A febre da troca de figurinhas da Copa

Quem tem filhos (e até quem não tem) já deve ter percebido a febre que está por aí das figurinhas da Copa. E, claro, esta febre também entrou na minha casa. Vou pular a parte da polêmica acerca da Copa e todo esse bla bla bla, não por achar inútil, mas por não ser o assunto principal desse post. Hoje eu quero falar sobre como essa febre está ajudando a educar o meu filho.

A maior parte das pessoas sabe como completar um álbum de figurinhas: compre muitas, troque as repetidas com os amigos. Acontece que, com a Copa acontecendo no Brasil, está acontecendo também um outro fenômeno: muitas trocas de figurinhas entre pessoas que não se conhecem. Claro que isso deve acontecer com um ou outro álbum, em locais esporádicos. Mas nunca vi com a força que está acontecendo agora. Acontece nas praças, nas ruas, nos shoppings, em todo lugar.

E aí que o Vítor, claro, também quer trocar suas figurinhas e completar seu álbum. Por isso, volta e meia o levo a algum destes lugares. O primeiro desafio foi perder a vergonha e abordar as pessoas perguntando se elas queriam trocar figurinhas. De tanto que o pessoal o abordava primeiro, logo ele perdeu a vergonha e se acostumou. 

Mas logo ele aprendeu que, sem planejamento, as trocas não iam funcionar. Ele não sabia quais figurinhas tinha e nem quais estavam faltando. Por isso, ele me pediu para ajudá-lo a fazer uma planilha onde ele pudesse marcar isso e facilitar as trocas. Serviço feito, fomos às trocas novamente. E então ele descobriu que com as figurinhas fora de ordem as coisas também não andavam muito bem.

Fora isso, ele aprendeu a lidar com os oportunistas que querem trocar duas ou mais figurinhas por uma, ou vender duas por um real (sendo que um pacote com cinco custa um real). Ele entendeu que às vezes vale a pena recorrer a alguém assim, mas que esse deve ser um episódio esporádico e não recorrente.

Sabe quem também ganhou com isso? A mãe dele, que está tendo a oportunidade de vê-lo se empolgar com mais essa fase, assim como teve a fase de andar fantasiado de super-herói, de andar por aí com a galocha de sapo ou de usar chapéu todos os dias. Cada dia mais eu agradeço a Deus a possibilidade de participar e apoiá-lo nesses momentos, sabendo que tudo isso um dia passa e logo ficamos com saudade.

E por aí, também chegou a febre das figurinhas da Copa?

Meu filho de 7 anos adora brócolis! - post com participação especial

Sabe aquelas amizades que a gente tem na infância e adolescência e leva para a vida toda? Que podem passar anos e anos sem se ver e quando se reencontra parece que nada mudou? Pois é assim com a Ana Carolina Figueiró Longo, ou apenas Carol. Fomos amigas na adolescência, no mesmo Grupo Escoteiro, na mesma patrulha. E agora nos reencontramos, já adultas e mães. Ela começou a acompanhar o blog e topou compartilhar conosco uma situação que viveu com o filho, de dificuldade com alimentação (aliás, problema enfrentado por um montão de mães, inclusive eu). Mas vamos parar de bla bla bla e ir direto ao texto dela, que é o que interessa! :)

Meu filho de 7 anos adora brócolis!
Ana Carolina Figueiró Longo

... e couve, espinafre, beterraba, abobrinha e continua experimentando todas as novas verduras que apresento, sem cara feia, sem reclamação, ao contrário, achando tudo gostoso demais.

Adoro poder repetir isso, porque há muito pouco tempo atrás as coisas não eram assim. A hora da refeição era sempre um suplício, às vezes nem hambúrguer com batata frita ele comia. O jantar era sempre acompanhado de muitas lágrimas e uma mãe desesperada: “come, meu filho!”

Tudo isso não poderia levar para outra situação que não um déficit nutricional significativo, que apareceu no exame de sangue pedido pela pediatra. Além de carência de vitaminas importantes para o seu crescimento, meu filho tinha uma anemia severa e muito pouco cálcio.

Foi então que decidimos começar um projeto que levou quase 6 meses para atingir o resultado de hoje. Deu um pouco de trabalho, mas nada me dá mais alegria do que ver ele pedindo para repetir a salada antes de começar a comer a proteína e o carboidrato.

A tarefa era fazer com que meu filho incluísse verduras no cardápio diário, sem cara feia.

A primeira coisa que fiz, então, foi começar a disfarçar as verduras nos pratos que ele normalmente comia. Então o bolo levava abobrinha italiana na massa, o feijão era sempre cozido com beterraba, as panquecas levavam banana ou maça. E fui inventando receitas nas quais pudessem constar verduras, ainda que ele não percebesse. 

Além disso, alguns pratos começaram a ganhar nomes criativos. O suco de couve passou a ser o suco do Ben 10, a vitamina de frutas pela manhã era Milk shake, igual da lanchonete. E eu ia caprichando na decoração. Comprei copos diferentes e canudinhos coloridos, incluía flocos de arroz para dar um ar divertido para o arroz, mas esses eram chamados de formiguinhas.

Aos poucos, então, fui contando o que tinha em cada prato: “filho, sabe aquele bolo que você comeu? pois é, ele era feito com batata doce” e apresentava a verdura crua para ele conhecer.

Na outra ponta da história, eu sempre o levava ao mercado para fazer as compras das verduras, ainda que isso levasse o dobro ou o triplo do tempo que levaria se eu estivesse só.

