Testamos: O Mirabolante Doutor Rocambole


Porque todas as pessoas precisam ser iguais? Eu tive essa conversa tantas vezes com o Vítor e agora tenho com a Alice. Eu sempre mostro a minha mão e pergunto: os dedos são todos iguais? Pois é, as pessoas também não.

Recentemente recebi da autora Ana Luiza Figueiredo um livro muito legal, que fala um pouco sobre esse assunto. Li para as crianças e fez o maior sucesso aqui em casa. Está virando o novo queridinho para dar de presente de aniversário.



O livro conta a história de Teo, um menino diferente. Mas ele não era diferente fisicamente. Mesmo assim as pessoas viviam olhando torto para ele, rindo ou achando que ele era maluco, depois que explicava uma ideia várias vezes até que entendessem.

Um dia Teo encontrou um embrulho com as palavras: "Doutor Rocambole, Especialista em Tudo que não é Comum". E no verso: "Se ser diferente faz você se sentir esquisito, sopre o apito. Se faz você se sentir importante, passe adiante ". Claro que ele soprou o apito e, depois de um tempo, o Doutor apareceu, fez algumas perguntas e o diagnosticou com IMAGINAÇÃO AGUDA. E agora, será que tem remédio?

Claro que eu não vou contar o livro inteiro, mas posso adiantar que, no fim, o Teo descobriu que ser diferente também é legal.

Para comprar o livro é preciso mandar um e-mail para:


Espaço de Leitura - Grupo Silenciosas + GT'aime dança Fatalidade, de Guimarães Rosa




O Espaço de Leitura, projeto do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (FUSSESP), recebe neste domingo, 24 de abril, às 15h, o experimento cênico FATALIDADE do grupo Silenciosas + GT'aime, dirigido pelo premiado coreógrafo e bailarino Diogo Granato.

É um espetáculo de dança diferente. Não tem uma coreografia fechada e trabalha diversas técnicas como parkour, dança e teatro. Esta apresentação é um dos frutos de uma pesquisa dos 21 contos do livro Primeiras Estórias, de Guimarães Rosa. A cada mês, o grupo estuda um conto para gerar sensações e imagens e, a partir delas, cada intérprete-criador (bailarino) improvisa coreografias que, em grupo, vão tomando caminhos dramatúrgicos e definindo as características de cada experimento.
“Fatalidade” é o nono conto estudado pelo grupo. É uma história de personagens arquetípicos das cidades do sertão. Zé Centeralfe procura alguém de testemunho inegável e habilidade em armas para ajudá-lo a dar conta de Herculinão, horripilante badameco que o persegue e se engraça com sua esposa.

O projeto foi contemplado pelo Programa Municipal de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo.

No sábado, 23/4, às 15h, tem a oficina com Teresa Sbardellati do Ateliê Modestamente Revolucionário que vai trazer “O Grande Livro de Todas as Respostas”. Cada página solta apresenta uma pergunta e, em grupos pequenos moderados por educadores, as crianças vão responder com de desenhos, palavras e colagens. As perguntas são as mais variadas: “Porque a terra é redonda?”, “Qual o melhor jeito de amarrar os sapatos?”, “Porque os gatos sempre caem de pé?”, “Existem extraterrestres?”.

E nas manhãs de sábado e de domingo, às 11h, os educadores do Espaço de Leitura propõem atividades com crianças e adultos sempre com o livro como disparador da proposta. É o programa maiúsculos & MINÚSCULOS.

Todas as atividades do projeto são gratuitas e com classificação livre.
  
Confira a programação completa deste fim de semana:

Sábado, 23
11h
Oficina educativa
maiúsculos & MINÚSCULOS: CAÇA AO BURACO
Com Ana Ferreira Santos e Anna Veliago Costa
As educadoras convidam crianças e adultos a investigar buracos, esconderijos e passagens secretas nos livros do Espaço de Leitura.

15h
Oficina artística
O GRANDE LIVRO DE TODAS AS RESPOSTAS
Com Ateliê Modestamente Revolucionário
“O Grande Livro de Todas as Respostas” chega no Ponto da Interrogação, casinha de livros do Espaço de Leitura, e ele precisa ser preenchido. Cada página solta apresentará uma pergunta e, em grupos pequenos, as crianças precisam contar com desenhos, palavras e colagens as respostas para estas questões.
Participantes: até 25 crianças a partir de 5 anos de idade

Domingo, 24
11h
Oficina educativa
maiúsculos & MINÚSCULOS  – A RODA DA LEITURA
Com Martin Smit e Renato Nonato
Brincadeira da exposição “A leitura da leitura” inventada pelos educadores do projeto. Com a ajuda de três roletas e do acaso, o público é  desafiado a ler o mundo de forma diferente.

