus netos, o Vítor Alves de 8 anos e a Alice, de 3, de Bracuhy (entre Angra e Parati) até Ubatuba, para um cruzeiro Ubatuba-Parati (para quem ainda não é do ramo, cruzeiro é um passeio de vários barcos a vela, diferente da regata, que é uma competição).



A mãe deles, a Thaty, minha filha, que já é do ramo, estava também. O Vitor até já tinha experiencia de barco desde os 4 meses, incluindo um passeio em Búzios. Mas a Alice ainda não, só rápidas navegadas pelo Lago Paranoá, em Brasília.

E não deu outra: eles... adoraram! Para mim esse era o risco: curtiram muito. Claro que certa hora, com o mar batido da Ponta Negra, depois da Joatinga, deram uma pequena enjoada, mas nada demais. E nem foi diferente de muito marmanjo que já navegou comigo e me deram bem mais trabalho. 



E aconteceu o que eu previa: agora eles querem vir sempre. Bem feito... mesmo... Muito legal! 

Algumas fotos que comprovam o que ele falou:

Brincando de panelinha com a nova amiga.

Observando o abastecimento do barco

Depois de uma enjoada rápida, tudo ficou bem.

Curtindo férias com a família

Eu ando bem sumida, mas é por uma boa causa: estou aproveitando as férias das crianças para curtir com a família, por todos os lados.
Já teve a vez da família do marido, essa semana passamos com meu pai e na semana que vem é a vez da minha mãe.
O bom é que já tive mil ideias de posts nesse meio tempo, então quando voltarmos à rotina, vou ter muito a falar. Desde dicas de bons locais até coisas importantes a fazer. Me aguardem!

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