Crianças combinam com longas navegadas?

Eu ouço alguns comentários sobre crianças que sempre me causam estranheza. E nem é tanto pela experiência que tenho com meus filhos, mas pelo jeito que fui criada pelos meus pais. Me lembro que meu pai dizia que a gente nunca dava trabalho quando estava acampando ou viajando, só quando ficávamos muito tempo dentro de casa.

E um comentário desse tipo é que crianças não combinam com velejadas longas ou longas temporadas dentro de veleiros. Mesmo com diversos casos de famílias que moraram em veleiros por muitos anos e tudo deu certo, isso é tratado como caso isolado.

Quem acompanha o blog sabe que em novembro passei 10 dias no barco do meu pai com as crianças e foi uma delícia. Confesso que ainda estou devendo um post sobre isso, ainda mais agora que passamos mais 10 dias lá agora em janeiro. Mas o que eu quero ressaltar é: foi uma delícia, adoramos e eles sempre pedem mais. 

Para desmistificar isso, tem um convidado especial aqui no blog hoje: meu pai, Maurício Rosa, comandante do Fast 345 Alphorria e autor do livro "Gastronomia para Veleiros"




JAMAIS LEVE CRIANÇAS PARA VELEJAR EM MAR ABERTO!!!

Eu sabia disso, e insisti porque quis. Crianças não devem velejar em mar aberto porque enjoam... crianças não se adaptam ao pequeno espaço de um veleiro porque não tem para onde correr e ficam logo aborrecidas... crianças não gostam de viagens longas em veleiros porque a paisagem é sempre a mesma...

Quem mandou ser teimoso? Apesar dos vários avisos eu resolvi, em novembro passado, correr o risco de levar meus netos, o Vítor Alves de 8 anos e a Alice, de 3, de Bracuhy (entre Angra e Parati) até Ubatuba, para um cruzeiro Ubatuba-Parati (para quem ainda não é do ramo, cruzeiro é um passeio de vários barcos a vela, diferente da regata, que é uma competição).



A mãe deles, a Thaty, minha filha, que já é do ramo, estava também. O Vitor até já tinha experiencia de barco desde os 4 meses, incluindo um passeio em Búzios. Mas a Alice ainda não, só rápidas navegadas pelo Lago Paranoá, em Brasília.

E não deu outra: eles... adoraram! Para mim esse era o risco: curtiram muito. Claro que certa hora, com o mar batido da Ponta Negra, depois da Joatinga, deram uma pequena enjoada, mas nada demais. E nem foi diferente de muito marmanjo que já navegou comigo e me deram bem mais trabalho. 



E aconteceu o que eu previa: agora eles querem vir sempre. Bem feito... mesmo... Muito legal! 

Algumas fotos que comprovam o que ele falou:

Brincando de panelinha com a nova amiga.

Observando o abastecimento do barco

Depois de uma enjoada rápida, tudo ficou bem.

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