15h
Experimento cênico
FATALIDADE
Com Silenciosas + GT'aime
Experimento cênico inspirado no conto homônimo do livro “Primeiras estórias”, de Guimarães Rosa. A personagem Zé Centeralfe procura alguém, de testemunho inegável e habilidade em armas, para ajudá-lo a dar conta de Herculinão, que o persegue e se engraça sua esposa. Com base nas sensações e imagens criadas pelo conto, o grupo improvisa coreografias e explorações textuais. A direção do espetáculo é de Diogo Granato e o projeto Primeiras Estórias foi contemplado pelo Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.

Todo domingo
Das 14h às 17h
FEIRA DE TROCA DE LIVROS
Livros carregam histórias e leitores levam as histórias pra passear pelo mundo. Nesta Feira de Troca de Livros, você faz com que mais histórias viagem por aí, e leva outras histórias pra sua casa. Traz um título e leva outro! A cada dez livros trocados, você ganha um. [Só não vale trazer enciclopédias, livros estrangeiros não traduzidos, livros didáticos e obras religiosas.]

EXPOSIÇÃO
A LEITURA DA LEITURA – maneiras de ler
Aberta de quarta a domingo, das 9 às 18 horas
Até 31 de julho
Na casinha estão expostos livros de artista da editora Sarau Visual. A proposta é explorar outras possibilidades de apreciar um livro que pode ser um quadro, pode ser uma obra impressa em tecido, pode ser que precise rodar uma manivela para ler a história. O cenário com pallets e material de demolição foi criado por Barão Di Sarno e Raphael Franco do Instituto a Cidade Precisa de Você. Ao ar livre, nos painéis, são destacadas as leituras que a natureza, o corpo, a história e a oralidade podem proporcionar. Em um dos painéis, tem um desafio de leitura que o participante precisa girar três rodas e ver o que o acaso pede para ler de um jeito diferente.

SOBRE O FUSSESP
O Fundo Social de Solidariedade é um órgão do Governo de São Paulo, vinculado à Secretaria de Governo e dirigido pela primeira-dama do Estado. Seu objetivo é desenvolver projetos sociais para melhorar a qualidade de vida dos segmentos mais carentes da população.

SOBRE O ESPAÇO DE LEITURA
É uma ação sociocultural e educativa do FUSSESP que oferece aos cidadãos, em especial crianças, acesso à leitura e proporciona o prazer da leitura por meio da oralidade, da escrita, da observação e da interpretação.

SERVIÇO - ESPAÇO DE LEITURA
De quarta a domingo: das 9 às 18 horas
Rua Ministro Godói, 180 – Perdizes – Parque da Água Branca. Tel.: 2588-5811
Gratuito. Livre.
contatoespacodeleitura@sp.gov.br
facebook.com/espacode.leitura
instagram.com/espacodeleitura

Tem Criança Lendo - ivros que ajudam nas tarefas maternas

Finalmente chegou o dia 20! (se você ainda não sabe, todo dia 20 eu e outras blogueiras de literatura fazemos posts especiais sobre livros infantis) O tema do Tem Criança Lendo de hoje é "Livros que ajudaram você em suas tarefas maternas" e eu uso muito os livros aqui em casa para me ajudar com comportamentos que precisam ser modificados.

A maior parte dos livros infantis que vou postar são para crianças menores, muitos eu usei com os dois. Outro dia vou fazer uma postagem só com os livros mais recentes que comprei e que também me ajudam, mas que não são para eles lerem. 

Vamos ao que interessa?


Eu Nunca Vou Comer um Tomate - Coleção Charlie e Lola

Editora Ática
Autora e ilustradora: Lauren Child

Charlie tem uma irmãzinha, a Lola. Mas ela é muuuuuuito enjoada para comer e ele precisa arrumar um jeito criativo de resolver esse problema.

Comprei para o Vítor e hoje faz muito sucesso com a Alice.




