Ser mãe e sair sozinha com os filhos

Passeio de fim de tarde ao laguinho do condomínio onde morávamos. Foto tirada com tripé
Esse post começou a nascer como um comparativo entre a divisão das tarefas domésticas daqui de cansa antes e depois que eu deixei de trabalhar fora. Mas quando eu cheguei na parte das compras do mês, meu cérebro viajou num assunto meio complexo, que me deixa perplexa e que me dá muita vontade de abordar. É o fato de que, em algum momento da história, colocaram na cabeça das mulheres que elas "NÃO CONSEGUEM" e isso nunca mais saiu.

Deixa eu explicar como cheguei lá. Antigamente, eu e Gustavo trabalhávamos fora, então compras do mês só podiam ser feitas em horários alternativos. E como não temos (na verdade não tínhamos) com quem deixar as crianças, elas iam com a gente. Não vou dizer que era a alternativa mais bacana, mas também não era nenhum bicho de sete cabeças. E muitas vezes o Gustavo não podia ir, então eu fazia as compras sozinha com as crianças.

Um passeio no Hot Park. Adoro esses fotógrafos que ficam dentro da água!
Nesse ponto do raciocínio eu me lembrei de várias pessoas que têm dois ou mais filhos e não conseguem sair sozinha com eles. Algumas dessas pessoas eu conheço pessoalmente, muitas eu só conheço virtualmente ou ouvi falar. Mas fico abismada com isso, como assim não consegue sair sozinha com os filhos??? Não estou falando de viajar sozinha com eles (de carro então nem pensar), mas de ir na esquina, na padaria, no shopping, no parquinho. E não preciso ir muito longe não. Basta dizer que meu queixo caiu quando minha própria mãe me disse que não saia sozinha comigo e com a minha irmã.

O que leva uma mulher que trabalha fora, encara as tarefas domésticas e enfrenta mil coisas diferentes a não conseguir sair com seus próprios filhos? O medo, a trava que colocaram em suas cabeças dizendo que elas não são capazes. E o medo de dar o primeiro passo, de fracassar, de não dar certo, de não dar conta. As vezes até pessoas próximas que dizem que é melhor não, que não vai dar certo, que isso é loucura. E quem ganha com isso? Ninguém!

Toda vez que comento que viajo muito de carro sozinha com meus filhos tem alguém que vira pra mim e me diz que sou muito "corajosa", meio que querendo dizer que sou louca. Mas acontece que não comecei viajando 1000 km com eles. Comecei indo pro outro lado da cidade ( o que leva uma hora ou mais, é uma viagem), depois indo até Santos, depois até o Rio ou Juiz de Fora e por aí vai. Na primeira vez eles devem ter me dado trabalho (não me lembro mais). Na segunda, terceira, quarta, eles já estavam entrando no ritmo. Lembro de uma ou duas vezes em que tive que parar o carro e dar uma bronca daquelas e depois continuar a viagem. Mas foi só isso, em dezenas de viagens que já fizemos juntos.

Na última viagem que fizemos sozinhos aderimos às "selfies" :)
Assim foi para sair com os dois. Começamos pelo condomínio onde morávamos, passamos a ir até a padaria e por aí vai. Se a gente não tem coragem de dar o primeiro passo, não vamos chegar a lugar nenhum. O primeiro passo não pode ser maior do que a perna, assim como não podemos deixar que o medo nos paralise e nos impeça de andar. Se você está em um impasse como esse, não deixe que sua vida fique paralisada, não fique infeliz. Lembre-se de que o controle da sua vida é seu e não depende de ninguém para mudar isso. Respire fundo e tome coragem para dar o primeiro passo. E não desista!

Dica de cinema e teatro para a mamãe (chegou a sua vez!)

De um tempo para cá tenho me acostumado a ir mais vezes ao cinema e ao teatro para assistir coisas de adultos. Em São Paulo ir a dois é mais difícil porque não temos família aqui e nem sempre fica em conta pagar uma babá. Por isso, de vez em quando aproveito que as crianças estão na escola para ir sozinha ao cinema ou vou com alguma amiga ao teatro, geralmente assistir uma peça que o marido não toparia. Então quero aproveitar para dar a vocês duas dicas:

Cinema
A Menina que Roubava Livros


Durante as férias eu recebi um convite da 20th Century Fox para assistir esse filme, mas estava viajando e acabei perdendo a data. Como já li o livro e adorei, fiquei esperando ansiosamente o dia da estréia (assisti neste dia mesmo).

Vou ser sincera: fazia muito tempo que tinha lido o livro, então me lembrava apenas do básico da história. Acho que isso foi bom, porque assim eu não fiquei sofrendo, pensando se a adaptação foi exatamente fiel ou não. Só sei que achei o filme lindo, quase chorei em vários pedaços (sou dura na queda) e assistiria novamente.

Se você não conhece a história, confira a sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger sobrevive fora de Munique por meio dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo, ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe e brinca com a amigo Rudy.

Teatro
Mãe de Dois

Quando recebi o convite da Alelo para assistir essa peça fiquei pensando como ia fazer, com quem deixar as crianças. Depois lembrei que não era muito o estilo do Gustavo, então resolvi convidar minha amiga Amábile, dos blogs Mulher Elástica e Mãe de Dois (olha a coincidência) para fazer um programa de garotas. E foi muito legal!

A peça foi inspirada no livro Mãe de Dois, da jornalista Maria Dolores, que por sua vez surgiu do blog que ela começou a escrever durante sua segunda gravidez. Sinopse:  Os dilemas da mulher moderna, que precisa se virar em mil para dar conta do recado durante a gravidez em duas épocas diferentes: na adolescência e aos trinta anos.

Espetáculo: Mãe de Dois com Flávia Monteiro e Rebeca Reis
Local: Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900)

Datas: 07 de fevereiro (sexta-feira) às 22h45 ou 09 de fevereiro (domingo) às 20h
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