Começamos um grande jogo de verduras/aventuras. Ele tinha missões dentro do mercado: encontrar a couve, pegar 5 laranjas, localizar o gengibre, e eu ia aumentando o grau de dificuldade, precisava diferenciar espinafre do alface....

Ele ia se divertindo pegando as verduras. O pessoal do mercado morria de rir daquele menino que saia correndo pelos corredores: “me ajuda a achar a beterraba?”

Aos poucos ele começou a pedir para eu levá-lo ao mercado e queria sempre fazer essa brincadeira. Sem ele perceber, as verduras passaram a fazer parte do espaço lúdico da sua infância.

Dia após dia, as verduras que estavam disfarçadas começaram a aparecer. O arroz passou a ser feito com cenoura, a carne era misturada à vagem.... meu filho começou a percebe que aquelas frutas e verduras que ele brincava de descobrir no mercado, podiam aparecer no seu prato e que deixavam tudo mais colorido e divertido.

Não houve dúvida, na última vez que fomos às compras, ele entrou no mercado correndo: “mãe, compra couve, compra! por favor, compra couve!!” Isso não podia me deixar tão feliz.

Foi preciso criar uma atmosfera propícia para que a alimentação dele ficasse mais saudável, e não houvesse tanto sofrimento na hora de comer, mas todas as atitudes foram recompensadas com a constatação que ele come super bem, com todos os nutrientes que ele precisa para crescer com saúde.
O jogo para incluir frutas e verduras no dia-a-dia foi fundamental para que ele percebesse a importância de ingeri-los, fez com que a salada se fizesse presente nas suas brincadeiras e, para aparecerem no prato foi uma tranquilidade!

Como incentivar nossos filhos a fazer atividades físicas?

Gustavo Borges, Scheila Castro e Elaine Rocha de Pádua
Faz tempo que algo me incomoda: a quantidade de crianças que tenho visto por aí que estão obesas e sem preparo físico. Quando eu era criança o horário contrário da escola era gasto com muita correria com outras crianças embaixo do prédio, eu sempre voltava para casa imunda, suada e cansada. Os tempos mudaram e nem sempre é seguro deixar nossos filhos na rua sem a nossa supervisão. Aqui em casa, por exemplo, é fora de cogitação brincar na rua, uma avenida super movimentada e com calçadas fajutas e minúsculas. Além disso, nem sempre temos disponibilidade, dinheiro (ou os dois) para colocá-los em uma atividade física extra. E vamos combinar que aulas de educação física são uma vergonha, nem dá para contar como exercício.

Bem, não dá para nos mudarmos todos para o interior e nem pararmos todos de trabalhar para ficar em casa com as crianças. Então, o que fazer? A resposta me foi dada durante um evento para o qual fui convidada, onde o assunto seria "A importância do café da manhã e atividades físicas para crianças,", promovido pela Nescau. Com a presença da hebiatra Dra. Lígia Reato, da nutricionista Elaine Rocha de Pádua, do especialista em medicina esportiva Dr. Victor Matsudo, e dos esportistas Gustavo Borges e Sheilla Castro.

No debate aprendi que a primeira coisa a se pensar é como está sendo o meu exemplo como mãe/pai? Não dá para cobrar que nossos filhos sejam fisicamente ativos se nós estamos sendo super sedentários, não é? Uma criança inativa tem 90% de chance de se tornar um adulto sedentário. Em compensação, uma criança cuja mãe é ativa tem o dobro de chance de também ser ativa. Um pai ativo aumenta essa chance para 3,5 vezes. Com pai e mãe ativos essa chance sobe para 5,6 vezes.

Falta de tempo todos nós tempos, mas para conseguir os 60 minutos diários de atividade física que são recomendados para que uma criança seja saudável é preciso ter criatividade e força de vontade. Não estou dizendo que seja fácil, com certeza sei que não é. Basta olhar para mim e ver! Perder os 27 quilos extras que estavam no meu corpo não foi (e não está sendo) moleza. Mas saber que 14 quilos já foram, olhar no espelho e ver a diferença, me sentir mais disposta e menos doente... isso paga qualquer preço! Não é preciso fazer academia, pode ser caminhada, jogar bola, passear com o cachorro. Tudo isso movimenta o corpo e manda o sedentarismo para longe de nossas crianças (e de nós também). Mais importante do que tudo é casar a vontade da criança com a viabilidade que temos.

Mas ainda restava outra dúvida para mim: e quando a criança diz que não gosta de nada e não quer nem mesmo tentar (ou tentou e logo desistiu)? O debate também me ajudou a esclarecer este ponto. De acordo com os especialistas, é importante ter persistência. Crianças costumam dizer que não gostam de algo, mas isso pode mudar em 2 ou 3 meses, o que não acontece com o adulto. E como o gosto pela prática esportiva é desenvolvido em sua grande parte na infância, se não persistirmos há grande chance de estarmos criando um futuro adulto obeso e sedentário.

Outra coisa importante a ser observada é que os benefícios da atividade física vão ainda além de questões como a manutenção de um peso adequado ou a colaboração para um crescimento adequado. O especialista em medicina esportiva Dr. Victor Matsudo ressalta que os estudos mostram vários mecanismos possíveis pelos quais a atividade física regular pode contribuir para um melhor: o desempenho acadêmico, incluindo habilidades de concentração e comportamento em sala de aula. A convivência em esportes coletivos, por exemplo, exercita ainda aspectos relacionados à cooperação, convivência, participação e inclusão.

Por isso, vamos colocar nossas crianças para se exercitar!!
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