A Bruxa Cascucha - Editora Cuore
Autora: Josiane Teixeira dos Santos
Ilustradora: Gisele Federizzi Barcellos

Ela é uma bruxa, mas uma bruxa cascucha. Será que essa danada vai conseguir ficar cheirosa?

Ganhei esse livro da iliustradora, a Gisele do KidsIndoors. Todas as vezes em que alguém começa a ameaçar uma reclamação do banho por aqui, outro alguém solta uma frase do livro. é IMPERDÍVEL!


O Livro Secreto das Princesas que Soltam Pum - Editora Brinque-Book
Autor: Ilan Brenman
Ilustradora: Ionit Zilberman

No "Até as Princesas Soltam Pum", as crianças aprendem que as princesas são pessoas normais como qualquer outras. Já no Livro Secreto aprendemos que os vilões dos contos de fadas também já foram crianças e tiveram motivos para se tornar maus.

Gosto muito desse livro para mostrar que as vezes consideramos uma pessoa chata, implicante ou má, mas as vezes tem algo por trás que não estamos vendo.


Peppa - Editora Brinque-Book
Autora e Ilustradora: Silvana Rando

Peppa é uma menina linda e cabeluda, com um cabelo lindo, volumoso e mais forte do universo. Um dia ela entra num salão e resolve ter um cabelo de propaganda de shampoo, mas descobre que é muito trabalhoso manter o cabelo assim.

Comprei este livro quando Alice começou a ouvir coisas como "cabelo liso é melhor", "se você fizer assim o seu cabelo vai ficar liso". Ela ama este livro e hoje em dia acha o máximo ter cabelo cacheado.

Testamos - filme Escaravelho do Diabo

Hoje o "Testamos" vai ser um pouco diferente. Quem assistiu à pré-estréia do filme Escaravelho do Diabo foi minha querida amiga Ingrid Strelow,do Rio Grande do Sul. Ela tem 2 filhos, a Larissa de 12 e o Caio de 07 anos (que foi assistir ao filme com ela e gostou).



Com a palavra, Ingrid, nossa convidada especial!

A  famosa revista O Cruzeiro publicou pela primeira vez esta história cheia de mistérios em 1956, um capítulo por semana. Os 25 capítulos cativaram inicialmente adultos, mas foi na década de 1970 que passaram a integrar um livro da série Vaga-Lume, se tornando um clássico da literatura infanto juvenil brasileira. Nesta história, Hugo, um jovem atraente de cabelos ruivos, simpático e cheio de amigos e admiradoras, recebe um pacote secreto em casa. Ao abri-lo, encontra um besouro negro com chifres. Dias depois, é encontrado morto pelo irmão, dando início a uma série de assassinatos que acaba com a tranquilidade da até então pacata cidade de Vista Alegre. Em comum, as vítimas são ruivas e receberam besouros antes de morrer.

Agora o diretor Carlo Milani, filho do ator Francisco Milani, traz para os dias atuais a história, em que o encarregado da investigação das mortes é o inspetor Pimentel (Marcos Caruso) é afastado do caso por estar com sintomas da síndrome de Levy, "parente" do Mal de Alzheimer, mas conta com a ajuda de Alberto, o inconformado irmão da primeira vítima, para descobrir o padrão que conecta os crimes e o motivo de Hugo ter sido morto.

A história nas telas é divertida, envolvente e consegue explorar o suspense, um gênero incomum na produção nacional. Traz elementos contemporâneos, como a geração fluente em tecnologias digitais, sem perder para a história original e, confesso, aguçou ainda mais minha vontade de reler a obra de Lúcia Machado de Almeida.

A estreia de hoje merece todo o reconhecimento: música, fotografia, elenco e direção excelentes!

Capa antiga do livro
 Livro: O Escaravelho do Diabo

Autor(a): Lúcia Machado de Almeida
Livro brasileiro
Ed.: Editora Ática - 27a. Edição
Páginas: 192
Formato: 13,5 x 18,5 cm


Curiosidades sobre o filme Mogli - O Menino Lobo

O novo filme do Mogli estreia essa semana, viva!! Enquanto isso, que tal saber algumas curiosidades sobre essa produção?



- De pé com os braços esticados, Baloo pode chegar a 4,5 metros de altura. O urso de espírito livre é tão pesado e tem tanto pelo que levou quase cinco horas por quadro para renderizar a imagem.

