Como lidar com as intermináveis brigas entre irmãos? Parte I

A foto ficou meiga, mas eles também brigam feito cão e gato.
Se tem uma coisa que as mães que têm mais de um filho já sabem é: eles brigam. Não, acho que não me expressei corretamente: eles brigam MUITO. Juro que por aqui tem hora que dá vontade de sair de casa e largar os dois brigando sozinhos. O que me consola (além do fato de que eles também brincam juntos e se dão bem) é que eu sei que não é só aqui em casa que isso acontece e saber que isso é natural. E o que me motiva a procurar novas maneiras de lidar com isso é saber que a forma com que os pais lidam com esses embates pode influenciar um monte de coisas no futuro, desde a forma como eles se relacionarão entre eles até a forma com que lidarão com conflitos em geral, na vida lá fora. Não estou dizendo que é fácil, nada disso! Só estou dizendo que consola um pouco...rs

Conversando com outras mães que passam pelos mesmos problemas que eu, resolvi fazer um compilado de dicas aqui no blog. Algumas coisas eu aprendi na prática mesmo, mais ou menos como um dos lemas do escotismo (aprender fazendo). Outras eu peguei em livros que comprei sobre o assunto e que consulto sempre para tentar facilitar as coisas para o meu lado. Como eu achei muito material interessante sobre o assunto (mais a minha experiência), vou fazer dois posts, para não ficar muito grande e ninguém desistir de ler. No final vou colocar o nome dos livros que eu consultei, pois sei que tem sempre gente querendo ler também. Vamos lá:

- No reino animal os filhotes brincam de brigar. É assim que eles aprendem a sobreviver às hostilidades do mundo adulto. Então tente ter em mente que isso é uma escola para todos (por mais enlouquecedor que possa ser). E não se engane, o relacionamento entre amigos não dá a mesma preparação. Se você não quiser resolver um problema com um amigo você pode simplesmente resolver não vê-lo mais. Com irmãos isso não é possível, então é preciso achar uma solução.

- Não dá para ter as mesmas expectativas para todos os filhos, nem gêmeos idênticos são totalmente iguais. Então tente resistir à tentação de usar um "programa" único para todos.

- Para ter uma briga é preciso dois (ou mais), não dá para separar bonzinhos de maus. Durante algum tempo eu tentei ser "juíza", ver quem estava com a razão, mas no fim desisti. Em alguns casos digo que se eles não se resolverem vou acabar com a brincadeira e pronto.

- Ao invés de tentar resolver o problema, tente "jogar" o problema para eles: pergunte como eles acham que isso pode ser resolvido. Se eles tiverem dificuldade em das sugestões, apresente algumas para eles. E não queira que a situação seja resolvida rapidamente (nem adultos conseguem isso), dê tempo para que eles resolvam. Mas é preciso que eles saibam que, se não houver solução, haverá uma punição (castigo, o fim da brincadeira, a televisão ser desligada). 

- É importante deixar as regras claras. Principalmente sobre comportamentos aceitáveis, espaço pessoal e direito de posse (mais ou menos como em uma guerra...hehehe) E não deixar impune quem desrespeitou essas regras.

- Eu sei que é difícil (sinto isso na pele), mas ignore pequenas disputas. Na maior parte das vezes eles mesmo se resolvem sem que a gente tenha que interferir e isso é saudável para o aprendizado deles.

- No caso de uma grande disputa, ou de algo que eles não consigam entrar em acordo e você realmente precise interferir, não faça interpretações da situação, Diga o que você viu e o que acha que é aceitável. Se ainda assim eles não entrarem em acordo, uma boa solução é deixá-los de castigo em cômodos separados.

- Elogie quando eles estiverem brincando em paz. Minha irmã sempre diz (muito sabiamente, por sinal) que o reforço positivo faz milagres!

O que vocês acham? Têm mais dicas? Então aproveitem para comentar que em breve sai a parte II!

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