– Mãe loba Raksha é um nome adequado. Em hindi, Raksha significa protetora. 

– Os artistas da WETA utilizaram certa liberdade criativa em relação ao Rei Louie, pegando emprestado o personagem lendário – Gigantopithecus – e exagerando o seu tamanho. O Rei Louie tem 3,5 metros de altura. 

– Mogli veste uma tanga vermelha no filme, mas a figurinista Laura Jean Shannon teve um trabalho extremamente complicado. “Mogli fica imerso na água e na lama, chove em cima dele, ele corre”, diz Shannon.  “Nós até mesmo equipamos o figurino com um cabo de segurança por que Mogli se pendura em galhos de árvores e penhascos. Cada uma das tangas – acabamos com umas 16 ou 17 – tinha um propósito bem específico”. 

- Shannon construiu uma “armadura” a partir de folhas de uma árvore chamada alocasia (conhecida como orelha-de-elefante). A vestimenta mostrava como o inteligente filhote-humano se protegia de abelhas furiosas antes de coletar mel para Baloo. 

– A equipe da Moving Picture Company (MPC) ficou responsável pela animação de mais de 70 espécies, elaboração de 100 milhões de folhas e a simulação de terra, fogo e água. Uma equipe com mais de 800 artistas de computação gráfica passou mais de um ano no projeto. 

 Os artistas criaram digitalmente a maior parte do ambiente da selva que aparece no filme, criando musgo, casca de árvores, rochas, água, grama, árvores e folhas, tudo com inspiração em suas contrapartidas na vida real na Índia. O ambiente virtual constitui 80 por cento do quadro do filme 100 por cento do tempo.

– Os cineastas utilizaram tecnologia de captura de imagem para ajuda-los a visualizar todo o filme antes do início da produção live-action. O processo envolve roupas especiais que contém pontos que são traduzidos para o computador. Até mesmo o diretor Jon Favreau vestiu a roupa para certas cenas.  

– Um dos desafios enfrentados pelos cineastas ao combinar o Mogli em live-action com animais gerados pelo computador foi que as criaturas de CG não eram capazes de fazer sombra no Mogli da vida real. O supervisor de efeitos visuais Rob Legato desenvolveu um sistema que permitiu aos cineastas projetar luz e sombras sobre o Mogli representando as criaturas que se moviam perto dele.

- Mogli lida com bastante mel em “Mogli, O Menino Lobo”. O doce se mostrou um desafio para os cineastas, que queriam que ele parecesse autêntico – e atrativo. Cor e viscosidade tiveram de ser considerados, e também como fazer o favo de mel no qual ele vem. 

- O filme de animação de 1967 da Disney, “Mogli, O Menino Lobo”, foi o último filme que Walt Disney supervisionou. Ele faleceu em 1966, um ano antes do lançamento do filme. 

- O diretor Jon Favreau não se inspirou apenas no filme de 1967. “Quando penso sobre o legado da Disney, penso no sonho original de Walt”, diz ele. “O trabalho de Walt Disney influenciou o meu trabalho. Ele era considerado high tech para a sua época. Ele foi a primeira pessoa que conectou trilha sonora à imagem, de forma que os personagens estivessem perfeitamente coreografados com a música – algo que deixou as pessoas completamente impressionadas. Disney estava na vanguarda da tecnologia”. 

– A canção emblemática “The Bare Necessities”, composta por Terry Gilkyson, foi indicada ao Oscar® em 1968. 

– O compositor John Debney, que compôs a música para o novo filme live-action “Mogli, O Menino Lobo”, é filho de Louis Debney, que trabalhava para Walt Disney. “Quando eu era jovem, eles estavam fazendo esse filme mágico incrível chamado ‘Mogli, O Menino Lobo’, e eu era um moleque de estúdio”, diz Debney. “Conheci o jovem Bruce Reitherman que interpretou Mogli. Íamos em aventuras pelo mundo com sua família”. 

– Segundo o ator Bem Kingsley, os personagens do escritor Rudyard Kipling fazem parte de ser jovem no Reino Unido. “Antes de um garoto no Reino Unido entrar para os Escoteiros, ele entra para os Lobinhos”, diz Kingsley. “E o nosso Chefe dos Lobinhos era sempre chamado de Akela. Na verdade, todos os nomes dos Escoteiros vêm dos livros de Kipling”.

DIY - Estante para livros infantis

Faz tempo que eu andava procurando uma ideia criativa para colocar os livros no quarto da Alice. Tentei com uma caixa transparente, uma estante desmontável, mas não estava do jeito que eu precisava, os livros não ficavam bem á vista. E também não ficavam organizados.

No caminho que faço para a escola das crianças todos os dias tem uma loja que vende uns objetos bem bonitinhos de madeira, tipo floreiras, caixotes, estantes e tal. Então um dia eu tive um estalo e parei lá para perguntar sobre essa floreira:


Nem preciso dizer que ela saiu da loja direto para a minha casa, não é? Mas comecei a olhar para ela assim, tão crua, me pareceu tão sem graça, ia sumir na parede do quarto dela. Então me lembrei de alguns tecidos que eu tenho aqui em casa.


É muito fácil fazer! Pegue cola branca (sim, aquela que seus filhos usam na escola, a líquida) e misture com água. Eu coloco uma parte de cola para duas de água. Pegue um pincel e vá passando na peça que vai ser customizada. Coloque o tecido por cima, estique bem para não ter bolhas. E passe novamente a mistura de cola e água por cima de tudo com o pincel, fica bem molhado mesmo, não estranhe.


Então eu me lembrei que eu ainda tinha tinta de madeira, da época eu que eu fazia muito artesanato. Primeiro pensei em amarelo, mas tinha pouquinho, então fui de rosa mesmo. Primeiro passei primer em toda a jardineira, depois passei a tinta rosa.


Enfim chegou a hora de colocar na parede. Escolhi um parafuso em forma de L bem forte, porque essa jardineira é pesada. Coloquei dois em cima e dois embaixo. E voilá, temos uma linda estante de livros infantis!


Post para escotistas - classificação indicativa do filme Mogli


Na última terça eu publiquei um post sobre o filme live action Mogli - O Menino Lobo, com minhas impressões e dicas específicas para escotistas. Mas uma dúvida ainda pairava no ar: apesar da assessoria da Disney ter nos informado que a classificação indicativa é 10 anos, vários cinemas estão colocando a classificação como livre e no site do Ministério da Justiça ainda não tinha nada a respeito.

Então, para facilitar a vida dos escotistas que estão planejando levar suas Alcateias para ver Mogli, eu fui atrás de algo mais concreto: procurei a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, que me confirmou: sim, a classificação indicativa de Mogli é “Não Recomendado para Menores de 10 anos” por conter violência. 


Conversando sobre esse assunto com a chefe Irene Takada, ela me sugeriu que fizesse um post a mais aqui no blog, para que ela pudesse compartilhar com os amigos escoteiros que estão com essa mesma dúvida. Para quem precisar de algo mais oficial, o link para consulta no site é: http://portal.mj.gov.br/ClassificacaoIndicativa/jsps/DadosObraForm.do?select_action=&tbobra_codigo=61265

Bem, mas vamos ao que interessa. Como então fazer para levar os lobinhos para assistir Mogli? De acordo com o Ministério da Justiça, crianças com idade inferior à da classificação etária do filme podem assistir, desde que devidamente autorizados pelos pais ou responsáveis, conforme a Portaria 368/14. 

Art. 7o A classificação indicativa tem natureza pedagógica e informativa capaz de garantir
à pessoa e à família conhecimento prévio para escolher diversões e espetáculos públicos adequados à
formação de seus filhos, tutelados ou curatelados.
Parágrafo único. O poder familiar se exerce pela escolha de conteúdos, com possibilidade
de:
I - bloqueio de acesso a programas ou canais de televisão, quando aplicável;
II - bloqueio de acesso a jogos eletrônicos e aplicativos, quando aplicável; e
III - autorização de acesso a diversões e espetáculos públicos, seja por meio do ingresso a
salas de cinema, compra ou aluguel de vídeos e de jogos para uso doméstico, ainda que a classificação
indique faixa etária superior à da criança ou do adolescente.
Art. 8o A prerrogativa dos pais e responsáveis em autorizar o acesso a obras classificadas
para qualquer idade, exceto não recomendas para menores de dezoito anos, não os desobriga de zelar
pela integridade física, mental e moral de seus filhos, tutelados ou curatelados.

Dito isso então, existem duas opções:

- a primeira é levar os pais com vocês. Assim não é preciso fazer nada especial. 
- a segunda é preparar uma autorização especial, além da autorização que normalmente usamos para atividades externas, gerada pelo SIGUE

Bom filme, curtam bastante e tirem muitas fotos! Depois me contem o que vocês e os lobinhos acharam!

Testamos - filme Mogli, o Menino Lobo


Hoje fui assistir, a convite da Disney, o filme Mogli, o Menino Lobo. Não sei se vocês sabem, a história do Mogli foi originalmente contada no livro The Jungle Book ( O Livro da Selva), escrito por Rudyard Kipling e publicado em 1894. Mas Mogli ficou mesmo mundiamente famoso na pela adaptação feita pela Disney em 1967. O Livro da Selva é um dos meus livros favoritos de todos os tempos, mas confesso que nunca assisti o desenho de 67 inteiro, apenas alguns pedaços.

O novo filme, que será lançado em 14 de abril, é uma live-action sobre Mogli, um garoto criado por uma família de lobos, que descobre que não é mais bem-vindo na selva quando o temível tigre Shere Khan, que carrega as cicatrizes do Homem, promete eliminar o que ele vê como uma ameaça. Tendo que abandonar o único lar que conheceu na vida, Mogli embarca em uma jornada cativante de autodescoberta, guiado pelo seu mentor, a pantera Bagheera, e por Baloo, um urso de espírito livre. Ao longo do caminho, Mogli encontra criaturas da selva que não têm exatamente os melhores interesses no coração, incluindo Kaa, uma cobra cuja voz e olhar sedutores hipnotizam o garoto, e o articulado Rei Louie, que tenta coagir Mogli para obter o segredo da flor vermelha indescritível e mortal: o fogo. 


Os fiéis amigos de Mogli, o urso Baloo e a pantera Bagherah, são dublados por Marcos Palmeira e Dan Stulbach. Julia Lemmertz dá vida à Raksha, a mãe-loba. Emprestando sua voz à misteriosa serpente Kaa está Alinne Moraes.O temido tigre Shere Khan e o malandro orangotango Rei Louie têm Thiago Lacerda e Tiago Abravanel (Rei Louie) interpretando suas vozes para a versão brasileira do filme.

Quem leu o livro original de Rudyard Kipling vai sentir muitas diferenças na história. Assim como o desenho de 1967, este filme também é baseado nO Livro da Selva, mas não é uma representação fiel. Mesmo assim é lindo e emocionante, principalmente para os participantes do Movimento Escoteiro, no qual a história de Mogli serve de pano de fundo para as atividades dos Lobinhos (crianças entre 6,5 e 11 anos). Impossível não se emocionar, por exemplo, quando os animais recitam a Lei da Selva.
'
A assessoria da Disney me informou que a classificação etária de Mogli é 10 anos, embora eu ache que este filme agrada mais a faixa entre 8 e 13 anos. Crianças pequenas ou sensíveis podem se assustar com algumas cenas, mas não há demonstrações explícitas ou gratuitas de violência. Na verdade, quando eu digo "assustar" quero usar o sentido de "susto" mesmo, não de medo. O filme tem partes "tensas" por conta da ação (como na cena de Mogli fugindo do Shere Kahn ou na dos búfalos fugindo do desmoronamento de terra), mas não dá medo.

Eu assisti em 3D, mas não achei nada tão extraordinário assim. As imagens do filme são lindas e encantam, principalmente por conta dos animais. Mas não sei se o 3D faz alguma diferença nisso.



Sugestões especificas para os chefes escoteiros que pretendem levar as crianças de seus Grupos:

- A classificação etária é 10 anos, então, a rigor, os lobinhos não poderiam assistir. O que a assessoria da Disney me orientou foi procurar as redes de cinema para saber como proceder (uma autorização dos pais, levar os pais, etc);

- Assistam o filme uma vez sozinhos, de preferência antes de ir com seus jovens. Não dá para se emocionar direito tendo que tomar conta da lobaiada...hehehehe

- Não se preocupem muito com o encanto das histórias que contamos para as crianças. O filme é bem diferente do livro. Provavelmente vocês terão é que explicar a eles depois porque não é o Baloo o professor do Mogli...rs (e vão estranhar a "ordem dos fatores" da vida do Mogli, 1o encontro com Shere Kahn e tal)

Bom filme e me contem depois o que acharam!
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